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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Metas da Comissão Europeia para renováveis e clima aquém das expectativas portuguesas

As novas metas apresentadas por Bruxelas na passada quarta-feira para o clima e energia até 2030 deixaram algum amargo de boca no executivo português, segundo o Portal Ambiente Online, apesar de irem ao encontro das pretensões de Portugal em algumas das propostas.

O pacote de medidas anunciado contempla a intenção de se aumentar a curto prazo em 10% a capacidade de interligações das redes eléctricas entre todas as regiões europeias, uma das reivindicações recentes do ministro do Ambiente português, Jorge Moreira da Silva, e que facilitará a venda de energia eléctrica por Portugal. Falta, contudo, a Europa comprometer-se  com metas de longo prazo, com Moreira da Silva a defender 12% de interligação até 2020 e 15% até 2030.

Já a meta das renováveis e a meta da eficiência energética ficaram muito aquém das ambições portuguesas. A proposta de Portugal, segundo Jorge Moreira da Silva, passava por “o mínimo de 40% de energias renováveis e 30% de eficiência energética”. Mas Bruxelas ficou-se por 27% de renováveis e não renovou a meta de eficiência energética, que estava nos 20% para 2020, remetendo para um diploma futuro este tema.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

APREN favorável à exportação de electricidade renovável para a Europa

“Portugal encontra-se actualmente em condições de poder exportar electricidade renovável para a Europa, que dela tão carece”, escreve em Artigo de Opinião para o Portal Ambiente Online António Sá da Costa, presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, “mas não o pode fazer pois as interligações da Península Ibérica com a Europa são muito limitadas”.

António Sá da Costa relembra no artigo que “segundo os critérios estabelecidos para o sector, um verdadeiro mercado europeu interno da energia só funcionará devidamente se as interligações da Península à Europa forem da ordem de grandeza de 10% da potência instalada na Península, isto é 12 GW”. Contudo, diz o especialista, a interligação existente actualmente pouco passa de 1 GW.

O Presidente da APREN recorda ainda os esforços que os sucessivos governos portugueses têm feito para impor em Bruxelas um calendário vinculativo para o desenvolvimento de novas ligações entre a Península Ibérica e o resto da Europa, porém questiona o sucesso do esforço diplomático e denuncia os “poderosos lobbies das grandes eléctricas europeias [que] tentam asfixiar esta acção”. “Também no sector da electricidade existe quem não nos queira ver levantar a cabeça e tudo fará para nos contrariar”, escreve o presidente da APREN.

Recorde-se que o ministro do Ambiente e da Energia formalizou na semana passada junto da Comissão Europeia uma proposta para que os Estados-membros sejam obrigados a ter interligações de electricidade equivalentes a 25% da sua capacidade de produção, de modo a permitir um maior aproveitamento do potencial renovável de alguns países, como Portugal.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Portugal propõe meta de 25% para exportação de energia renovável na UE


O ministro do Ambiente e da Energia formalizou esta semana junto da Comissão Europeia uma proposta para que os Estados-membros sejam obrigados a ter interligações de electricidade equivalentes a 25% da sua capacidade de produção, de modo a permitir um maior aproveitamento do potencial renovável de alguns países, como Portugal.


Para o ministro português, Jorge Moreira da Silva esta meta vinculativa deveria ser uma realidade até 2030, de forma a aumentar a exportação de energias renováveis de países como Portugal e Espanha, mais abundantes em sol e vento. 

A exportação de electricidade renovável não é uma realidade estranha a Portugal, que o faz regularmente para Espanha em períodos em que a fonte eólica é abundante e existem excedentes de produção. Porém, com interligações deficientes entre Portugal e Espanha, a península ibérica surge isolada do resto da Europa.   
Com a fixação de metas, Portugal passaria a ter um melhor aproveitamento do seu potencial de energias renováveis, que de acordo com o Público, é quatro vezes superior à capacidade eólica a actualmente instalada (perto de 5 gigawatts).

