sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

EDP duplica capacidade hidroeléctrica do Alqueva


A EDP inaugurou esta quarta-feira a segunda central hidroeléctrica do Alqueva. O investimento de 190 milhões de euros na nova central duplica a capacidade instalada para 512 MW. Alqueva transforma-se assim no 2º maior centro produtor de hidroelectricidade do País.

Alqueva II contribuirá com mais 381 GWh/ano, correspondente a cerca de quatro por cento da totalidade da energia hidroeléctrica produzida em Portugal em ano médio, o suficiente para satisfazer o conjunto dos consumos dos concelhos de Évora, Beja, Portel, Moura e Vidigueira.

Alqueva ganha, no entanto, particular relevância pela flexibilidade acrescida que traz ao sistema eléctrico. A reversibilidade dos grupos permitirá armazenar energia através de bombagem em horas de vazio, em complementaridade com a produção das centrais eólicas, maximizando a capacidade de produção disponível em horas de maior procura.

Foto: http://www.alqueva.de

Concluídos os reforços de potência de Bemposta, Picote, e agora Alqueva, o Grupo tem actualmente em construção cinco novos projectos hidroeléctricos em Portugal: Ribeiradio, Baixo Sabor, Venda Nova III, Salamonde II e Foz Tua.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Governo lança apoio à gestão de eficiência energética de edifícios


O Fundo de Apoio à Inovação (FAI), cujo Aviso foi publicado na terça-feira, vai apoiar Projectos de Demonstração de Contratos de Gestão de Eficiência Energética em edifícios. Numa primeira fase serão escolhidos três edifícios, um por cada uma das tipologias cobertas pelo concurso: escritórios, unidades privadas de saúde com internamento ou recobro e serviços hoteleiros, escolhidos essencialmente pelo seu potencial de poupança. Poderão concorrer a esta fase todas as entidades privadas, ou cujo capital social seja maioritariamente detido por entidades privadas, proprietárias de um edifício que preencha os critérios do aviso.

Na segunda fase, será seleccionada para gerir cada um dos edifícios a Empresa de Serviços Energéticos (ESE) que tenha efectuado a proposta mais qualificada para a tipologia em causa. A esta altura existem 18 ESE qualificadas pela Direcção Geral de Energia e Geologia ao abrigo do Sistema de Qualificação de Empresas de Serviços Energéticos. 


O Fundo de Apoio à Inovação apoia projectos nas áreas das energias renováveis e eficiência energética, promovendo a inovação, o desenvolvimento tecnológico e o reforço do tecido empresarial nacional.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Projecto “Cloogy Kit Home” – 1ª Fase


A Agência Municipal de Energia de Sintra desenvolve, em parceria com a ADENE – Agência para a Energia, o Projecto “Cloogy Kit Home”, na sequência do estabelecimento de Protocolo no passado dia 27 de Fevereiro. 

Neste contexto, a AMES distribuiu, numa primeira fase, cerca de 40% dos kits Cloogy Home de que dispõe pelas famílias residentes no município de Sintra que se inscreveram no Projecto. Assim, a distribuição geográfica desta primeira fase é dominada por Mira Sintra (18%), Belas (15%) e Algueirão-Mem Martins (13%):

De assinalar a ausência, para já, de representação das freguesias de Montelavar, São João das Lampas e Almargem do Bispo, o que se poderá justificar pela forte componente rural dos mesmos, sendo este tipo de equipamento mais direccionado para utilizadores urbanos.

Quanto à tipologia da habitação, dominam o T3 (43%) e o T2 (38%):


Recorde-se que este Projecto não tem custos associados para as famílias que dele beneficiarem, prevendo-se o acompanhamento dos consumos energéticos durante um ano, com vista ao estabelecimento de um caso de estudo de diminuição na factura energética, e que as condições necessárias para adesão ao mesmo são:
Abastecimento eléctrico da habitação em baixa tensão, com potência até 13,8 kVA;
Quadro monofásico;
Ligação fixa à internet e um router wireless (o sistema Cloogy não suporta internet 3G por banda móvel) na residência; 

As colaborações que serão solicitadas às famílias são:
Autorizar o acesso dos técnicos do projecto aos dados recolhidos pelo equipamento, permitindo a sua análise confidencial para estabelecimento dos resultados do projecto;
Fornecer as facturas de consumo de electricidade da fracção em questão relativas aos 12 meses anteriores à implementação do Cloogy;
Assegurar a permanência do contador inteligente, ligado ao contador eléctrico e em pleno funcionamento, durante pelo menos 1 ano a contar da data da instalação;
Colaboração com a equipa do projecto através do preenchimento de questionários de feedback e da execução de tarefas, de carácter voluntário, para a redução de consumos eléctricos e avaliação do projecto.

