quarta-feira, 20 de março de 2013

Dia Internacional das Florestas


Celebra-se amanhã, 21 de Março, o Dia Internacional das Florestas, deliberado pelas Nações Unidas numa Resolução de Novembro de 2012.

Esta decisão, que teve como ponto de partida os sucessos alcançados com o Ano Internacional das Florestas 2011, assume como objetivo principal garantir que as gerações futuras continuarão a beneficiar dos múltiplos serviços e produtos que devemos a todos os tipos de florestas, defendendo para tal um incessante empenho na gestão sustentável das florestas, em paralelo com um continuado esforço de conservação e ordenamento dos espaços florestais naturais.

Fonte: ICNF

segunda-feira, 18 de março de 2013

Comunicado PPEC 2013-2014


Estão abertas até 15 de maio de 2013 as candidaturas ao Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica (PPEC) 2013-2014.

Promoção de novas tecnologias e aspetos a valorizar pela ERSE
No âmbito do PPEC promovem-se medidas tangíveis e intangíveis. As medidas tangíveis consistem na instalação de equipamento com um nível de eficiência superior ao standard de mercado, conseguindo-se assim reduções de consumo mensuráveis. As medidas intangíveis consistem na disseminação de informação acerca de boas práticas no uso eficiente de energia elétrica, visando promover mudanças de comportamentos.

Com o objetivo de orientar os promotores na preparação de candidaturas, apresentam-se em seguida as tecnologias e aspetos valorizados pela ERSE na avaliação das candidaturas.
  • Iluminação
  • Equipamentos eficientes
  • Sistemas de aquecimento
  • Sistemas de gestão de consumo
  • Implementação de recomendações de certificação e auditorias energéticas
  • Estado
  • Consumidores vulneráveis 
  • Comportamentos
Orçamento do PPEC 2013-2014
O orçamento do PPEC 2013-2014 é 11,5 milhões de Euros/ano. A repartição orçamental aprovada através de despacho do membro do Governo responsável pela área de energia.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Crise no mercado do CO2 fecha empresas portuguesas do sector


O colapso do mercado de carbono na Europa está a colocar as empresas portuguesas do sector em grandes dificuldades. Algumas já fecharam, outras sobrevivem apenas à custa de clientes no exterior, investimentos que prometiam lucros certos desvalorizaram-se a pique. E ninguém antevê uma solução fácil para o que parecia ser um bom negócio há uns anos, mas agora está nitidamente a sucumbir às circunstâncias.                  
                                                                                                 
                                                                                                                                                                                                                Foto: DIMITAR DILKOFF/AFP

Por trás da actual situação está a queda abissal no preço das licenças de emissão de dióxido de carbono (CO2), obrigatórias para grande parte da indústria europeia. O direito de lançar uma tonelada de CO2 para atmosfera, que chegou a custar quase 30 euros em 2008, foi transaccionado por menos de três euros em Janeiro passado. Na última semana, esteve em torno dos quatro euros.

"O mercado de carbono está praticamente morto e não há grandes condições de o reavivar", diz Gonçalo Cavalheiro, da Caos, empresa com forte aposta na área climática. Não é das mais afectadas pela crise, mas a situação está complicada para todos. Elaboração de estratégias climáticas, compra e venda de licenças e compensações de emissões constituíam um mercado promissor que agora está em baixo.

Para alguns, as mazelas do mercado do carbono não têm a ver com o sistema em si. "Vejo isto muito mais como um problema da crise económica do que algo específico da área das alterações climáticas", opina Catarina Vazão, da empresa Ecoprogresso.

Soluções só a prazo

A Comissão Europeia quer fazer mudanças. No imediato, propõe congelar durante os primeiros três anos da terceira fase do comércio europeu de emissões, que começa agora em 2013, a venda de licenças equivalentes a 900 milhões de toneladas de CO2, que sobraram da fase anterior (2008-2012), e que regressarão ao mercado depois.

Outra das hipóteses é aumentar o compromisso europeu de redução de emissões de 20% para 30% até 2020. Mas uma iniciativa unilateral nesta altura tem poucas pernas para andar. Os combustíveis fósseis estão em força, com o avanço da exploração de gás de xisto nos EUA, em detrimento do carvão, que por isso está a inundar o mercado noutras partes do mundo.