Actualmente Portugal já exporta electricidade para Espanha, sobretudo em momentos em que o recurso eólico é abundante e excede as necessidades de consumo nacional. Contudo, a fraca capacidade de interligação eléctrica entre Espanha e França tem deixado a Península Ibérica relativamente isolada do resto da Europa, diminuindo a capacidade da região ibérica de explorar mais os seus recursos renováveis.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Quase 60% da electricidade consumida em 2013 foi renovável


Portugal bateu recordes em 2013 no que toca à energia renovável: 58,3% da energia eléctrica consumida no ano passado foi produzida por fontes renováveis, o que representa um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Esta variação permitiu diminuir a electricidade importada em 2,8 vezes, segundo a Quercus.


A associação ambientalista, que cita os dados mais recentes da produção de electricidade em Portugal Continental publicados pela Redes Energéticas Nacionais (REN), nota que, 
Foto: Rui Ochôa
considerando apenas a produção nacional, a contribuição das renováveis chegou ao “valor recorde” de 61,7% da electricidade consumida.

A diferença entre os valores de 2012 e de 2013 está relacionada com a meteorologia: 2012 foi um ano muito seco, 58% abaixo da média, segundo a Quercus. Em contrapartida, 2013 foi “relativamente húmido”, 17% acima da média. Por isso, a produção de electricidade renovável da grande hídrica, com recurso às barragens, mais do que duplicou no ano passado.

Também o vento soprou mais forte em 2013, levando a um aumento de quase 20% na produção de electricidade a partir desta fonte. “Na fotovoltaica, o aumento da capacidade instalada permitiu um aumento de 25% em relação a 2012, apesar de ainda não ter atingido 1% do consumo, o que revela um enorme potencial de crescimento”, nota a Quercus, num comunicado assinado também pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren).

Fonte: Ecosfera


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pequena geração renovável é parte da aposta do Governo

A pequena geração renovável faz parte das apostas do Governo para a energia, juntamente com a eficiência energética, garantiu o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, na passada sexta-feira em Palmela. O governante, que falava no âmbito da conferência “Estratégias para a sustentabilidade energética e ambiental dos territórios”, reafirmou a importância da eficiência energética na política para a energia nacional, mas reforçou que as energias renováveis não estão fora da equação: “A pequena geração renovável é uma aposta ao lado da eficiência energética”.

Artur Trindade deixou também clara a intenção de desbloquear as barreiras à eficiência energética, em particular a que diz respeito ao financiamento, apresentando como solução a disponibilização de fundos.

A conferência “Estratégias para a sustentabilidade energética e ambiental dos territórios” teve lugar na passada sexta-feira em Palmela e foi organizada pela ENA, RNAE e Europe Direct – Península de Setúbal.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Energia solar bate eólica pela primeira vez

A capacidade instalada de energia solar irá, pela primeira, superar a da energia eólica em termos globais, de acordo com dados da Bloomberg New Energy Finance. “As fábricas fotovoltaicas irão acrescentar 36.7 gigawatts globalmente em 2013, contra 35,5 gigawatts da energia eólica – quase 25% menos do que no ano passado”, explicou a empresa de pesquisa em comunicado.

De acordo com a Bloomberg, a energia solar irá aumentar a sua capacidade em 20%, tendo em conta os números de 2012. A empresa avança ainda que estes números têm apenas em conta a energia solar fotovoltaica. Muitos locais usam aquecedores de água a energia solar e há ainda centrais solares que geram energia directamente do sol – em vez de o fazer por via fotovoltaica.

Estes dados têm como pano de fundo a contínua redução do custo da energia solar por watt e os incentivos governamentais vindos de países como o Japão ou China. Por outro lado, a energia eólica, que ainda há dois anos crescia duas vezes mais que a energia solar, tem abrandado na Europa, Estados Unidos e China. Isto deve-se, também, à falta de clareza da política energética.

Até 2030, estas duas tecnologias irão contribuir para uma nova era de electricidade global. A energia eólica deverá representar 17% da energia global em 2030 – actualmente representa 5% -, enquanto a energia solar representará 16% – hoje, este número situa-se nos 2%.

Fonte: GreenSavers

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Associação de Energias Renováveis integra Confederação de Serviços de Portugal

A Associação de Energias Renováveis (APREN), que inclui 60 empresas que representam 87% da energia renovável em Portugal, passou a integrar a Confederação de Serviços de Portugal (CSP), divulgou esta em comunicado.

Esta adesão “veio preencher um espaço de respresentatividade dos empregadores portugueses que estava vazio, dando voz a um sector empresarial absolutamente crucial para o país em matéria de emprego, investimento e criação de riqueza”, referiu Luís Reis, presidente da CSP.