Se residir em Sintra, verificar as condições necessárias e tiver interesse em participar, inscreva-se através do email geral@ames.pt com a seguinte informação:
Nome
Freguesia de residência
Contacto (telef./telem.)
Tipo de residência (moradia/apartamento)
Tipologia de habitação (T1/T2…)
Potência contratada (menor que 13,8 kVA)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Notícias Soltas #32

Ambientalistas defendem biocombustíveis de 2ª geração A União Europeia pode substituir os combustíveis fósseis (gasolina e gasóleo convencionais) por energias renováveis no sector dos transportes sem o recurso a biocombustíveis de primeira geração, conclui o estudo “Sustainable Alternatives for Land-Based Biofuels in the European Union”, elaborado pelo instituto de investigação holandês CE Delft para as organizações não governamentais de ambiente europeias Greenpeace, BirdLife Europe, European Environmental Bureau (EEB) e Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E).



Consumo de carvão cresce 35% em Novembro O consumo de carvão continua a subir: segundo o último relatório estatístico dos combustíveis, publicado esta terça-feira pela Direcção Geral de Energia e Geologia, Novembro de 2012 registou um crescimento de 35,4 por cento, comparativamente ao período homólogo anterior, uma tendência que se vem a verificar desde Junho de 2011. A utilização de carvão para a produção de energia eléctrica cresceu 35,8 por cento.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Universidade do Algarve desenvolve tecnologia para produzir biocombustível a partir de alfarroba


A Universidade do Algarve (UAlg) está a desenvolver uma tecnologia de fermentação para produzir bioetanol de segunda geração, biocombustível aditivado à gasolina, a partir de polpa de alfarroba.

Segundo a coordenadora do projecto “Alfaetílico”, Emília Costa, a polpa de alfarroba é uma excelente matéria-prima para a produção de bioetanol, (normalmente designado de álcool etílico), já que existe em Portugal, é barata, muito rica em açúcares e extraída com poucos gastos de energia.


Foto: VASCO CÉLIO

“O processo de fermentação é mais fácil e evita-se recorrer aos cereais, que são bens alimentares”, frisou a investigadora, adiantando que noutros países como o Brasil ou os Estados Unidos aquele biocombustível é obtido a partir do trigo, milho ou cana de açúcar.

O projecto “Alfaetílico” está em curso há três anos, e em Dezembro foram apresentados os primeiros resultados. O próximo passo é patentear o processo, já que a parte de investigação está concluída.

A fermentação alcoólica é realizada por uma estirpe autóctone da levedura, que foi isolada pela equipa de investigação da Universidade do Algarve.

Fonte: Público

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Financiamento até 50% para Sistemas Solares Térmicos e Vãos Envidraçados Eficientes


A ADENE – Agência para a Energia publicou recentemente o Aviso 3 do Fundo de Eficiência Energética, que permite subsidiar até 50% a instalação de sistemas solares térmicos e vãos envidraçados eficientes em edifícios de habitação (mercado residencial). 

As candidaturas deverão ser submetidas, numa primeira fase, até às 18h de 4 de Fevereiro de 2013, sendo susceptíveis de financiamento as operações que correspondam à instalação de sistemas solares térmicos e/ou caixilharia eficiente, estando limitado o montante de comparticipação a € 1.500 e/ou € 1.250, por fracção, respectivamente.

A fracção deverá possuir um Certificado Energético emitido até 21 de Setembro de 2012, no qual estejam identificadas as soluções de eficiência energética em causa. Caso não tenha o respectivo documento, deverá ser emitido um CE provisório, com conclusão e emissão definitiva após a instalação.

As candidaturas devem ser submetidas através do portal http://fee.adene.pt/.