Fonte: Público

quarta-feira, 13 de março de 2013

Projecto Mira Sintra - Um Bairro Sustentável - Resultados Microgeração


No âmbito do Projecto "Mira Sintra - Um Bairro Sustentável", a AMES acompanha o comportamento das unidades de microgeração instaladas nos Edifícios 1, 2, 3, 4 e 5 do condomínio Timor Lorosae. 

Assim, a análise ao consumo e produção de energia nos edifícios durante 2012 permite verificar que:

  • A produção total durante o ano de 2012 foi de 6405 (Edifício 1), 6280 (Edifício 2), 7117 (Edifício 3), 6888 (Edifício 4) e 6717 kWh (Edifício 5), totalizando 33 458 kWh.
  • Todas as unidades atingiram, em 2012, resultados acima dos valores previstos (11, 9, 23, 19 e 16% respectivamente). 
  • O Edifício 3 registou a maior produção com 7117 kWh mas também o maior consumo (4917 kWh). Já o edifício 2 registou a menor produção (6280 kWh) e o segundo maior consumo de energia (4754 kWh).
  • Apenas o edifício 4 conseguiu não só anular as despesas com consumo, como obter um lucro de cerca de 13 €, muito contribuindo para isso o facto de ter registado o menor consumo de energia (3453 kWh).



A produção total das cinco unidades de microgeração fotovoltaica de aproximadamente 33.400 kWh permitiu que fossem evitadas cerca de 14,5 toneladas de CO2 equivalente, contribuindo para a meta nacional de redução de emissões estabelecida no Plano Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC).

segunda-feira, 11 de março de 2013

PNAEE vai apostar em «medidas tangíveis»


O novo documento do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), aprovado em conselho de ministros, vai ser sobretudo dedicado a «medidas tangíveis», nas palavras de Pedro Cabral, director geral de Energia e Geologia. O responsável esteve presente na 15ª Conferência da COGEN Portugal, no Porto, na qual falou sobre o cenário actual da política energética nacional.

«Vamos apostar mais nas medidas tangíveis, fáceis de monitorizar», sublinhou o director-geral. Em contrapartida, as questões comportamentais serão menos importantes à luz do novo PNAEE. Por outro lado, a tónica da tutela assentará na adopção de medidas de eficiência energética com comprovada racionalidade económica de custo/benefício, adiantou ainda.

Já sobre o Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER), também aprovado no mesmo conselho de ministros, o responsável garantiu que serão cumpridas as metas de 31 por cento de energia eléctrica renovável. «Não há descontinuidade» das fontes de energia renovável, argumentou, preferindo destacar que haverá um «ajuste em função da racionalidade económica». E adiantou: «a previsão é que se atinja 59 por cento de electricidade renovável em 2020».

sexta-feira, 8 de março de 2013

Produção eléctrica renovável cai 17%


O total da potência instalada renovável atingiu 10 836 MW, no final de 2012. Segundo as estatísticas publicadas esta terça-feira pela Direcção Geral de Energia e Geologia, o aumento da potência instalada, relativamente ao mês de Novembro, deveu-se fundamentalmente ao reforço de potência em centrais eólicas e fotovoltaicas. Ainda assim, a produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renovável registou uma quebra de 17 por cento, relativamente a 2011. A quebra de 46 por cento na hídrica foi o que mais peso para o resultado final. No mesmo período, a produção eólica subiu 11 por cento e a fotovoltaica 36 por cento.          Foto: Pedro Cunha (Público)


Governo revê em baixa o crescimento das renováveis até 2020

O Governo aprovou nesta quinta-feira a revisão dos planos que estabelecem metas no que toca à eficiência energética e às energias renováveis, revendo em baixa o crescimento das fontes renováveis até 2020. De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis é redefinido “em função do cenário actual de excesso de oferta de produção de electricidade decorrente de uma redução da procura, de forma a adequar e a mitigar os custos inerentes”.

