quarta-feira, 30 de maio de 2012

AMES no Encontro Anual Energy Cities

A AMES marcou presença, através da RNAE - Associação das Agências de Energia e Ambiente - Rede Nacional, no Encontro Anual de Energie Cities que se realizou no início do mês em Guimarães.

O evento teve como mote “Mind-boggling ideas for a new energy culture” (Ideias espantosas para uma nova cultura energética) e convidou os presidentes dos municípios a demonstrarem o seu compromisso político para uma transição energética. Como resultado, 30 autarcas, de 30 países, vão compilar num documento 30 estratégias para a eficiência energética, que será depois enviado para o outro lado do Atlântico, para o Rio+20. 
 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

15º Aniversário da AMES

A AMES completou, no passado dia 20, quinze anos de existência, tendo sido criada em 1997 com o apoio da União Europeia e da Câmara Municipal de Sintra (CMS), com o objectivo de contribuir para a utilização racional de energia, a conservação de energia, a gestão ambiental e o melhor aproveitamento dos recursos energéticos nos sistemas de produção, transporte, distribuição e consumos. As competências da AMES passam pela dinamização de projectos essencialmente nos seguintes campos:
  • Matrizes e Planos Energéticos
  • Sensibilização e Informação
  • Construção Sustentável
  • Microgeração e Solar Térmico
  • Mobilidade Sustentável
  • Utilização Racional de Água
  • Diagnósticos Energéticos
  • Projectos Europeus
A AMES concorre ao Intelligent Energy Europe (IEE) e ao Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC) para co-financiar projectos específicos a nível individual ou em parceria com agências congéneres.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Acção de Sensibilização para a Eficiência Energética em Mira Sintra

Realizou-se no passado dia 23 a sessão de sesibilização para a eficiência energética no sector residencial na Casa da Cultura de Mira Sintra, enquadrada nas comemorações do Dia Mundial da Energia (29 de Maio) e do Projecto "Mira Sintra - Um Bairro Sustentável".

Este evento, organizado em parceria com a Junta de Freguesia de Mira Sintra, cujo Presidente Rui Pinto deu as boas-vindas a participantes e assistência, consistiu em pequenas apresentações sobre soluções energeticamente eficientes para o sector residencial. Também os Presidente da AMES, Pedro Ventura, e da AESintra, Manuel do Cabo, participaram na abertura do evento. O Administrador-Delegado da AMES, Luís Fernandes, moderou o debate que se foi estabelecendo com a assistência durante as apresentações.



A Agência Municipal de Energia de Sintra apresentou os Resultados das Microgerações instaladas num dos prédios do bairro no âmbito do Projecto “Mira Sintra – Um Bairro Sustentável”, assim como os resultados do Projecto “A Luz Certa em sua Casa”, que permitiu aos munícipes sintrenses detentores de um certificado energético da sua habitação receberem 4 lâmpadas economizadoras.








A ANFAJE – Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes, parceira do Projecto, divulgou os “Benefícios das Janelas Eficientes” e a sua importância no conforto e ambiente das nossas casa.







Os associados da AMES convidados a darem o seu contributo apresentaram algumas ferramentas de eficiência energética para as nossas casas: a Sotecnisol os “Benefícios da Reabilitação Urbana”, nomeadamente através de um estudo realizado num edifício de Mira Sintra.






Finalmente, a MLE divulgou os “Benefícios da Biomassa” no aquecimento das nossas casas através da utilização de pellets.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Acção de Sensibilização "A Eficiência Energética no Sector Residencial"

É já hoje que se realiza a acção de sensibilização dirigida ao público em geral subordinada ao tema "A Eficiência Energética no Sector Residencial", no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Energia (29 de Maio) e do Projecto "Mira Sintra - Um Bairro Sustentável". Este evento, organizado pela AMES em parceria com a Junta de Freguesia de Mira Sintra, decorrerá na Casa da Cultura de Mira Sintra e terá início às 18h00. O programa é:


• 18h - Boas Vindas: Presidente da Junta de Freguesia, Dr. Rui Pedro Pinto

• Eficiência Energética no âmbito do projecto “Mira Sintra, Um Bairro Sustentável”:

- 18h20 - Agência Municipal de Energia de Sintra: Resultados das Microgerações

- 18h30 - Agência Municipal de Energia de Sintra: Resultados do Projecto “A Luz Certa”

- 18h40 - ANFAJE: Benefícios das Janelas Eficientes

- 19h - Sotecnisol: Benefícios da Reabilitação Urbana

- 19h20 - MLE: Benefícios da Biomassa

• 19h40h - Debate / Encerramento

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uso do sol para aquecimento e arrefecimento cresce 14% em todo o mundo

O mercado do aquecimento e arrefecimento solar mundial cresceu 14% em 2010, registando uma capacidade instalada de cerca de 196GWth, revelam as últimas estatísticas do Solar Heating and Cooling Programme (SHC) da Agência Internacional de Energia (AIE). Os colectores solares forneceram 162TWh de energia solar térmica, evitando a emissão de 53 milhões de toneladas de CO2.

"Com 162TWh produzidos em 2010, o aquecimento e arrefecimento solar ocupa o segundo lugar entre as novas renováveis, depois do vento", observou Werner Weiss, presidente do SHC AIE. "Enquanto a China continua a liderar em termos de instalações totais, Austrália e Israel acrescentaram mais capacidade per capita do que qualquer outro país", continuou.

As estatísticas anuais "Solar Heat Worldwide" fornecem informação sobre mais de 55 países, representando mais do que 60% da população mundial e mais de 90% do mercado solar térmico global. A grande maioria da capacidade total em 2010 foi instalada na China (117,6GWth) e na Europa (36,0GWth), o que juntamente representa 78,5% da capacidade total.