Na mesma nota, António Sá da Costa sublinha que as energias renováveis “passaram, no espaço de 25 anos, a representar um terço do consumo energético em Portugal e a tendência é para o crescimento”. Com a adesão à CSP, a Associação das Energias Renováveis “quer reforçar a voz dos seus associados, dando efectiva resposta aos problemas e desafios que as nossas empresas enfrentam, de forma a tornarem-se mais competitivas e saudáveis [e] ajudar o país a sair da crise”, adiantou.

A Confederação dos Serviços de Portugal integra 20% do Produto Interno Bruto nacional e representa mais de 220 mil postos de trabalho. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Energia eólica atinge novo recorde de consumo esta madrugada

A potência eólica injetada na rede pública registou um novo máximo histórico na madrugada do passado dia 23, atingindo 84% do consumo verificado às 2:00, segundo dados da REN - Redes Energéticas Nacionais.
   
Até terça-feira, os 228 parques eólicos em serviço (que totalizam uma potência ligada à rede de 4330 MW), asseguraram 23% do consumo nacional. Este ano, o conjunto da produção renovável - eólica, hídrica, biomassa e fotovoltaicas - abasteceu 58% do consumo nacional, segundo os dados da empresa gestora das redes energéticas nacionais.

Fonte: Oje

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Renováveis de fora das poupanças na energia

As poupanças que o Estado quer fazer nas rendas do sector energético vai deixar de fora, desta vez, as renováveis. A Governo anunciou esta sexta-feira um segundo pacote de poupanças no sector que pode atingir os 1.400 milhões de euros, e que com as restantes medidas apresentadas no âmbito da sétima avaliação da troika levam o Executivo a projectar um corte de mais de três mil milhões de euros.

Mas desta vez as renováveis ficaram de fora desta contribuição. Porquê? “As energias renováveis já receberam um corte significativo na sétima avaliação, na casa dos 150 milhões de euros nas eólicas, e às mini-hídricas foi-lhes antecipado o período de remuneração em dez anos, de 35 anos para 25 anos”, começou por explicar o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e da Energia, Jorge Moreira da Silva. Na sua opinião, não se justificava agora que este segmento fosse novamente chamado a colaborar.

O governante acrescentou ainda um outro conjunto de razões para esta especificidade. “As renováveis que estão a ser licenciadas com legislação posterior a 2005, já têm uma remuneração que é das mais baixas da Europa, sete euros por Mw/h”, explicou Moreira da Silva.

O ministro disse ainda que as renováveis têm uma série de externalidades positivas, do ponto de vista industrial e ambiental. E que a política europeia, porque “não há almoços grátis”, obriga a que aposta neste tipo de energia se mantenha para o país cumprir as metas a que se propôs até 2020.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Projecto Bio+Sintra





A Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML) viu prolongado, pela Comissão Europeia, o seu projecto Bio+Sintra, comparticipado pelo Programa LIFE. A sociedade de capitais públicos terá mais um ano para desenvolver o seu projecto, co-financiado na área de Informação e Comunicação, que visa sensibilizar os visitantes para a necessidade da redução da pegada de carbono e dessa forma contribuir para o aumento da biodiversidade na serra sintrense.

A paisagem cultural de Sintra está classificada como património mundial pela UNESCO desde 1995. A área distinguida inclui parte do centro histórico e da serra, mas a classificação inclui ainda uma “zona tampão”, que se estende até ao litoral, destinada à preservação da envolvente paisagística dos principais parques históricos e monumentos geridos pela sociedade constituída por organismos do Estado e pelo município. O projecto LIFE, aprovado em 2009, visa a sensibilização dos visitantes para a necessidade de diminuição das emissões de dióxido de carbono, um dos principais gases com efeito de estufa, e para a salvaguarda das espécies e habitats locais.