Mais informação em http://fee.adene.pt/avisos/Paginas/Aviso-03-Edifício-Eficiente-2012.aspx e nas FAQ.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Directiva para o Desempenho Energético nos Edifícios (EPBD): Portugal entre os oito incumpridores


Os Estados-membros tinham até anteontem, 9 de Janeiro, para a aplicação das medidas previstas pela revisão da Directiva para o Desempenho Energético nos Edifícios (EPBD). No entanto, até aqui, apenas oito países declararam a transposição completa da Directiva, referiu à "Edifícios e Energia" Robert Nuij, responsável na Direcção Geral de Energia da Comissão Europeia pela transposição da EPBD. "9 de Janeiro é o prazo para a aplicação de muitos dos artigos, o que significa que estas disposições devem tornar-se operacionais", explica.

Entre os oito países que completaram esta tarefa estão o Chipre, Dinamarca, Hungria, Irlanda, Lituânia, Malta, República Checa e Suécia. "Outros oito, entre estes Portugal, não declararam ainda quaisquer medidas de transposição", referiu o responsável. Para estes últimos, a Comissão Europeia já avançou com procedimentos de infracção. Em Portugal, a transposição da Directiva vai acontecer com a aprovação da nova Regulamentação Térmica, actualmente em preparação.

Recorde-se que o prazo previsto para a transposição completa da revisão da EPBD era 9 de Julho de 2012. Numa visita em finais de Outubro a Portugal, e apesar de o país não ter ainda transposto a Directiva, Robert Nuij elogiou o trabalho feito até aqui, nomeadamente com a forma como foi implementada a primeira EPBD, e apelou para que Portugal continuasse no "mesmo caminho que tem percorrido".


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Fabricantes europeus preocupados com o futuro do carro eléctrico


A crise económica e a falta de harmonização entre os sistemas de recarga das baterias levam a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis a prever que a venda de carros eléctricos represente uma fatia de apenas 2% a 8% do mercado automóvel na próxima década.

“A mobilidade eléctrica pode ser parte de uma solução de longo prazo para os nossos desafios de mobilidade. No entanto, precisamos das condições certas para que de facto avance”, refere o secretário-geral da associação, Ivan Hodac, citado num comunicado da organização.
Foto: FERNANDO VELUDO/NFACTOS

A associação refere a necessidade de se harmonizarem as conexões dos automóveis à rede eléctrica, criando um sistema único que facilite que os carros possam ser ligados às fichas de electricidade em qualquer lado.

“Nas actuais condições, é improvável que todo o potencial [dos carros eléctricos] seja aproveitado”, alerta a associação.

A consultora Pike Research pinta um quadro mais promissor para o carro eléctrico a nível mundial. As vendas, que foram de 120.000 automóveis em 2012, deverão chegar a 3,8 milhões em 2020, segundo um estudo divulgado no princípio de Janeiro.

Fonte: Ecosfera

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Produção de electricidade em 2012: Mais eólica, menos renováveis, mais emissões


A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis e a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, fazem um balanço conjunto da produção de electricidade em Portugal Continental em 2012, com base nos dados da REN – Redes Energéticas Nacionais.

A produção total de energia eléctrica a partir de fontes renováveis baixou 18% em relação a 2011. As renováveis foram responsáveis por 38% do total da produção de electricidade em Portugal continental no ano de 2012, quando em 2011 este valor tinha sido 46%. Este resultado é consequência directa da menor produção da grande hídrica. Porém, aplicando a correcção da hidraulicidade, que retira o efeito da variabilidade entre anos secos e húmidos, em 2012 a percentagem de renováveis na produção de electricidade passa para 52%, o que representa um aumento face aos 47% registados em 2011.

No entanto, a produção da electricidade de origem renovável em regime especial (a PRE-FER, ou seja, toda a renovável excepto a grande hídrica) aumentou em relação a 2011, tendo sido responsável por 27% de toda a electricidade produzida em Portugal Continental em 2012, comparativamente aos 25% de 2011. Este aumento deve-se sobretudo à energia eólica, que garantiu 20% da produção eléctrica e aumentou 11% em relação a 2011. Ou seja, em cada hora de consumo de electricidade em 2012, dezasseis minutos tiveram origem nestas centrais renováveis (PRE-FER), dos quais doze minutos foram produzidos pela energia eólica.