"Frequentemente se esquece que 47% do consumo energético mundial é para efeitos de aquecimento", lembra Werner Weiss. "O aquecimento e arrefecimento solar oferecem uma fonte de energia térmica renovável e podem ser aplicados em qualquer lugar no mundo. Em muitas regiões, o solar tem sido competitivo ao nível dos custos durante anos. As pessoas usam-no porque funciona e é relativamente barato", diz.

Fonte: Climatização

(Foto: SOLID/ESTIF)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Plataforma Escola Sustentável - Desafio do mês "Sol é Energia"


Através da Plataforma Escola Sustentável (www.escolasustentavel.com), a DECO está a colaborar com a ADENE num concurso de desenhos por crianças lançado pelo projecto europeu 10ACTION.

Os desenhos concorrentes serão avaliados por um júri nacional e os 3 primeiros classificados, para além de receberem caixas de experiências sobre energia solar, terão acesso directo à participação na competição internacional, cuja entrega de prémios terá lugar em Setembro em Madrid, durante a 2ª edição do Solar Decathlon Europe (www.sdeurope.org).

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Londres poupa 2,3 milhões de libras com renovações energéticas


Na sequência dos compromissos ambiciosos de redução de emissões estabelecidos para 2025, a cidade de Londres tem apostado na eficiência energética como meio para alcançar os fins propostos. Num balanço feito em Março, a cidade estima poupanças em facturas energéticas na ordem dos 2,3 milhões de libras, só através da implementação de medidas de eficiência em edifícios públicos, ao abrigo do programa RE:FIT.

Contudo, o projecto não termina por aqui. Além dos 86 edifícios já remodelados, Londres pretende alargar as intervenções a mais 425 edifícios públicos nos próximos quatro anos. O programa posto em prática pelo mayor Boris Johnson prevê poupanças de 30 milhões de libras até 2016, em intervenções que incluem escolas, edifícios administrativos e hospitais, entre outras infra-estruturas públicas.

Fonte: AmbieneOnline

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Índice de cidades inteligentes apresentado em conferência internacional


Boas práticas para o desenvolvimento sustentável chegaram já a algumas cidades portuguesas: Almada, Aveiro, Cascais e Gaia são as cidades portuguesas que mais se destacam pelo seu grau de inteligência urbana, segundo a Inteli, que revelou numa conferência em Lisboa como o índice de cidades inteligentes será aplicado em Portugal.

Este índice serve "para qualificar e quantificar o grau de inteligência urbana" das cidades e vai ser aplicado à rede de 24 cidades que integram o projecto Rener - Renewable Energy Living Lab, o qual visa impulsionar a integração dos agentes no projecto de inovação para a mobilidade eléctrica nacional.

Assim, quem viver numa "cidade inteligente" deverá dispor de transportes públicos com baixas emissões de carbono, instrumentos de participação pública online e instrumentos digitais de inclusão dos mais desfavorecidos. O trabalho da Inteli - um centro de inovação com capital maioritário do IAPMEI, orientado para a promoção da inteligência em inovação e que actua no apoio às políticas públicas e às estratégias empresariais - tem-se vindo a centrar nesta área, desde há seis anos, em projectos que são vistos como "laboratórios de novos produtos e serviços associados à economia verde".

A rede Rener abrange também Sintra, Porto, Loures, Braga, Guimarães, Coimbra, Leiria, Viseu, Setúbal, Viana do Castelo, Torres Vedras, Santarém, Faro, Évora, Castelo Branco, Guarda, Beja, Portalegre, Bragança e Vila Real, que subscreveram o acordo com o Governo português no âmbito da Conferência Internacional sobre Mobilidade Eléctrica, em 2009, criando a rede Mobi.E, para levar à prática o programa para a mobilidade eléctrica nacional.

Catarina Selada, directora da área de Cidades e Território da Inteli, considera que, em Portugal, "não temos cidades inteligentes, mas projectos inteligentes nalgumas cidades". Cascais, Aveiro, Gaia e Almada "destacam-se por terem projectos que indicam boas práticas", havendo outras "com boas práticas mais pontuais". Um exemplo é o Inovcity, em Évora, uma rede inteligente de energia que "tem sido muito visitada por equipas técnicas estrangeiras".

Fonte: Ecosfera

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cientistas portugueses estimam potencial fotovoltaico dos edifícios


Qual o potencial solar do seu telhado? Esta é a questão que um grupo de investigadores do e-GEO, Unidade de Investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (FCSH/NOVA), e do DEGGE, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FC/UL), se propõe a responder através da quantificação do potencial fotovoltaico da cobertura dos edifícios.

A equipa de investigadores propõe uma aplicação que permite estimar a rentabilidade da instalação de sistemas fotovoltaicos em áreas urbanas. Na quantificação do potencial fotovoltaico do topo dos edifícios foram considerados fatores como a quantidade de radiação solar disponível, características dos topos dos edifícios, eficiência da tecnologia de conversão e fatores económicos.

Portugal, país com grande dependência energética do exterior, apresenta um índice de irradiação solar elevado: 1,74 MWh/m2/ano, bastante superior à média Europeia (1,16 MWh/m2/ano). Estas características do país justificam o crescente interesse nas soluções energéticas mais amigas do ambiente.

Este aplicação é uma nova ferramenta de gestão urbanística e de planeamento urbano. De acordo com a equipa responsável pelo estudo, futuros desenvolvimentos do projeto incluem a avaliação do potencial solar térmico, bem como a possibilidade de reconversão de topos de edifícios em ‘coberturas verdes’.

Fonte: Natulink

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Arquitecto português apresenta em Madrid projecto de casas que seguem o Sol


Uma casa com painéis solares que gira para acompanhar o Sol, imitando os girassóis, é um projecto de um investigador português que será apresentado em Setembro, em Madrid, na Solar Decathlon, a maior feira do mundo especializada em arquitectura sustentável.

