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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mercado solar térmico cai 37% em 2013

O mercado de solar térmico nacional caiu 37%, no ano passado, em relação a 2012. É o que revela a análise do Observatório Solar Térmico (OST), disponibilizada hoje pela Associação Portuguesa da Indústria Solar (APISOLAR).

Os mais recentes dados revelam que o último trimestre de 2013 foi o melhor, superando todos os outros períodos do ano, com 57.234 m2 (40.064 kWth) de capacidade instalada - mas ainda assim ficou aquém dos resultados de 2012. Apesar disso, o decréscimo não foi tão acentuado quanto se previa num dos relatórios trimestrais da APISOLAR – que estimava uma diminuição de 55% das novas instalações.

Os sistemas AQS  e os sistemas combinados foram responsáveis pela produção total de 37.774 MWh (8.310 tep) e de 877 MWh (193 tep), respectivamente. De acordo com as estimativas, no final de 2013 instalaram-se cerca de 1.024.004 m2 (716. 803 kWth).

Dentro da distribuição por tipo de sistema, 16% são colectores individuais, 42% sistemas em termossifão e 42% sistemas forçados, enquanto na distribuição por tipo de sector, relativamente à utilização de colectores individuais, a maioria encontra-se na habitação (85%) e o restante no sector terciário (15%).

Segundo avança o relatório, a capacidade total transaccionada pelos agentes do sector é destinada ao mercado nacional.

No âmbito europeu, manteve-se a tendência de queda da capacidade instalada, onde Portugal se insere no grupo que está entre os 35 e os 140 MWth de capacidade anual instalada, a par com países como a Suiça, Reino Unido, Dinamarca e Bélgica. Já em termos per capita, o País supera a média da União Europeia com 56,9 Wth/habitante.

Fonte: Edifícios e Energia

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A maior central solar térmica do mundo ficou 100% operacional nos EUA

O Ivanpah Solar Electric Generating System (ISEGS), a maior central solar térmica do mundo, localizada na Califórnia (EUA), ficou 100% operacional com a entrada em funcionamento da sua terceira torre-caldeira no fim de dezembro passado.

O ISEGS é constituído por 173.500 espelhos refletores que acompanham a trajetória solar, fazendo a luz do sol incidir em três torres-caldeira de 137 metros de altura, de modo a levar a água no seu interior à ebulição e assim produzir vapor que ativa turbinas geradoras de eletricidade.

A infraestrutura, que ocupa uma área de 1.400 hectares, apresenta uma potência instalada de 392 MW, prevendo-se que seja capaz de fornecer eletricidade a 140.000 lares, anualmente. Na prática, isto equivale a retirar das estradas 72.000 automóveis, que emitiriam 400.000 toneladas de CO2.

Um projeto conjunto das empresas NRG, Google e Bechtel, o ISEGS será responsável pela 30% da energia solar térmica gerada nos EUA e a sua instalação demorou três anos.

“Prevemos que a Ivanpah altere a paisagem energética ao provar que a energia solar de grande escala não só é possível, como incrivelmente vantajosa tanto para a economia como para a forma como produzimos e consumimos energia”, afirma Tom Doyle, presidente da NRG Solar.

“As inovações em tecnologias limpas como a Ivanpah são essenciais ao estabelecimento da liderança da América no que diz respeito às tecnologias [de produção] de energia limpa de grande escala, que manterão a economia global competitiva nas próximas décadas”.

Apesar  de globalmente vantajoso, o ISEGS tem impactos ambientais importantes por estar ocupar um área anteriormente dedicada à conservação da natureza e por ter associados níveis de mortalidade de aves elevados, tanto por colisão com os espelhos como por queimaduras quando os animais os sobrevoam.

Filipa Alves in Naturlink