Na práctica, o Governo reviu em baixa o crescimento das renováveis até 2020, o que se sentirá sobretudo na produção de energia, a partir do vento e do sol, passando dos anteriores 6,8 gigawatts (gw) e 1,5gw previstos pelo anterior Governo para 5,3gw e 0,55gw, respectivamente.

Fonte: Público

quarta-feira, 6 de março de 2013

Governo lança Eco.AP


Passados mais de dois anos e dois executivos governamentais, o programa de eficiência energética na Administração Pública Eco.AP foi finalmente lançado. Através da Portaria n.º 60/2013, a tutela publicou a peça legislativa que faltava para o arranque efectivo do programa: o caderno de encargos com responsabilidades para ambas as partes, entidades públicas contratantes e empresas de serviços energéticos (ESE). Os concursos serão lançados ainda este ano.

O programa assenta numa fase piloto que abrange, até 2015, cerca de 300 edifícios e mais de 750 GWh de energia, segundo contas da tutela. Prevê-se que os primeiros concursos, a serem lançados este ano, abranjam 30 edifícios ou equipamentos públicos.

Entre os vários requisitos de contratação estabelecidos, a nova portaria, publicada a 05 de Fevereiro, prevê um prazo máximo de 16 anos para os contratos estabelecidos. A excepção é feita nos contratos que estabelecem, além de medidas de eficiência energética, a produção de energia através de fontes renováveis. Nestes casos, o tecto temporal máximo do contrato passa a ser de 20 anos. Além disso, as empresas de serviços energéticos não podem demorar mais de um ano a implementar as medidas de eficiência energética constantes no contrato.

Assente num modelo em que os encargos iniciais ficam a cargo das ESE, depois remuneradas em função das poupanças na factura energética, a legislação reforça que «todos os riscos técnicos e financeiros inerentes às Medidas de Melhoria da Eficiência Energética previstas na proposta, a conceber e a implementar durante o prazo de execução do Contrato, e respectivos resultados, são assumidos pelo Co-contratante [ESE]».Aqui se inserem, por exemplo, os custos com testes e ensaios de cada uma das medidas, que deverão ser inteiramente assumidos pela empresa contratada. A ESE ficará depois com a remuneração prevista pela poupança energética, em fórmula de cálculo publicada agora como anexo à portaria, deduzindo-se a poupança mínima e partilhada para a entidade pública decidida no contrato. Os valores por kWh vão ser revistos anualmente.

Fonte: AmbienteOnline

segunda-feira, 4 de março de 2013

Governo revê em baixa o crescimento das renováveis até 2020

O Governo aprovou a revisão dos planos que estabelecem metas no que toca à eficiência energética e às energias renováveis, revendo em baixa o crescimento das fontes renováveis até 2020.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros de hoje, o Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis é redefinido "em função do cenário actual de excesso de oferta de produção de electricidade decorrente de uma redução da procura, de forma a adequar e a mitigar os custos inerentes".


Na prática, o Governo reviu em baixa o crescimento das renováveis até 2020, o que se sentirá sobretudo na produção de energia, a partir do vento e do sol, passando dos anteriores 6,8 gigawatts (GW) e 1,5GW previstos pelo anterior Governo para 5,3GW e 0,55GW, respetivamente.


O Governo explica que "mantém a aposta nas fontes de energia renovável muito relevantes na promoção de um 'mix' energético equilibrado, que reforce a segurança de abastecimento e diminua o risco da variabilidade do preço de determinadas 'commodities' e respetivas implicações na fatura energética nacional".

Por seu lado, o principal objectivo da revisão do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética 2013-2016 é "projectar novas ações e metas para 2016, integrando as preocupações relativas à redução de energia primária para o horizonte de 2020, constantes da diretiva comunitária relativa à eficiência energética".

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Projecto “Cloogy Kit Home” – 2ª Fase


A Agência Municipal de Energia de Sintra desenvolve, em parceria com a ADENE – Agência para a Energia, o Projecto “Cloogy Kit Home”, na sequência do estabelecimento de Protocolo no passado dia 27 de Fevereiro.