O projecto é de Manuel Lopes, 40 anos, aluno de mestrado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP)

Foto: Michaela Rehle/Reuters

que sonha com “o primeiro aldeamento vivo do mundo”, em que várias casas de um bairro girem em sincronia como num campo de girassóis, de modo a recolher mais energia do que consomem.

Além da plataforma giratória que movimenta toda a estrutura da casa, o projecto contempla uma pala, ou cobertura, revestida a painéis fotovoltaicos, que possui rotação própria e que “por si só já garante um ganho de 20% em produção de energia”.

Manuel Lopes lidera a única equipa nacional representada na Solar Decathlon e conta com o apoio do vencedor do prémio Pritzker de 2011, Eduardo Souto de Moura, que assegurou que tinha entre mãos um projecto “à Souto de Moura”.

Fonte: Ecosfera

sexta-feira, 4 de maio de 2012

PMEs portuguesas lideram eficiência energética na União Europeia

As pequenas e médias empresas (PME) portuguesas são as que mais tomam medidas para poupar energia, de acordo com o Eurobarómetro que avalia a sustentabilidade nestas companhias. Segundo o documento, 88% das PMEs portuguesas estão a tomar medidas de eficiência energética – a percentagem mais alta de toda a Europa, à frente de Espanha (87%) e Reino Unido (83%).
As PMEs portuguesas também estão bem posicionadas em items como redução de lixo (65%), reciclagem (80%), poupança de recurso e materiais (83%), poupança de água (79%) e venda, a outra empresa, de material que já não lhe interessa (33%).

Portugal lidera também a lista de PME que pretende começar a disponibilizar produtos ou serviços verdes nos próximos dois anos (19%), à frente de países como Grécia e Roménia (18%) e Chipre (17%).

Consulte o Eurobarómetro sobre a sustentabilidade e empregos verdes nas PME da União Europeia.

Finalmente, e em relação aos empregos verde, Portugal encontra-se em décimo lugar, com 38% dos colaboradores de PMEs a realizarem trabalhos, full ou part time, relacionados com o desenvolvimento sustentável.

Curiosamente, os países mediterrânicos – Portugal, Espanha, Itália e Grécia – conseguem resultados muito positivos neste estudo, sobretudo as PMEs espanholas, que são as que mais respeitam o ambiente e, graças às suas medidas ligadas à sustentabilidade, aproveitam melhor os recursos e empregam mais pessoas.

O comissário europeu de Indústria e Empreendedorismo, António Tajani, reconheceu mesmo a pujança dos países mediterrânicos – Itália, Espanha e Grécia (curiosamente, não mencionou Portugal) –, no investimento em ter PMEs mais verdes e realçou os esforços destas empresas na Europa, ainda que acrescentou haver muito a fazer.

“É cada vez mais necessário tentar seguir a via que nos leva à terceira revolução industrial. Se queremos ser competitivos na globalização, temos que inovar e a inovação significa economia verde”, declarou Tajani em conferência de imprensa.

A comissão considera ainda que são necessárias medidas políticas que impulsionem este “motor de crescimento verde”, como incentivos financeiros e fiscais ou a diminuição das amarras administrativas para fomentar o investimento.

Finalmente, Tajani disse ainda que nas próximas perspectivas financeiras comunitárias – investimentos de 2014 a 2020 – deverá incluir-se uma “intervenção” para apoiar este tipo de iniciativas verdes da União Europeia.

Fonte: Greensavers

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Guimarães recebe encontro anual da Energy Cities

Começa  a 9 de Maio, em Guimarães, o encontro anual da associação europeia Energy Cities, um evento que terá como mote “Mind-boggling ideas for a new energy culture” (Ideias espantosas para uma nova cultura energética) e que convida os presidentes dos municípios a demonstrarem o seu compromisso político para uma transição energética. Como resultado, 30 autarcas, de 30 países, vão compilar num documento 30 estratégias para a eficiência energética, que será depois enviado para o outro lado do Atlântico, para o Rio+20.

A abertura oficial do encontro está marcada para a manhã de dia 10 (depois do cocktail de recepção aos participantes, oferecido pela cidade de Guimarães, no dia 9), e contará com a presença de Artur Trindade, secretário de Estado da Energia, António Magalhães da Silva, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, e Eckart Würzner, presidente da Câmara de Heidelberg e da Energy Cities. Uma explicação sobre o tema escolhido para esta edição do encontro e uma apresentação das novidades que marcaram a energia na Europa no ano passado serão os tópicos para o arranque do debate, que fará depois um enquadramento da cultura energética europeia, para finalizar então com a mensagem dos presidentes de câmara europeus para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20.

Da parte da tarde haverá cinco workshops paralelos, dedicados a “identificar e debater propostas que acelerem a transição energética dos territórios locais europeus”, descreve a organização. “Dar mais poder aos responsáveis pelos territórios”, “Conhecer os fluxos dos recursos dos nossos territórios”, “Repensar as finanças de uma forma geral”, “Investir numa administração participativa para acelerar os processos de mudança” e “O planeamento urbano como forma de reduzir o consumo de energia” são os temas em discussão.
No dia 11, o discurso de abertura caberá ao engenheiro e economista Luís Mira Amaral, que dará o mote para uma sessão plenária dedicada a pensar a transição energética como oportunidade para o desenvolvimento económico local e para o emprego. O dia de trabalhos encerrará com um espaço de aprendizagem no âmbito da iniciativa ENGAGE, sobre como desenvolver boas estratégias de comunicação de apelo à participação cívica, para alcançar os objectivos locais relativos à energia e ao clima.

