sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quercus alerta consumidores, regulador e Governo para o fim fim das tarifas bi e tri-horárias

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, perante o anúncio da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sobre o fim da tarifa regulada na electricidade (e que acontece também no gás natural) a 31 de Dezembro de 2012, alerta os consumidores, o regulador (ERSE) e também a Secretaria de Estado da Energia para a forma como a liberalização está a prejudicar fortemente o funcionamento do sistema eléctrico português, agravando as suas maiores debilidades estruturais e proporcionando maiores lucros para as empresas comercializadoras mas custos grandes para o país e para a população.


Mais aqui.

Apesar dos preços regulados para as famílias acabarem em 2013, ERSE garante bi-horário.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) garante que vai continuar a fixar tarifas bi-horárias e tarifas tri-horárias durante o período transitório de três anos, que se seguirá à extinção das tarifas reguladas de electricidade, a 1 de Janeiro de 2013.

O organismo liderado por Vítor Santos esclarece que "apesar da tarifa regulada ser extinta a 1 de Janeiro de 2013, a ERSE continuará a fixar tarifas transitórias - nomeadamente as opções de tarifas bi-horárias e tarifas tri-horárias - para os clientes que até ao final de 2012 não tenham procedido à escolha de um comercializador de mercado".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cada português produziu 511 quilos de lixo em 2010

Cada português produziu em média 511 quilogramas de lixo em 2010, num total de 5,1 milhões de toneladas, valor acima da meta fixada para Portugal, mas ligeiramente abaixo da média europeia, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O Relatório do Estado do Ambiente elaborado pela APA refere que, dos 5,184 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidos em Portugal continental, 85% corresponde a recolha indiferenciada e 15% a recolha selectiva – um valor que aumentou face a 2009 (13%). O aterro foi o destino para mais de metade (61%) dos resíduos produzidos, com tendência de descida, seguindo-se a incineração com recuperação de energia, com 18%. A valorização orgânica foi a opção para 8% dos resíduos. O lixo recolhido em ecopontos ou porta a porta ascendeu a 356 mil toneladas.

Fonte: Ecosfera

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Investimento em energias limpas atinge novo recorde em 2011

Os investimentos globais nas energias limpas atingiram um novo recorde em 2011, apesar da crise económica mundial. O volume de investimentos subiu 5% em relação a 2010, chegando ao equivalente a 203 mil milhões de euros, segundo um relatório da Bloomberg New Energy Finance.

A aposta maior foi na energia solar, cujos investimentos cresceram 36%, para 105 mil milhões de euros. O valor é o dobro do dos projectos de energia eólica – 59 mil milhões de euros –, onde houve uma queda de 17%. O salto do solar ocorre a despeito da redução no preço dos painéis fotovoltaicos, o qual foi compensado pelo aumento nas vendas.

Colectivamente, a Europa ultrapassa o investimento dos EUA e da China, com 79 mil milhões de euros. A Índia (8,1 mil milhões de euros) e o Brasil (6,5 mil milhões) também figuram entre os maiores investidores em energias limpas.

Fonte: Ecosfera

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Biodiversidade é activo estratégico do futuro

Quem o diz é Tiago Pitta e Cunha, especialista em assuntos dos oceanos e presidente do subcomité da Sustentabilidade, Energia e Economia do LIDE Portugal. O objetivo deste grupo de trabalho será o de trazer a debate as questões do mar, da energia e da sustentabilidade nacional, temas chave para a economia portuguesa, promovendo a economia verde, a exploração sustentável dos recursos, o melhor ordenamento do território, a reabilitação urbana, novos usos do mar, etc.

Fonte: VisãoVerde

Criar uma plataforma de ideias e pessoas em torno das temáticas da sustentabilidade, energia e economia do mar é o principal objectivo do mais recente subcomité criado pelo LIDE Portugal, Grupo de Líderes Empresariais.

Entre as questões que mais preocupam o especialista está a dependência energética do país, a ligação entre energia e mar, a protecção da biodiversidade - «uma mina de ouro», e a necessidade de atrair investidores estrangeiros para o mar. «A sustentabilidade tem de ser uma condicionante decisiva para o desenvolvimento de negócios da economia do secúlo XXI», resume ainda Tiago Pitta e Cunha.

Fonte: AmbienteOnline

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Candidatura ao QREN da medida "Iluminação Pública Eficiente"

A AMES elaborou, em colaboração com o Departamento de Iluminação Pública (DIP) da Câmara Municipal de Sintra (CMS), a candidatura “Medida Iluminação Eficiente” no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Esta candidatura surge na sequência de todo o trabalho que a CMS tem desenvolvido ao longo dos anos para o melhoramento da sua rede de Iluminação Publica, que culminou com a definição de uma remodelação gradual dos equipamentos instalados no Concelho e no seguimento da publicação do aviso QREN conforme previsto pelo Regulamento Específico Energia.

Objectivos
Esta candidatura tem como objectivo dotar o Concelho com um moderno sistema de Iluminação Pública, constituído por equipamentos de características tecnologicamente avançadas, fontes de luz de elevada eficiência, tendo em consideração, simultaneamente, a racionalização de energia eléctrica consumida, para se obter melhores condições sociais e de segurança. Tendo em conta que a rede de Iluminação Pública representa, na maioria dos municípios, o maior custo com electricidade, esta candidatura vem abrir uma janela de oportunidade para implementação de tecnologias que permitem poupanças entre 30 a 70% na rede de Iluminação Pública e 80 a 90% nos sistemas de sinalização por semáforos.