Nesta segunda fase, a AMES distribuiu cerca de 80% dos kits  de que dispõe pelas famílias residentes no município de Sintra que se inscreveram no Projecto, que se caracteriza por uma distribuição geográfica mais equilibrada que a anterior, com Algueirão-Mem Martins, São Martinho e São Pedro de Penaferrim com mais expressão (11%), seguidos de perto por Mira Sintra e Rio de Mouro (10%).

De assinalar a representação, ainda que pequena, das freguesias que na 1ª fase não tinham expressão, São João das Lampas e Montelavar (4%), ao contrário de Almargem do Bispo, que continua sem representação, o que se justificará mais uma vez pela forte componente rural destas freguesias, sendo este tipo de equipamento mais direccionado para utilizadores urbanos.

Quanto à tipologia da habitação, continuam a dominar o T2 (30%) e o T3 (21%), sendo que o T4 (16%), o V4 (9%) e o V3 (7%) reforçaram as suas expressões:



Recorde-se que este Projecto não tem custos associados para as famílias que dele beneficiarem, prevendo-se o acompanhamento dos consumos energéticos durante um ano, com vista ao estabelecimento de um caso de estudo de diminuição na factura energética, e que as condições necessárias para adesão ao mesmo são:
Abastecimento eléctrico da habitação em baixa tensão, com potência até 13,8 kVA;
Quadro monofásico;
Ligação fixa à internet e um router wireless (o sistema Cloogy não suporta internet 3G por banda móvel) na residência; 

As colaborações que serão solicitadas às famílias são:
Autorizar o acesso dos técnicos do projecto aos dados recolhidos pelo equipamento, permitindo a sua análise confidencial para estabelecimento dos resultados do projecto;
Fornecer as facturas de consumo de electricidade da fracção em questão relativas aos 12 meses anteriores à implementação do Cloogy;
Assegurar a permanência do contador inteligente, ligado ao contador eléctrico e em pleno funcionamento, durante pelo menos 1 ano a contar da data da instalação;
Colaboração com a equipa do projecto através do preenchimento de questionários de feedback e da execução de tarefas, de carácter voluntário, para a redução de consumos eléctricos e avaliação do projecto.

Se residir em Sintra, verificar as condições necessárias e tiver interesse em participar, inscreva-se através do email geral@ames.pt com a seguinte informação:
Nome
Freguesia de residência
Contacto (telef./telem.)
Tipo de residência (moradia/apartamento)
Tipologia de habitação (T1/T2…)
Potência contratada (menor que 13,8 kVA)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

APVGN: «Estamos a usar o gás natural de forma um tanto tola»


Qual é a alternativa, quando se quiser substituir os 80 milhões de litros de combustíveis petrolíferos que existem no mundo? Para Jorge Figueiredo, presidente da APVGN – Associação Portuguesa dos Veículos a Gás Natural, a resposta é clara e reside, claro está, no gás natural. «É a única que pode ser generalizada a curto prazo, que está tecnologicamente madura e que pode no imediato substituir os combustíveis petrolíferos», reforça o responsável ao AmbienteOnline.

O responsável explica que uma das vantagens da transição dos combustíveis petrolíferos líquidos para o gás natural é que são exactamente os mesmos motores. «Na Europa não é preciso adaptar porque já todas as grandes fábricas já produzem veículos a gás natural, tanto pesados como ligeiros». E sublinha alguns exemplos do sucesso da introdução de veículos de gás natural: é o caso da Alemanha, que já tem 900 postos de abastecimento de gás natural comprimido; a Suécia, que já tem milhares de veículos a gás natural; e o Irão, que já tem mais de dois milhões de veículos a gás natural.

Já existem, inclusivamente, projectos europeus dos corredores azuis que vão cortar a Europa no sentido horizontal , da Rússia até ao Atlântico, com postos de carregamento gás comprimido ou liquefeito em todo o caminho, para tráfego pesado e de camionagem - BlueHighway.