De acordo com as previsões da organização, a Capital Europeia da Cultura 2012 receberá por estes dias perto de 250 especialistas e decisores políticos. Para saber mais sobre o evento, visite aqui o website oficial.

Fonte: Jornal Arquitecturas

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Adene leva eficiência energética, renováveis e infra-estruturas energéticas a Moçambique

Uma delegação da Adene (Agência para a Energia de Portugal) chegou hoje a Moçambique, acompanhando o secretário de Estado da Energia numa missão empresarial que será sobretudo focada na eficiência energética, energias renováveis e infra-estruturas energéticas.

Esta missão integra um projecto da Adene, aprovado pelo QREN e apoiado pelos fundos comunitários, que se propõe a apoiar e dinamizar as relações das empresas portuguesas do sector da energia em mercados chave como o mexicano, o moçambicano, o chinês, o brasileiro, o angolano e o sul-africano. Neste projecto a Agência para a Energia conta com a parceria do ENERGYIN – Polo de Competitividade e Tecnologia da Energia de Portugal.

Saiba mais sobre o projecto em www.portugalenergysolutions.com

Integram esta missão da Adene cerca de duas dezenas de empresas portuguesas, entre as quais se destacam algumas que já trabalham com o mercado moçambicano, como a Galp Energia, a Efacec, a Self Energy, a REN, a EDP Internacional, a Janz, a Gesto Energia, a Martifer Solar e a Visabeira.

Ainda hoje, e com vista a integrar algumas das acções desta Missão Empresarial, chega igualmente a Maputo o Secretário de Estado da Energia português, Artur Trindade, que terá encontros com o Ministro da Energia de Moçambique, Salvador Namburete, e com o Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Geológicos de Moçambique, Abdul Razack.

O Secretário de Estado da Energia fará algumas visitas a empreendimentos relevantes para a economia moçambicana e que contam com a participação de capital e de know how de empresas portuguesas.

A Adene é uma instituição portuguesa de utilidade pública sem fins lucrativos e directamente ligada ao Ministério da Economia e do Emprego português, cuja missão é promover e realizar actividades de interesse público na área da energia e das respectivas interfaces com as demais políticas sectoriais.

Recorde-se também que o vice-ministro angolano do Ambiente, Syanga Abílio, esteve na semana passada em Lisboa para atrair empresas portuguesas do sector das tecnologias ambientais a participarem numa feira de Luanda que pretende promover a economia verde naquele País.


Fonte: Greensavers

terça-feira, 1 de maio de 2012

Concurso "Captar Sintra – A Biodiversidade das Estações"

Até 16 de Junho participe no concurso fotográfico Concurso "Captar Sintra – A Biodiversidade das Estações", iniciativa da Parques de Sintra - Monte da Lua.

O terceiro de oito concursos fotográficos, a lançar pela Parques de Sintra - Monte da Lua SA (PSML) até 2013, em cada estação do ano, no âmbito do projeto Bio+Sintra, vai decorrer até 16 de Junho e está aberto à participação de todos os visitantes dos parques geridos pela Parques de Sintra, quer sejam fotógrafos profissionais ou amadores.

As fotografias a concurso terão de ser captadas nos Parques da Pena, Monserrate, Convento dos Capuchos, Castelo dos Mouros, Jardim da Condessa D’Edla ou em qualquer das tapadas anexas.

Cada participante poderá candidatar até três fotografias originais da sua autoria, que serão avaliadas de acordo com a originalidade, impacto da imagem e qualidade fotográfica.

Os melhores trabalhos serão premiados com a estadia de uma noite, para 2 pessoas, com pequeno-almoço, num dos hotéis mais emblemáticos e românticos de Sintra, cheques oferta FNAC e cartões anuais de visitante da Parques de Sintra.

Contactos:

Telef: 21.923.73.00 (Parques de Sintra)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Biofotovoltaicos: carregue o seu portátil numa mesa decorada com musgo (com FOTOS)


Chama-se Moss Table, e como Moss significa musgo em inglês, não é difícil adivinhar que é uma mesa coberta com musgo. Mais difícil de acreditar, porém, é que esta mesa consegue carregar o seu portátil. Mas acredite que é verdade.

A inovação está a ser apresentada no Salão de Design de Milão e baseia-se na biotecnologia fotovoltaica, que aproveita o excedente de energia gerada no processo de conversão natural de luz realizado pelas plantas, a conhecida fotossíntese, para gerar energia.

Alex Driver e Peralta Carlos são os designers por trás deste projecto, que foi desenvolvido em conjunto com engenheiros do departamento de bioquímica da Universidade de Cambridge, liderados por Paolo Bombelli.
É na base da mesa, bem junto ao musgo, que ficam os dispositivos que captam a energia que é desperdiçada na fotossíntese, gerando perto de 520 joules de electricidade por dia. O que significa, por exemplo, 20 segundos de energia consumida por um portátil.

Uma modesta quantidade energética, é certo, mas como a investigação ainda só agora começou, quem sabe se um dia podemos electrificar toda a nossa casa com esta e outras inovações ligadas às biofotovoltaicas.


Fonte: Greensavers

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Directiva Eficiência Energética - Acordo ainda é possível, acredita Comissário europeu


O Comissário europeu para a Energia, Gunther Oëttinger, acredita que é possível, ainda durante a presidência dinamarquesa da União Europeia (UE), chegar a um acordo para alcançar a meta de 20% de eficiência energética em 2020. O político falava aos jornalistas depois de um encontro informal do Conselho para a Energia, a 20 de Abril, durante o qual se voltou a debater o texto para a futura Directiva para a Eficiência Energética.

A proposta de lei comunitária está actualmente a ser discutida pela Comissão Europeia, Estados-Membros e Parlamento Europeu e, até aqui, estima-se que as alterações feitas tenham reduzido o seu impacto para apenas 38% do que foi inicialmente proposto por Bruxelas.