Segundo os objectivos do projecto, orçado em 995.514 euros e comparticipado pela União Europeia em 440.257 euros, as campanhas de educação ambiental envolvem a criação de 25 grupos de trabalho em escolas da região, com um total de meio milhar de alunos. Uma centena de cidadãos de associações locais e 25 empresas da zona são também convidados a promover acções de compensação de emissões de carbono e perda de biodiversidade. Numa área de 900 hectares, incluída na rede Natura 2000, situam-se os parques e palácios da Pena e de Monserrate (na foto), o Castelo dos Mouros, o Convento dos Capuchos e o Palácio Nacional de Sintra. Por isso, o projecto visa também reduzir, através da adopção de boas práticas, cerca de 10 por cento da pegada ambiental dos 1,6 milhões de visitantes anuais.

O prolongamento do projecto permitirá divulgar um novo sistema de energias renováveis na Quintinha de Monserrate. A adopção de painéis solares, um aerogerador eólico e uma hidro-turbina permite, garante Inês Moreira, “produzir toda a electricidade necessária para a quintinha funcionar, sem depender da rede” pública de abastecimento de energia. Esta auto-suficiência energética possui vantagens ambientais e económicas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Potência instalada de renováveis aumentou 25% ao ano na última década

A potência instalada de energias renováveis em Portugal registou um aumento médio anual de 25% na última década, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela empresa de estudos espanhola DBK. A DBK refere, no entanto, que o ritmo de crescimento “tende para um abrandamento significativo, devido às dificuldades de financiamento existentes e aos cortes dos incentivos públicos à produção”.

Em Dezembro de 2012, a potência instalada total em Portugal continental foi de 5289 Megawatt (MW), mais 244 MW do que no mesmo mês do ano anterior. No que respeita ao tipo de energia, a potência instalada de energia eólica representou 84,1% do total em 2012, atingindo os 4450 MW, um crescimento de 3,5% em relação a 2011. A energia de mini-hídricas (gerada em instalações com uma potência inferior ou igual a 10 MW) registou uma potência de 359 MW em 2012, o equivalente a 6,8% do total.

A DBK destaca a “crescente participação da solar fotovoltaica e da energia procedente do aproveitamento do biogás”, que registaram, em 2012, aumentos em termos de potência instalada de 43% e 42%, respectivamente.

A produção de electricidade a partir de energias renováveis situou-se nos 12.144 Gigawatts/hora (GWh) no ano passado, o equivalente a 26,9% da produção eléctrica total em Portugal continental, enquanto as receitas resultantes da venda desta energia atingiram 1274 milhões de euros, uma subida de 12,5% relativamente a 2011.

Fonte: Público

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Notícias soltas #34


Marrocos vai receber 100 milhões de dólares (mais de 73,9 milhões de Euros) dos Emirados Árabes Unidos (EAU) para financiar a utilização de energia solar e a construção de parques eólicos em várias localidades do país. As boas relações comerciais, o interesse nas fontes de energia renovável e a proximidade geográfica podem fazer desta aposta uma oportunidade para as empresas nacionais.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam Marrocos como um dos dez melhores “clientes” de Portugal. De acordo com a embaixada marroquina em Portugal, entre 2004 e 2009 o número de empresas nacionais instaladas em Marrocos aumentou de 45 para 150, gerado mais de 30.000 empregos directos. Com os recentes esforços no sentido da internacionalização das empresas nacionais, estima-se que estes números sejam já superiores.


Investigadores do Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar alemão alcançaram um novo recorde mundial na conversão da luz solar em electricidade, usando uma nova estrutura de célula solar com quatro subcélulas.

Foram necessários três anos de investigação em torno desta tecnologia para alcançar o novo recorde mundial de 44,7% – uma eficiência espantosa para o mundo da tecnologia solar, incrivelmente próxima dos 50%. Os progressos são incríveis, principalmente tendo em conta que foi apenas há poucos meses, em Maio de 2013, que o mesmo grupo de investigadores foi capaz de alcançar uma eficiência de 43,6% com esta tecnologia.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Comemoração do Dia Nacional da Água

Para assinalar o Dia Nacional da Água, a APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis, o IST - Instituto Superior Técnico e a APRH - Associação Portuguesa dos recursos Hídricos, organizam, uma Mesa Redonda subordinada ao tema “Água: a fonte de energia renovável mais antiga em Portugal” que contará com alguns dos maiores especialistas neste sector.

Programa do evento aqui.