«Temos a benesse de ter gás natural e estamos a usá-lo de forma um tanto tola. Recebemos em fase liquefeita e gasificamos e injectamos na rede. Perdemos o que é bom no gás natural, que é a densidade energética. Podíamos aproveitar mais mais utilmente este enorme potencial energético, que temos», defende o responsável, acrescentando que Portugal está atrasadíssimo nesta matéria.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mobilidade Sustentável na Europa


Aberdeen (Reino Unido), Ljutomer (Eslovénia) e Toulouse (França) foram as cidades seleccionadas como candidatas ao prémio dos Planos de Mobilidade Sustentável. O vencedor vai ser anunciado durante a Semana Europeia da Mobilidade, no dia 6 de Março.

No caso do município de Aberdeen, destaque para o facto de este exceder as metas nacionais e europeias no que toca à qualidade do ar. Apesar do bom nível de vida dos cidadãos, cerca de um terço das famílias não utilizam veículos próprios, preferindo os transportes públicos. 

O Plano de Mobilidade Sustentável da cidade teve como objectivo a planificação ao longo prazo do tráfego, com enfoque especial em retirar os veículos privados do centro da cidade. O destaque vai para o envolvimento das autoridades, stakeholders e cidadãos.

Já a cidade de Ljutomer quer posicionar-se como líder na mobilidade sustentável da Eslovénia, até 2016. Assim, a autarquia envolveu os munícipes em vários projectos europeus e colocou um grande foco na sensibilização e compromisso dos cidadãos. Para o júri, valeu o facto de esta cidade, de pequena dimensão (12 mil habitantes), se ter envolvido em tantos projectos em torno da mobilidade sustentável.

Finalmente, a área de Toulouse, que viu crescer a aposta na rede dos transportes públicos, nomeadamente o metro. Os cidadãos puderam dar o seu contributo no âmbito do Plano de Mobilidade Sustentável da cidade , e cerca de 370 pessoas deram o seu contributo escrito. A cidade conta também com uma iniciativa cujo objectivo passa por sensibilizar os cidadãos para os impactes sociais, económicos e ambientais dos diferentes modos de transporte.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Governo prepara mudanças de regime da micro e miniprodução


O Governo decidiu publicar um regime transitório para ao regimes de micro e miniprodução, enquanto prepara a revisão dos regimes jurídicos, no sentido de «superar as dificuldades práticas e operacionais».

Entre as mudanças, destaque para o comercializador de último recurso ou o comercializador de último recurso exclusivamente em Baixa Tensão, que serão os únicos obrigados a celebrar com os microprodutores e os miniprodutores contratos de compra e venda da electricidade produzida pelas respectivas unidades, independentemente do regime remuneratório aplicável e sem prejuízo da inerente diferenciação de tarifários aplicáveis.

A alteração ao diploma estabelece ainda que, no caso da microprodução, a electricidade produzida deve ser adquirida pelo custo da energia do tarifário aplicável em 2012, actualizado anualmente de acordo com a taxa de inflação. No caso da miniprodução, pelo preço médio mensal do Operador de Mercado Ibérico de Electricidade, para o polo português.

No âmbito do regime geral, prevê-se ainda a possibilidade de o microprodutor ou miniprodutor optar por prescindir da centralização no comercializador de último recurso ou no comercializador de último recurso exclusivamente em Baixa Tensão da compra da electricidade oriunda das respectivas unidades, dispondo directamente da electricidade produzida através de mercados organizados ou mediante contratos bilaterais.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Europa vai gerar quase metade da energia através de renováveis


Um relatório da WWF estima que, em 2030, a Europa irá gerar mais de 40 por cento da energia através de produção renovável, com um consequente decréscimo de emissões para metade das registadas em 1990. O documento, intitulado Re-energising Europe, antecipa que em 2050, e a manterem-se os níveis estimados, a Europa possa ser 100 por cento renovável.

A Comissão Europeia já começou a debater o tema, até porque é expectável que o Livro Verde esteja para consulta pública já daqui a dois meses, para que as estratégias de acção sejam apresentadas ainda este ano. O documento traça ainda um perfil de um menor consumo energético de todos os sectores, com a indústria a poupar 31 por cento de energia, os edifícios a consumir menos 26 por cento e a energia consumida pelos transportes a cair 11 por cento. 