"Acredito realisticamente que é possível uma solução durante a presidência dinamarquesa", disse Oëttinger. "A minha esperança é que possamos ter uma solução em Junho de forma ambiciosa que consigamos concretizar a meta de 20%".

Depois de ter definido a eficiência energética, em particular esta Directiva, como uma das prioridades para o seu mandado, a presidência dinamarquesa está debaixo de grande pressão para conseguir um acordo entre as partes até 1 de Julho, altura em que passa a pasta para o Chipre.


Fonte: Revista Climatização

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Governo diminui aposta nas renováveis, mas mantém-na nos veículos eléctricos

O Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) e o Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER) foram apresentados na semana passada, estando disponíveis para consulta pública até ao dia 18 de Maio. Ou, para ser mais preciso, estariam disponíveis para consulta. Neste momento, se procurar o documento, no site da DGEE, encontra a seguinte informação: “Por motivos de ordem técnica, não está disponível o link ao documento”. Enquanto não está disponível, o Planetazul faz um pequeno resumo do que já se disse sobre o documento e destaca os pontos mais importantes.

Se compararmos o PNAER agora apresentado com a versão lançada em 2010, ainda no Governo de José Sócrates, as perspectivas de crescimento não são muito favoráveis, pelo menos para as energias renováveis. O Jornal de Negócios assume que há “menos espaço para o crescimento de fontes como a eólica e a energia solar”. O portal ambienteonline fala de um “forte travão na política energética em curso” com a redução de metas de fontes de energias renováveis e faz as contas: 32,7 por cento a menos, o que se deverá traduzir em menos 3214 MW instalados em 2020. A energia solar foi cortada em 63 por cento e a eólica em 22 por cento.

Por outro lado, de acordo com o Dinheiro Vivo, a microprodução é “eliminada do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE)”. Ao passo que o PNAER parece esfriar o boom recente de investimento em energias renováveis, o PNAEE promete, relativamente ao consumo de energia, cortá-la em 25 por cento até 2020, tendo por referência a média 2001-2005, valor superior ao pedido pela UE (20 por cento). “Ao nível das emissões de GEE [gases com efeito de estufa], estima-se uma redução de 5,6 por cento face ao valor verificado em 2010, e um aumento de 14 por cento face a 1990”, revelam. Para isso, “até 2014 [data em que saem novos planos] deverá ser realizado um controlo anual implementando/reforçando medidas de eficiência energética”.

Quem não ficou esquecido foram os veículos eléctricos, que devem passar a ter uma quota obrigatória na administração central e municípios, escreve a Lusa, de acordo com o Diário Digital. Além do mais podem começar a ter estacionamento grátis nos centros urbanos e autorização para circular nas faixas reservadas aos transportes públicos.

Se esta história dos carros eléctricos não funcionar, o Governo pretende “assegurar o abastecimento de biocombustíveis sustentáveis que possam garantir o cumprimento da meta do sector dos transportes”, lê-se no PNAER. Para isso irá “promover a produção de biocombustíveis” “que utilizem resíduos e detritos” e “incentivar as culturas energéticas” para a sua produção. Nos transportes, o PNAEE também prevê a “introdução de táxis colectivos” e a “promoção do uso da bicicleta”.

Por último, uma das medidas a eliminar do PNAER será a de “criar, até 2012, um fundo de equilíbrio tarifário que contribua para minimizar as variações das tarifas de electricidade” e uma das medidas a manter é “concretizar o plano de barragens”.

Fonte: Planetazul

Portugal poderá ter que importar mais produtos agrícolas devido à seca


Portugal importa “30 por cento” dos produtos agrícolas que consome e este ano, “eventualmente”, terá de importar mais, devido à quebra da produção nacional provocada pela seca, admitiu hoje à Lusa um dirigente agrícola.

De acordo com a balança portuguesa de pagamentos nos produtos agrícolas, “somos auto-suficientes em 70% e ainda importamos 30% do que consumimos, o que é bastante”, disse Castro e Brito, presidente da ACOS - Agricultores do Sul, entidade organizadora da maior feira agropecuária do sul do país, a Ovibeja.
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Devido à seca, que afecta o país, haverá uma “quebra na produção” agrícola, “pelo menos no sector dos cereais e na produção de gado” e, “eventualmente, um aumento de importações”, admitiu.

Segundo Castro e Brito, Portugal tem “todas as possibilidades de atingir a auto-suficiência” em termos de produtos agrícolas e “até de produzir um excesso para exportação”.

O Alentejo, “com o novo regadio”, é a região que “tem mais possibilidades de contribuir para a auto-suficiência” de Portugal em termos de produtos agrícolas, mas, para tal, “é muito importante que seja concluído o regadio de Alqueva”, frisou.

Neste momento, Alqueva “é o factor principal para aumentarmos a produção” agrícola no Alentejo, como aconteceu nos sectores do vinho e do azeite, que “são os principais produtos já exportados”.

O Alentejo é a região portuguesa que “mais exporta” vinho e azeite e, neste momento, estão a desenvolver-se outros sectores, como o das agro-industriais e do milho de regadio, sublinhou.

“Assim haja água, porque estes produtos requerem grandes quantidades de água”, disse, frisando: “Venha a água, porque os solos e o clima do Alentejo são os melhores do mundo para fazer agricultura. O problema é a água”.

Neste sentido, Castro e Brito garantiu que a ACOS “vai continuar a lutar” pela conclusão do projecto global de Alqueva, referindo que “seria um erro histórico” parar ou não concluir o projecto na íntegra.

Há “muitos” investimentos em projectos de regadio em explorações agrícolas no Alentejo, que foram co-financiados com fundos comunitários e só avançaram no terreno devido “à promessa de que a água de Alqueva chegaria em 2013”, sublinhou.