Data: 1 de Outubro de 2013
Local: IST - Instituto Superior Técnico
Entrada Gratuita 
Reserve a sua presença através do email comunicacao@apren.pt 

 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

"Mini eléctricos" circulam a pedaladas e energia solar


Uma empresa alemã lançou, em Julho, um veículo inovador que mistura caraterísticas que lembram tanto uma bicicleta como um eléctrico (ou até mesmo um comboio), mas não é nenhum dos três. As pequenas carruagens, que se movem com recurso à energia solar e às pedaladas dos passageiros, estão a despertar a curiosidade de habitantes e turistas.

Os primeiros exemplares da criação da companhia Mobikon Tech, que recorrem a uma tecnologia denominada SolarDraisine, foram testados o mês passado, cumprindo o percurso entre as cidades de Mörlenbach e Wald-Michelbach, na Alemanha, noticia a AFP. 

Os veículos amarelos, cujo tejadilho está coberto de painéis solares, movem-se ao longo de carris, circulando, atualmente, em vias férreas desativadas. De acordo com o site oficial da Mobikon, "a combinação da energia solar e muscular proporciona um novo tipo de experiência de condução", além de permitir "tanto a jovens como a idosos" tomar as rédeas destas viagens ecológicas.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Região Oeste: Cooperativa de fruta aposta nas renováveis

Uma cooperativa de produtores de fruta e hortícolas em Aljubarrota instalou um sistema fotovoltaico, já em produção plena de energia, numa média anual de 380 MWh, suficiente para alimentar as necessidades de 110 habitações. A Cooperfrutas dedica-se à conservação, embalagem e comercialização de frutas como a pêra-rocha e a maçã de Alcobaça.

O investimento, para João Pereira da Silva, responsável pela área de gestão e projectos da cooperativa, representa "uma franca aposta na sustentabilidade”. A mesma fonte, numa nota à comunicação social, justifica a medida com o facto de a Cooperfrutas, com mais de uma centena de produtores associados, “viver da terra e saber o quanto é importante cuidar dela". No entanto, admite, “não seria viável fazer um investimento desta natureza se o retorno não fosse atractivo."

O sistema de 290 kWp instalado em Aljubarrota evita emissões anuais de 85 toneladas de CO2, o equivalente à plantação de uma floresta com a dimensão aproximada de 19 estádios de futebol.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Microgeração prolongada até Setembro

A DGEG publicou o Despacho de 9 de Agosto que define que irão realizar-se duas novas sessões mensais (Agosto e Setembro), que confirma o prolongamento de atribuição de potência no âmbito da Microgeração, no máximo até final de Setembro, com vista a esgotar o saldo remanescente de 2,35MW. Depois de Setembro só haverão novos registos/licenças em Janeiro de 2014, com uma tarifa mais baixa. 

Entende-se por microgeração fotovoltaica a actividade de produção descentralizada de eletricidade até 5,75 kW através de energia solar. Toda a electricidade produzida é entregue à rede pública, contra remuneração bonificada, na condição de que exista consumo efectivo de electricidade no local da instalação.

Por ser produzida com base em energia renovável a electricidade é subsidiada durante 15 anos, possibilitando uma excelente rentabilidade para as entidades proprietárias deste tipo de instalações.

A tecnologia fotovoltaica caracteriza-se por ser uma tecnologia madura (mais de 30 anos), muito previsível nas receitas anuais, excelente fiabilidade e reduzidos custos de manutenção.

Fonte: SolarOne

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

72% de electricidade "verde" no 1º semestre

A produção total de energia eléctrica a partir de fontes renováveis atingiu níveis recorde em Portugal no primeiro semestre de 2013, chegando aos 72% (um aumento absoluto de 34% em relação aos 38% verificados no período homólogo de 2012). Além disso, observou-se ainda, ao longo dos primeiros seis meses do ano, uma redução de 25% nas emissões de CO2.

Estas são as duas conclusões de um balanço efectuado pela Quercus acerca da produção de electricidade em Portugal Continental durante aquele período com base nos dados fornecidos pela REN - Redes Energéticas Nacionais.

Em comunicado, a organização de protecção ambiental portuguesa explica que este aumento se deveu, por um lado, "à significativa potência instalada de renováveis, mas principalmente às condições climáticas verificadas, num ano que até agora tem sido mais húmido do que o normal, permitindo um maior recurso à utilização de energia hídrica, e também mais ventoso, resultado numa maior produção eólica".