A electricidade de origem fóssil ainda foi a principal forma de produção de electricidade  com o carvão a representar a maior fatia, correspondente a 24% da produção, ou seja, um aumento de 33% face a 2011, em detrimento do gás natural que diminuiu 45%.


Fonte: Naturlink

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mercado regulado dos grandes consumidores de electricidade até final de 2013


O Governo adiou por um ano (até final de 2013) o prazo para os grandes consumidores de electricidade deixarem o mercado regulado e transitarem para o liberalizado. Em declarações à Lusa, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, explicou que a intenção é «manter alguma flexibilidade para que o processo de liberalização corra bem, com o mínimo de disrupções possíveis».

O governante adiantou também que o regulador pode determinar a cessação do prazo, por segmentos, assim que o número total de clientes finais de electricidade fornecidos em regime de mercado livre atinja a percentagem de 90 por cento.

Esta é a segunda vez que o calendário para os grandes clientes deixarem definitivamente as tarifas reguladas é alterado, uma vez que o prazo chegou a ser 31 de Dezembro de 2011.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ANFAJE cria Gabinete de Apoio à apresentação de candidaturas ao FEE


O Fundo de Eficiência Energética (FEE) disponibiliza, até 1 de Junho de 2013, um milhão de euros para substituição de janelas antigas por janelas eficientes; uma aposta que visa reduzir o consumo energético das habitações.

No âmbito do Aviso 03 do FEE, a ANFAJE criou um Gabinete de Apoio que pretende promover e assegurar a apresentação de candidaturas ao FEE e através do qual as empresas poderão contar com o apoio técnico e com a informação e orientação necessárias com vista ao sucesso das suas candidaturas.

No caso de ser necessário o esclarecimento de dúvidas às empresas durante a elaboração e preparação das candidaturas até à sua respetiva aprovação, estas devem ser enviadas para janelaseficientes@anfaje.pt ou via telefone 21 445 70 70.

Todas as informações sobre o FEE devem ser consultadas em http://fee.adene.pt

Fonte: ANFAJE

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Boas Festas 2012


Central de biogás da Tratolixo suspensa por falta de financiamento


O financiamento da central de produção de biogás da empresa intermunicipal Tratolixo foi suspenso devido à “incapacidade de negociar com as entidades bancárias”, revelou à Lusa o presidente do Conselho de Administração, Domingos Saraiva.

“Poderá estar em causa a qualidade do serviço público”, alertou o administrador da empresa, detida por uma associação formada pelas autarquias de Cascais, Sintra, Oeiras e Mafra. A suspensão do financiamento do projecto pode levar a “interromper o tratamento de resíduos” e a “encontrar uma solução muito mais onerosa”, justificou o responsável. 

De acordo com Domingos Saraiva, há mais de um ano que se arrastam as dificuldades em assegurar, junto da banca, verbas para concluir a central de digestão anaeróbia da Abrunheira, Mafra. Esta segunda unidade da Tratolixo, para além de  processar cerca de 500 mil toneladas de resíduos por ano, produz electricidade e emprega cerca de 300 pessoas.

Fonte: Ecosfera

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Carvão vai ser tão usado como o petróleo em 2017

De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), o consumo de carvão, que cresceu 4,3% entre 2010 e 2011, continuará a subir a um ritmo de 2,6% ao ano até 2017. O aumento virá sobretudo dos países em desenvolvimento – especialmente da China e da Índia. E mesmo que se preveja uma queda nos países em desenvolvimento, o saldo positivo porá o carvão lado a lado com o petróleo como fonte energética de eleição.


Foto: JIANAN YU/REUTERS

O cenário de médio prazo da AIE para o carvão traça um mercado em profunda mudança. Os Estados Unidos precisam cada vez menos de carvão, devido à exploração crescente de gás de xisto – uma forma não-convencional de gás natural, que está a revolucionar o panorama energético norte-americano. Enquanto o gás substitui o carvão nos EUA, na Europa a tendência está a ser contrária – com a importação dos excedentes norte-americanos a preços que caíram cerca de 35% entre 2011 e 2012.

Ainda assim, o aumento do consumo previsto na Europa é pequeno – 0,4% por ano até 2017 – e nos países da OCDE em geral, o que se antecipa é uma queda de 0,7% por ano.