Os projectos, que, actualmente, são regados com recurso a furos e charcas, “não são viáveis sem a água de Alqueva”, avisou, referindo que os agricultores “estão à espera e os prejuízos serão enormes senão chegar a água de Alqueva às explorações”.

Castro e Brito falava à Lusa a propósito da 29.ª Ovibeja, que arranca esta sexta-feira e vai decorrer até terça-feira no Parque de Feiras e Exposições de Beja sob o tema Mais Produção”.

O tema deste ano é “sem dúvida” um apelo para os agricultores produzirem mais e “para que o Estado cumpra o que prometeu: finalizar o regadio de Alqueva”, porque no Alentejo “precisamos de água para produzir mais”, disse.

Fonte: Público

terça-feira, 24 de abril de 2012

Falta de água nas barragens faz disparar importação de electricidade

O regresso da chuva está a ser para já insuficiente para atenuar os efeitos da falta de água nas barragens, que nesta altura do ano estão a registar níveis abaixo do normal. Esta falta de recursos para produção hídrica, que entre Janeiro e Março caiu 75,9% e continuou abaixo dos mínimos dos últimos 10 anos, de acordo com os números da REN (Rede Eléctrica Nacional), está a ter como principal contrapartida um forte aumento dos megawatts comprados a Espanha.

Se tivermos em conta apenas as importações, estas representam já a segunda maior fonte de electricidade para o país, com um peso de 18% do total, depois de terem disparado mais de 250% entre Janeiro e Março, face ao mesmo período do ano passado - quando as barragens tinham níveis de armazenamento acima do que é costume. Já o saldo importador fica um pouco abaixo, uma vez que Portugal também vendeu electricidade a Espanha - uns meros 66 gigawatts/hora, o que representou uma quebra de 91,6% face aos números do primeiro trimestre de 2011. Só em 2008 se tinha registado um montante tão elevado de compras de electricidade ao outro lado da fronteira. Desde esse ano, no entanto, a tendência passou a ser a inversa. Nos dois últimos anos, aliás, o saldo do primeiro trimestre, nas trocas luso-espanholas de electricidade, tinha dado positivo para Portugal.

No que é que se reflectem essas diferenças? Antes de mais, a não ser que chova durante todo o Verão, prevê-se um aumento do custo da electricidade consumida em Portugal. Isto numa altura em que se está a preparar a extinção das tarifas reguladas para os consumidores domésticos (no final deste ano) e que as regras são para aproximar o mais possível a factura dos custos reais.

Uma fatia significativa deste aumento deve-se às importações de Espanha, que terão representado mais de 120 milhões de euros para a factura energética entre Janeiro e Março. Isto tendo em conta que o valor médio do megawatt/hora (mwh) no mercado ibérico de electricidade foi de 51 euros nesse período - mais sete euros do que no primeiro trimestre de 2011.

Mas além das compras ao exterior, também o peso do carvão na electricidade produzida tem vindo a aumentar nestes primeiros meses. Este combustível fóssil, que é importado, voltou, aliás, a ser a principal fonte de produção eléctrica em Portugal, com um peso de quase um quarto no total registado desde o início do ano e até ao final de Março. Essa é uma situação que não se fazia sentir desde 2006, e que ganha importância quando se sabe que 2012 será o último ano em que as emissões de carbono para a atmosfera não têm de ser pagas.

Em contrapartida, Portugal está agora a consumir menos gás natural para produzir electricidade - uma descida de 30% face ao que tinha acontecido durante os primeiros três meses do ano anterior, facto ao qual não será alheio o aumento de preços deste combustível fóssil nos mercados internacionias. Isto porque os contratos de compra de gás à Nigéria e à Argélia estão tradicionalmente indexados ao custo internacional do barril de petróleo Brent e este tem vindo a subir de forma acentuada, sendo ainda para mais penalizado pela progressiva desvalorização do euro face ao dólar, a divisa a que é cotado nos mercados.

Menos vento, mais sol

O vento também não está a soprar com tanta força como sucedeu nos últimos dois anos, o que se traduz numa descida de quase 10% da produção de origem eólica. Ainda assim, esta está a ser a terceira fonte mais importante de electricidade em Portugal, com um peso de 17,4% na produção total, e que ajuda a aligeirar a balança de trocas comerciais com o exterior. Muito menor é o peso do fotovoltaico, que representa apenas 0,5% da electricidade total, mas a verdade é que tem vindo a subir a um ritmo impressionante. Ajudados pela falta de chuva e pelo Inverno de céu limpo que se fez sentir nos primeiros meses do ano, os parques fotovoltaicos tiveram uma subida de 72,09% na produção.

Já o consumo de energia eléctrica, à semelhança do que está a suceder com o consumo em geral e com os combustíveis, continuou a cair. Entre Janeiro e Março, deu-se uma descida de 4% face aos primeiros três meses do ano passado.

Fonte: Público

segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Para o cidadão ou empresa, ter que optimizar a utilização dos seus recursos e da energia é um factor crítico que não pode ser negligenciado"


A LIPOR foi distinguida na categoria “Empresa Eficiente”, com o Prémio Energy Efficiency Awards, no âmbito do Barómetro da Eficiência Energética Portugal 2010. Qual tem sido a estratégia adoptada em matéria de eficiência energética?