Segundo os dados da REN, a produção de electricidade de origem renovável em regime especial (a PRE-FER, que representa toda a produção de energia eléctrica renovável excepto a grande hídrica) aumentou, correspondendo a 49% de toda a electricidade produzida em Portugal Continental entre Janeiro e Junho de 2013.

Fonte: BoasNotícias

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Empresas do Fundão instalam painéis solares para auto-consumo

As empresas Twintex e o Hotel Alambique de Ouro, situadas no Fundão, receberam os seus primeiros sistemas de auto-consumo de energia eléctrica a partir de painéis fotovoltaicos, revela a Enforce, empresa responsável por esta instalação.

Os dois sistemas entraram em funcionamento há duas semanas. No hotel foi instalada uma potência de 250 kW no topo da cobertura do parque de estacionamento, com capacidade para 300 automóveis e que permite reduzir em 50 por cento a factura energética anual. Na empresa têxtil Twintex, a potência instalada de 100 kW equivale a uma redução de 30 por cento nos custos com a electricidade. A energia produzida equivale à quantidade necessária para abastecer 150 casas.                                                                                                        Foto: Enforce

Os painéis solares usados pela Enforce são produzidos em Portugal e, dependendo da dimensão da instalação, têm um custo que varia entre €1.500 e €2.000 euros por kW instalado.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

REN: renováveis representam 70% do consumo eléctrico

Nos primeiros seis meses do ano, o consumo de electricidade, gerada por energias renováveis, aumentou  para 70 por cento. «Mais do que dois terços», afirma orgulhosamente o presidente da Associação de Energias Renováveis (Apren), António Sá da Costa, referindo-se à quantificação do consumo utilizada por vários órgãos de comunicação social. Os dados disponibilizados pela empresa de  Redes Energéticas  Nacionais (REN) são justificados por um confluir de  condições meteorológicas que potenciou o aumento da produção hídrica e eólica. 

Face ao primeiro semestre do ano passado, o consumo de electricidade gerada por energias renováveis subiu visivelmente de 46 para 68 por cento. António Sá da Costa sublinha que, nos primeiros meses de 2013, a produção de energia especial foi «ligeiramente superior» à ordinária. «A produção em regime ordinário sentida foi de 8565 GWh, enquanto a produção de energia especial, como os parques eólicos, por exemplo, foi de 8962 GWh», remata o responsável da Apren, sublinhando a relevância positiva destes números. 

Já o saldo de trocas foi fortemente exportador no início do ano, tendência que se inverteu em Maio e Junho com regimes hidrológicos mais secos. No conjunto do semestre, o saldo é exportador em 440 GWh, que equivalem a  cerca de dois por cento do consumo nacional nesse período, segundo as estatísticas da REN. «2,8 por cento desta energia foi exportada, o que equivale a uma descida na exportação de energia eléctrica de 16 por cento, o que é um verdadeiro desperdício», comenta Sá da Costa. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

TRATOLIXO bate recorde de produção de energia

A Central de Digestão Anaeróbia (CDA) da TRATOLIXO atingiu o expoente máximo em produção de energia no passado mês de Maio, data que celebra 6 meses de actividade desde o primeiro paralelo entre a Central de Biogás e a rede eléctrica de Média Tensão, iniciando-se o processo de venda de energia à EDP Distribuição.

A Central de Digestão Anaeróbia na Abrunheira, concelho de Mafra, produz energia renovável, recicláveis e composto, possuindo uma tecnologia de ponta equiparada ao que de melhor se faz na Europa no sector de tratamento de resíduos. Uma das maiores do país e com capacidade para receber 160 mil toneladas de recolha indiferenciada de RSU, a produção de energia eléctrica é uma das grandes mais-valias da CDA que recebe RSU dos concelhos de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra.

A CDA distingue-se por um percurso ascendente no sentido de atingir a sua capacidade máxima de tratamento de resíduos e consequente produção de energia eléctrica que poderá abastecer cerca de 4.454 alojamentos (fonte DGEG dados de 2010).

O valor máximo atingido em Maio em produção de energia foi de 1363 MW/h destacando-se em larga escala dos valores atingidos no arranque da sua actividade, em Novembro de 2012 cuja produção rondou os 25MW/h e em Dezembro do mesmo ano atingiu os 53 MW/h.