Fonte: Ecosfera

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Universidade de Coimbra instala 600 painéis fotovoltaicos


São 600 os painéis fotovoltaicos, divididos pelos Edifício Central (200) e Departamento de Engenharia Mecânica (400) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que já estão a produzir energia eléctrica verde. Em parceria com a empresa Ecowatt, a FCTUC espera produzir, anualmente, 260 MWh de energia, o que significa a redução de 115 toneladas de CO2 de emissões para a atmosfera.

Os 200 painéis fotovoltaicos instalados no edifício central da FCTUC asseguram uma potência de 52 kW e uma produção estimada anual de 82 MWh, evitando a emissão de 36 toneladas de CO2 para a atmosfera. No edifício do Departamento de Engenharia Mecânica, os 400 painéis fotovoltaicos garantem uma potência de 100 kW e uma produção prevista de 178 MWh, o que permitirá reduzir em 79 toneladas a emissão de CO2 para a atmosfera.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Fundo JESSICA vai apoiar reabilitação energética em edifícios


Projectos de eficiência energética em edifícios vão poder ser financiados pelo Fundo Jessica, desde que integrados em operações sustentáveis de desenvolvimento urbano. O anúncio foi feito na semana passada, dia 28, durante uma sessão de balanço do primeiro ano do Jessica Holding Fund.

Desta forma, os 130 milhões actualmente disponíveis no Fundo vão passar também a visar projectos de reabilitação energética. Segundo o Fundo JESSICA, as candidaturas estão abertas "desde já" junto dos Fundos de Desenvolvimento Urbano (FDU) que foram criados para gerir as verbas nas diversas regiões - BPI, Caixa Geral de Depósitos (CGD), Turismo de Portugal e Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

O "Joint European Support for Sustainable Investment in City Areas - JESSICA" é uma iniciativa, lançada em 2006 pela Comissão Europeia, que permite que os Estados-Membros utilizem as verbas atribuídas no âmbito dos Fundos Estruturais (FEDER) para a criação de Fundos de Desenvolvimento Urbano (FDU). Estes devem destinar-se a apoiar operações sustentáveis de reabilitação urbana, inseridas no contexto de programas integrados de desenvolvimento urbano, e neles podem participar organismos públicos nacionais, mas também instituições privadas, em regime de parceria, explica o sítio na Internet do Portal da Habitação. A Iniciativa JESSICA conta com o apoio do Banco Europeu de Investimento, para consultadoria técnica e mediação na concessão de empréstimos aos projectos, e com o apoio do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa.

Fonte: Climatização

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Notícias soltas #26

Consumo de energia renovável bate recorde em Novembro O mês de Novembro registou o valor mais alto do ano em termos de consumo de energia de origem renovável, de acordo com os dados divulgados no site da REN - Redes Energéticas Nacionais. Na totalidade, a energia renovável registou um valor de 56% de consumo em Novembro, o que representa o consumo mais elevado de sempre no ano presente. Segundo a agência Lusa, as centrais eólicas contribuíram fortemente para este resultado perfazendo quase 30% do consumo do mês transacto.

Entre Janeiro e Novembro, o consumo de energia foi maioritariamente feito a partir da produção de carvão (25%), gás natural (21%) e energia eólica (20%). Quanto ao consumo de energia hídrica representou 10% do consumo, a biomassa contribuiu com 5% e a fotovoltaica apenas 1%.

Uso de biomassa sólida cresce em Portugal A produção de energia primária a partir de biomassa sólida caiu 2,9 por cento na Europa, entre 2010 e 2011, para 78,8 Mtep. Já a produção de electricidade a partir de biomassa sólida no espaço europeu foi de 72,8 Twh, uma queda de 2,4 Mtep. Os números são avançados pelos Eurobarómetro, que mostra também que Portugal tem vindo a contrariar esta tendência europeia, com uma evolução de 2,582 Mtep em 2010 para 2,617 Mtep de produção de energia primária em 2011.


Fundo de Investimento da CGD aposta em energia solar A Ikaros-Hemera terminou a implementação de três sistemas solares fotovoltaicos, um no condomínio da Quinta da Fonte e dois no condomínio do Central Park. Ligados às áreas comuns destes edifícios, os sistemas irão permitir que as respectivas administrações dos condomínios não despendam de outras verbas com a factura de energia das áreas comuns.