As medidas a adoptar para chegar a estes números passam por “atacar” cirurgicamente todos os sectores. Aumentar a reciclagem, promover a economia de combustíveis, massificar o veículo eléctrico e o uso de automóveis híbridos são algumas das propostas que constam neste relatório.

O documento antecipa ainda que de 65 por cento da electricidade europeia, 35 por cento de calor e 29 por cento de combustíveis podem advir de fontes renováveis.
Também o phase-out da energia nuclear é abordado no documento, entre o horizonte de 2040 e 2050.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Todas as 145 casas da ilha do Corvo vão ter água aquecida por painéis solares


O Corvo será a primeira ilha dos Açores a ter painéis solares e bombas de calor em todas as habitações, um projecto do município que permitirá à população reduzir despesas mensais e melhorar a qualidade de vida.

“As pessoas ficam mais bem servidas, embora muitas delas estivessem cépticas, mas agora já toda a gente quer”, afirmou à Lusa Manuel Rita, presidente da Câmara Municipal do Corvo, que iniciou este projecto. A primeira fase da instalação de painéis solares e bombas de calor para substituição do consumo de gás butano no Corvo está praticamente terminada, tendo envolvido 37 das 145 casas habitadas existentes numa ilha com pouco mais de 400 habitantes.

Para o secretário regional do Turismo e Transportes, Vitor Fraga, que esta semana visitou a ilha do Corvo, este sistema de abastecimento de energia permitirá que uma família-tipo poupe mensalmente cerca de 40 euros. O governante lembrou que a primeira fase deste projecto representou um investimento de cerca de 400 mil euros, através de uma colaboração directa entre o Governo dos Açores e a Câmara do Corvo, tendo um impacto directo na eficiência energética da ilha.

Para a segunda fase do projecto, que vai instalar painéis solares e bombas de calor em 108 habitações, candidataram-se sete empresas, estando neste momento o município a analisar as propostas. “Espero, dentro de um mês e meio, poder consignar a obra”, afirmou o socialista Manuel Rita, que por não se recandidatar nas próximas eleições autárquicas não irá inaugurar a obra, algo que não o preocupa: “O mais importante é contribuir para a qualidade de vida dos corvinos”.

Fonte: Ecosfera

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Investimentos no solar para agricultores do centro do País


Os agricultores de Cantanhede, Mealhada, Mira, Montemor-o-Velho, Penacova e Vagos podem, a partir de agora, candidatar-se ao programa de incentivo à diversificação de actividades na exploração agrícola, que inclui produção de energia através de painéis solares fotovoltaicos, sistemas de micro ou minigeração.

O programa foi lançado pela Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego (AD ELO) e financia em pelo menos 40 por cento a fundo perdido o investimento total a realizar.

O programa da AD ELO tem como objectivos estimular o desenvolvimento de actividades não agrícolas complementares, criando novas fontes de rendimento e de emprego, e contribuir para a melhoria do rendimento do agregado familiar, assim como para a fixação da população, a ocupação do território e o reforço da economia rural.

A data limite para submissão de candidaturas é o dia 28 de Fevereiro de 2013.

Fonte: AmbienteOnline

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Portugal assume presidência da Rede Europeia de Energia em 2014


Coordenar a actuação das diferentes agências de energia europeias, contribuindo para a melhorar a competitividade europeia. Este foi o objectivo da reunião anual da Rede Europeia de Energia (EnR), que juntou, em Lisboa, 24 agências de energia, representantes da Comissão Europeia e da Agência Internacional de Energia. A ocasião serviu também para a passagem de testemunho da Grécia à França, que assumirá a presidência em 2013. A Adene – agência de energia portuguesa presidirá em 2014.