As preocupações com as questões energéticas têm feito parte da vida da LIPOR na última década. Desde 2002, com o início da certificação ambiental das diversas instalações da LIPOR, segundo a norma ISO 14001, a publicação do Plano Estratégico para a Gestão Sustentável de Resíduos 2007 – 2016 e a implementação da Estratégia 2M – menos resíduos, menos carbono [resultado de uma reflexão em torno dos riscos e oportunidades que as alterações climáticas representam para a organização e da forma como os mesmos podem ser integrados na estratégia de negócio], a questão assumiu ainda maior relevância e, por isso, a distinção na categoria “Empresa Eficiente”, com o Prémio Energy Efficiency Awards, no âmbito do Barómetro da Eficiência Energética Portugal 2010, foi compensadora e um motivo de orgulho para todos os colaboradores da organização.

Neste âmbito, a estratégia assenta na aposta nas energias renováveis e eficiência energética. Nas energias renováveis, com a aposta na energia solar, com a instalação de painéis solares e fotovoltaicos – projecto em fase inicial – e o aproveitamento do biogás produzido nos aterros sanitários, com vista à sua valorização energética – em Julho de 2008 ficou concluído e entrou em funcionamento o projecto de aproveitamento energético do biogás no Aterro de Ermesinde e, em Maio de 2009, o projecto de aproveitamento energético do biogás no Aterro de Matosinhos. Juntamente com a Central de Valorização Energética, a implementação destes projectos permitiu à organização dispor de três locais ligados à Rede Eléctrica Nacional, produzindo cerca de 28Mwh de energia renovável. Na área da eficiência energética, a LIPOR trabalha diariamente com o intuito de determinar como e onde se consome a energia e se esse consumo é o mais adequado.

De modo a gerir todas estas questões de forma mais estruturada, em 2010 foi criado um grupo interno para trabalhar esta questão – Grupo da Energia, grupo que integra colaboradores de diversas áreas e que tem como objectivo primordial efectuar a gestão da energia na organização.

Com o cálculo da pegada carbónica da LIPOR, deu-se início a uma nova etapa no âmbito da eficiência energética. Desde essa altura, o que mudou nas vossas actividades diárias, de modo a diminuir essa mesma pegada?

A LIPOR determinou, pela primeira vez, a sua pegada carbónica em 2007, mas relativa à sua actividade de gestão de resíduos do ano de 2006, sendo este último o ano considerado como ano base no que respeita à estratégia climática da LIPOR. Esta base de trabalho é fundamental para conhecer, de forma completa e bem caracterizada, as emissões libertadas fruto da actividade da LIPOR. A LIPOR compromete-se a reduzir, face a 2006, as suas emissões de CO2 em 12% em 2012, em 16% em 2016 e em 20% em 2020.

A resposta da Estratégia 2M, e a sua implementação, está assente em 3 importantes eixos: primeiro, Conhecer – avaliar as emissões de GEE directamente ligadas à actividade de gestão de resíduos e actividades complementares (determinação da Pegada Carbónica LIPOR e respectiva actualização em ciclos temporais pré definidos); segundo, Agir – identificar e desenvolver projectos e iniciativas para a diminuição da Pegada Carbónica, através de medidas de eficiência energética, racionalização e mecanismos de compensação de emissões; terceiro, Mobilizar – fomentar a literacia dos cidadãos na temática dos GEE e das alterações climáticas, através da sensibilização, e aumentar a participação no projecto. É uma questão global, mas que deve ser combatida a nível local.

Desde o arranque deste projecto, temos trabalhado para melhorar o nosso desempenho e diminuir as emissões de GEE pelas quais somos responsáveis, fruto da nossa actividade diária. De 2006 a 2010, conseguimos reduzir a nossa pegada carbónica em 7,51% e, de 2009 para 2010, conseguimos atingir uma redução de 4,43%. Estes resultados fazem-nos acreditar que estamos no bom caminho e que conseguiremos atingir já o primeiro objectivo em 2012 – redução de 12%.

Para isso têm contribuído vários projectos…

Vários projectos foram implementados, desde a substituição de telhas no Centro de Triagem por telhas translúcidas que permitem uma menor necessidade de recurso à energia eléctrica, a utilização de biodiesel na frota LIPOR, sensibilização e informação interna aos colaboradores a apelar para a adopção de melhores práticas, um trabalho intenso em escolas sobre a temática das alterações climáticas, racionalização energética com a desactivação de algumas luminárias, dinamização de plantações de árvores, incorporação de sensores de movimento para activação da energia eléctrica, valorização do biogás, campanhas de sensibilização à população em geral, entre outras.

Compensamos ainda as emissões inevitáveis, que resultam da promoção de eventos e da utilização da frota interna, da LIPOR. A compensação das emissões resultantes da promoção de eventos de 2010 decorreu em território nacional, no Parque Nacional Peneda Gerês. A compensação das emissões resultantes da frota decorreu em território internacional. Para o efeito, foram adquiridos 380 créditos de carbono verificado (VER’s e VCS Standard), do projecto “Biomassa Brasil”, que utiliza resíduos das indústrias madeireira e do papel locais para alimentar uma caldeira e turbina. Estes resíduos vêm substituir a necessidade de utilizar derivados de petróleo na caldeira e assim reduzir a quantidade de electricidade consumida da rede. A caldeira a biomassa produz vapor de alta pressão que é depois utilizado para produzir electricidade. A biomassa é um combustível considerado neutro em carbono por sequestrar dióxido de carbono da atmosfera no seu crescimento.

Que diagnóstico pode ser feito ao projecto de valorização de óleos alimentares usados, na Área Metropolitana do Porto, com vista à produção de biodiesel?

A LIPOR está empenhada, juntamente com os municípios associados, em implementar uma Rede de Recolha Selectiva Supramunicipal de Óleos Alimentares Usados (OAU) na sua área de intervenção. Com esta estratégia da LIPOR o que se pretende é: dotar os municípios com equipamento adequado (oleões) para deposição de OAU, de acordo com as exigências do DL nº 267/2009 de 29 de Setembro; envolver os cidadãos na correcta deposição destes resíduos; sensibilizar a população para a adopção das melhores práticas a nível da gestão dos OAU; demonstrar as vantagens da reciclagem dos OAU, nomeadamente na produção de biodiesel, o que permite melhorias a nível de impacto ambiental; garantir um destino final adequado aos OAU; contribuir para o cumprimento dos objectivos da política energética, para a redução das emissões de GEE e para o cumprimento do Protocolo de Quioto.