O investimento do fundo imobiliário da CGD irá permitir uma produção anual de cerca de 300 MWh, o que corresponde à energia necessária para abastecer 75 habitações. Os projectos têm-se desenvolvido na área da Grande Lisboa, e a taxa de retorno estimada para o investimento efectuado ronda os 15,5 por cento, sendo o período médio de retorno do investimento de seis anos e meio.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Aviso Edifício Eficiente FEE - Perguntas e Respostas


No âmbito da publicação de novos avisos do Fundo de Eficiência Energética (FEE), foi também publicado um documento de perguntas e respostas frequentes de forma a facilitar a sua implementação.

O que é o FEE – Fundo de Eficiência Energética?

O Fundo de Eficiência Energética (FEE) é um instrumento financeiro que foi criado pelo Decreto-Lei n.º 50/2010, de 20 de Maio, tendo como objectivos: financiar os programas e medidas previstas no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), incentivar a eficiência energética por parte dos cidadãos e das empresas, apoiar projectos de eficiência energética e promover a alteração de comportamentos nesta matéria.

Este Fundo, através de Avisos específicos, apoia projectos de eficiência energética em áreas como os transportes, os edifícios, a prestação de serviços, a indústria e os serviços públicos, que contribuam para a redução do consumo final de energia, de forma eficiente e optimizada.

Mais aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Notícias soltas #25


Torneira ecológica lusa poupa água do autoclismo A empresa portuguesa OLI desenvolveu uma torneira de bóia que permite poupar água dos autoclismos cerâmicos. O objectivo é "ajudar os portugueses a reduzir a factura  ao final do mês, num momento em que a necessidade de economizar é cada vez maior.

De acordo com os fabricantes, a torneira Azor Plus poupa "até nove litros de água por dia, o que equivale a uma redução de água em 2%". Esta poupança é possível graças ao sistema retardador de entrada de água no reservatório do autoclismo, que impede o desperdício durante o processo de descarga.

Maior central solar do mundo iluminará 72 mil casas A partir de 2013, a maior central solar do mundo vai iluminar cerca de 72 mil residências no Arizona, EUA. A temperatura média de 25ºC e o "sol escaldante" do estado norte-americano tornaram-no o local ideal para a construção da estrutura, que vai dar emprego permanente a 85 pessoas.

A nova estrutura, baptizada Solana, funciona como qualquer outra central termoeléctrica do mundo, com a diferença de que é "projectada para o armazenamento térmico", explica Emiliano García, diretor-geral do projecto, citado pela agência EFE. Portanto, a fábrica "é capaz de continuar a produzir eletricidade até seis horas depois do pôr do sol graças a um sistema idêntico ao dos termos "que mantêm o café quente".

Todo o fluido quente que sobrar da produção da electricidade ao longo do dia será transportado para tanques próprios para o efeito, onde será armazenado a 400ºC e voltará a transformar-se em "combustível solar" quando escurecer.

Índia: Portugueses ajudam a criar cidade ecológica O projecto da Bhartiya City, que ambiciona criar na Índia uma cidade sustentável de raiz com 50 hectares, está a contar com a colaboração do escritório português da multinacional de arquitectura Broadway Malyan.

Esta cidade, que irá nascer no norte de Bangalore, é um projeto da empresa especialista em imobiliário Bhartiya Urban e constitui-se como o maior plano urbanístico da área metropolitana da Índia, prevendo-se que vá “oferecer uma mistura de habitação, hotelaria, comércio e usos de uma área económica especial”. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Fórum "Que Política Energética para Portugal?"


Decorrerá amanhã o Fórum "Que Política Energética para Portugal?" que a AMES organiza em parceria com a Câmara Municipal de Sintra (CMS) e com o apoio da Ploran, pelas 14h15, na sala da Nau do Palácio Valenças, em Sintra.

No início do evento será apresentada a "Agenda para o Consumo Sustentável" desenvolvida pela AMES e pelo Serviço Municipal de Informação ao Consumidor (SMIC) da CMS.

O Fórum contará com a presença de Nicolau Santos (Jornal Expresso) como moderador do debate,  Pedro Cabral da DGEG, e representantes dos vários grupos parlamentares assim como da Siemens, Endesa, EDP, APREN e Quercus. 

Nota: número de lugares limitado; inscrições obrigatórias.

Aceda aqui ao programa e a forma de inscrição.