Filipe Vasconcelos, presidente da Adene, considera que a reunião em Lisboa foi «muito produtiva», realçando o contributo da EnR para tornar a eficiência energética num motor de uma «Europa mais competitiva». No evento de Lisboa, foram debatidas formas de coordenação e implementação no terreno dos objectivos europeus de eficiência energética e energias renováveis.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Notícias soltas #24


Câmara de Abrantes vai arrendar coberturas municipais para produção de electricidade fotovoltaica A Câmara de Abrantes vai arrendar espaços nas coberturas de infra-estruturas e equipamentos municipais para a colocação de unidades de produção de electricidade solar fotovoltaica. Segundo um comunicado da autarquia, nesta fase inicial estão disponíveis uma parte da cobertura do edifício das piscinas municipais, na cidade desportiva, e o espaço contíguo aos edifícios do estaleiro municipal, em Vale de Morenas.



Mobilidade sustentável: Setúbal vai lançar uma nova rede de ciclovias A Câmara Municipal de Setúbal aprovou a criação de uma nova rede de ciclovias na cidade de Setúbal, cuja primeira fase será composta por oito quilómetros de novos troços, que deverão estar operacionais até ao final do primeiro semestre de 2013.

Estes troços serão criados com a marcação de faixas cicláveis nas rodovias, com 1,15 metros de largura, grande parte dos quais se situarão na área central da cidade e terão ligação a percursos para bicicletas já existentes.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Produção hidroeléctrica triplica em Janeiro com nível nas barragens em alta ao fim de 20 meses


De acordo com os dados da REN - Redes Energéticas Nacionais relativos ao mês de Janeiro  a produção hidroeléctrica triplicou face ao mesmo período de 2012, abastecendo 31% do consumo e os armazenamentos nas albufeiras subiram ao longo do mês de 57% para 72% da capacidade máxima.

Em Janeiro, as afluências aos aproveitamentos hidroeléctricos ficaram 10% acima dos valores normais para o período após vinte meses consecutivos com valores inferiores à média, devido à reduzida precipitação.

Na energia eólica foi também particularmente favorável, com a produção a aumentar 82% face ao período homólogo, abastecendo 26% do consumo. De acordo com os mesmos dados, o conjunto da produção renovável abasteceu 62% do consumo nacional, tendo inclusive o saldo sido ligeiramente exportador.

Ao longo de 2012, o consumo de energia eléctrica baixou 3,6% em relação ao ano anterior, recuando para valores de 2006, num ano marcado pela quebra da produção hidroeléctrica e um crescimento da produção eólica e da importação de electricidade.

Fonte: iOnline

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fundo de Apoio à Inovação apoia eficiência energética em edifícios



O Ministério da Economia e Emprego, através do Fundo de Apoio à Inovação (FAI), vai apoiar Projectos de Demonstração de Contratos de Gestão de Eficiência Energética em edifícios.

Trata-se de apoiar a aplicação de contratos de gestão de eficiência energética em edifícios privados representativos de segmentos relevantes do parque edificado nacional, com potencial significativo de poupança e com um modelo contratual futuramente replicável nos sectores privado e público.

Para tal, o FAI abriu a 29 de Janeiro de 2013 um Aviso de Concurso a Incentivos Financeiros.

O Fundo de Apoio à Inovação apoia projectos nas áreas das energias renováveis e eficiência energética, promovendo a inovação, o desenvolvimento tecnológico e o reforço do tecido empresarial nacional.

Fonte: FAI

sábado, 2 de fevereiro de 2013

"Aviso 05 Estado" FEE – Prorrogação do prazo para apresentação de candidatura até ao dia 15 de Março


Por se ter registado um significativo e crescente interesse por parte de potenciais beneficiários na apresentação de projectos que enquadram os objectivos do apoio do “Aviso 05-C. Estado”, cuja data limite para apresentação de candidaturas é o próximo dia 4 de Fevereiro, a Comissão Executiva do Fundo de Eficiência Energética, decidiu prorrogar o prazo limite para apresentação de candidaturas para as 18h do dia 15 de Março.

O Aviso 05 – CE. Estado 2012,  destina-se à administração central e local, a empresas públicas, universidades, entidades empresariais, fundações públicas e a associações públicas ou privadas com capital maioritariamente público, com o objectivo de contribuir para a persecução dos objectivos do ECO.AP, programa que estabelece a obtenção de um nível de eficiência energética na ordem dos 30 por cento até 2020 nos organismos e serviços da Administração Pública.​

Fonte: FEE-ADENE