Este projecto resulta de uma parceria entre LIPOR, Municípios e EGI – Gestão de Resíduos, esta última entidade responsável pela manutenção e recolha dos oleões e pela valorização dos OAU, que serão transformados em biodiesel. Actualmente encontram-se instalados 198 oleões na área de influência da LIPOR. Estamos em fase de arranque do projecto, mas o balanço que poderemos fazer é bastante positivo, pela instalação de oleões em número superior ao previsto na legislação, pela oferta à população de infraestruturas adequadas para deposição de OAU e pelo facto destes resíduos serem transformados num novo produto, o biodiesel.

É possível quantificar a redução do consumo de energia eléctrica alcançada desde que foram implementadas medidas como a substituição da cobertura do Centro de Triagem por telhas translúcidas, a eliminação de luminárias nas vias da LIPOR ou a substituição dos aparelhos de ar condicionado, bem como o retorno do investimento efectuado?

Temos estimado os ganhos pelas medidas implementadas. A título de exemplo, a substituição de telhas no Centro de Triagem permitiu poupar 55.000 kWh/ano e evitar 32 t CO2e/ ano de emissões; a desactivação de luminárias nas instalações permitiu poupar 33.000 kWh/ ano e evitar 20 t CO2e/ano; a utilização de biodiesel (a 30%) na frota da LIPOR evita a emissão de 10,5 t CO2e/ano; e a valorização do biogás permite a produção de energia superior a 6.000.000 kWh e as emissões evitadas são superiores a 3.000 t CO2e.

O vosso edifício administrativo foi alvo de um estudo que permitiu o levantamento das luminárias existentes, nomeadamente com vista à implementação de um sistema inteligente de controlo e gestão do fluxo luminoso, destacando-se assim as TI enquanto aliado nesta tarefa de reduzir custos com a energia. Esta medida integrou algum objectivo de certificação do edifício?

Face à legislação em vigor, o nosso edifício administrativo sede não se encontra abrangido pelo Sistema de Certificação Energética de Edifícios. Contudo, no âmbito da melhoria contínua, a LIPOR decidiu proceder à substituição do sistema de iluminação deste edifício. O antigo sistema de iluminação tinha cerca de 10 anos de vida e apresentava algumas limitações. A sua substituição por um sistema inteligente de controlo e gestão do fluxo luminoso permitiu diminuir significativamente o desperdício, aumentar o conforto dos colaboradores que trabalham neste edifício e, obviamente, poupar dinheiro.

Como tem sido possível sensibilizar os colaboradores e, sobretudo, envolve-los na meta da eficiência?

Para envolver os colaboradores, a LIPOR aposta fortemente em sensibilização e formação. Foram colocados autocolantes a apelar à racionalização energética – em todos os interruptores de luz, monitores de computadores, aparelhos de ar condicionado – e à poupança de água. Anualmente todos os colaboradores são incluídos em acções de formação sobre os temas das alterações climáticas, eficiência energética e optimização de processos. Nestas sessões, além do carácter formativo e educativo, é referido o ponto de situação relativo à Estratégia 2M e ao desempenho da LIPOR a nível de emissões de GEE para a atmosfera.

A consciência ecológica é hoje muitas vezes suplantada pela consciência económica. A eficiência energética deve ser considerada uma inevitabilidade, na medida em que também é essencial às empresas dispor de energia a preços competitivos?

O actual contexto macroeconómico mundial está, inevitavelmente, a acelerar uma alteração no comportamento das pessoas perante o consumo energético. O aumento da consciência das pessoas leva à utilização mais eficiente da energia, gerando benefícios para o ambiente e para a pessoa. Já não se trata de uma opção, mas de uma obrigatoriedade. Para o cidadão individual ou empresa, ter que optimizar a utilização dos seus recursos e da energia é um factor crítico que não pode ser negligenciado. De modo a sermos capazes de aumentar a nossa competitividade, entre os diversos custos operacionais, as empresas precisam de dispor, inevitavelmente, de energia a preços competitivos e estáveis.

Quais os próximos desafios da LIPOR em matéria de eficiência energética?

A aposta na construção sustentável, a implementação de uma instalação fotovoltaica com a potência de 250kW para a produção e venda de energia eléctrica à Rede Eléctrica Nacional e a continuidade do trabalho que tem vindo a ser efectuado com vista a melhoria contínua da eficiência energética na organização são os grandes objectivos da Organização a curto/médio prazo.

No âmbito da eficiência energética, de realçar que, nos últimos dois anos, as instalações da LIPOR, em Baguim do Monte, foram alvo de auditorias energéticas, de acordo com o definido pelo Decreto- Lei nº 71/2008, de 15 de Abril. Decorrentes das auditorias foram elaborados Planos de Racionalização de Energia que foram submetidos à ADENE e que definem uma série de medidas que irão ser implementadas a curto prazo, tais como: ampliação do sistema de registo interno de consumos energéticos parciais, melhorias no sistema de circulação de água no lago, modificação do sistema de despoeiramento das linhas de triagem, entre outras. Não temos dúvidas que, com a implementação destas medidas, a LIPOR irá melhorar o seu desempenho energético.

Ainda no âmbito da eficiência energética, a Organização prevê a implementação, a médio prazo, da norma ISO 50001:2011 “Energy management systems – Requirements with guidance for use” (Sistemas de gestão de energia – requisitos e orientações para utilização).