Investimento necessário à intervenção
O investimento necessário para proceder a esta intervenção na freguesia de Algueirão-Mem Martins será de 446.554,45€ (Quatrocentos e quarenta e seis mil, quinhentos e cinquenta e quatro euros e quarenta e cinco cêntimos) (valor com IVA à taxa de 23%), de acordo com os valores obtidos em consulta ao mercado.

Poupança Energética e Financeira
Com a intervenção proposta, a CMS terá uma poupança anual de 1.312.016kWh, o que corresponde a cerca de 36% do consumo actual de energia eléctrica com a Iluminação Publica na área de intervenção e cerca de 4% do consumo total de energia eléctrica com a Iluminação Publica do Concelho de Sintra. A poupança energética corresponde uma poupança monetária de cerca de 142.828,67€/ano, considerando o valor de 0,1027€/kWh + IVA a taxa de 6% (custo da tarifa de energia eléctrica para Iluminação Publica no ano de 2011).

Período de Retorno Simples do Investimento
Tendo em consideração o valor de investimento necessário e a poupança obtida, o investimento previsto com a presente intervenção terá um período de retorno de cerca de 3,1 anos.



A tabela seguinte apresenta um resumo do investimento, poupanças e período de retorno associados a esta medida:


Programa Operacional Regional de Lisboa e Vale do Tejo
O concelho de Sintra enquadra-se no Programa Operacional Regional de Lisboa e Vale do Tejo – POR Lisboa, sendo susceptíveis de apoio as operações que visem a melhoria da eficiência energética na rede de Iluminação Pública e nas instalações semafóricas. O POR Lisboa apresenta um orçamento total de um milhão e quinhentos mil Euros, com uma taxa de co-financiamento de 50%. No Município de Sintra, o custo com Iluminação Pública, em 2010, representou cerca de 73% do custo total com electricidade. Este valor corresponde a cerca de 73,5 kWh/habitante (DGEG 2009 e INE 2009) e a 3,1 % do consumo total de energia eléctrica no Concelho.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

UE com 12,4% de renováveis em 2010

A União Europeia (UE) alcançou uma quota de 12,4% de renováveis no consumo de energia final em 2010, revelam números do barómetro EurObserv'ER. Este valor representa uma subida de 0,9% comparativamente ao registado em 2009.


Portugal é o quinto país com uma maior quota de renováveis, com 24,7% (igual a 2009), com uma meta de 31% definida para 2020. À sua frente, estão a Suécia (46,9%), Letónia (34,3%), Finlândia (33,6%) e Áustria (30,7%), que ocupam as posições cimeiras, enquanto o Reino Unido (3,3%), Luxemburgo (2,6%) e Malta (0,3%) estão no fim da lista.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Apple vai construir central eléctrica solar gigante

A Apple prepara-se para construir uma "quinta solar" num terreno com cerca de 70 hectares, junto a um dos maiores centros de dados (servidores) da empresa, situado em Maiden, nos Estados Unidos.

Com o nome de código "Project Dolphin Solar Farm A Expanded", o objetivo será tornar o centro de dados da Apple autónomo em termos fornecimento de energia e, simultaneamente, mais "verde". Actualmente, o referido centro de dados é alimentado, sobretudo, por energia fornecida por centrais de carvão e nucleares

Recorde-se que a Apple já tem um histórico na produção de energias renováveis, já que as instalações da empresa na Irlanda (Cork) são alimentadas em 100% por turbinas eólicas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Consumo de electricidade caiu 3,2% em 2011

Segundo dados da REN (Redes Energéticas Nacionais), o consumo de electricidade em Portugal caiu 3,2% em 2011, na maior descida dos últimos cinco anos.

A associação Quercus nota que o consumo eléctrico caiu mais do que o PIB – ou seja, melhorou a eficiência energética da economia. “Esta redução é, no entanto, conseguida principalmente à custa do aumento do IVA na electricidade e também da tarifa, não sendo resultado de uma política de gestão da procura mais eficiente”, sustenta a Quercus, num comunicado.


A Quercus chama a atenção ainda para o aumento nas emissões de dióxido de carbono na produção eléctrica, fruto de uma produção menor das barragens (menos 27,3% em 2011) e maior nas centrais térmicas a carvão (mais 39%). Segundo a Quercus, isto representará um aumento de cerca de 2,5 milhões de toneladas de emissões – ou 3,3% das emissões totais de gases com efeito de estufa no país, estimadas em 75 milhões de toneladas em 2009, ano dos dados mais recentes.


A parcela das renováveis na produção eléctrica caiu de 53% em 2010 – o seu maior pico – para 47% em 2011, um nível ainda assim muito superior ao de anos anteriores (36% em 2009 e 28% em 2008).


Fonte: Ecosfera

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quercus faz balanço ambiental 2011

Como tem acontecido em anos anteriores, a Quercus faz um balanço ambiental relativo ao ano de 2011, seleccionando os melhores e os piores factos e apresentando algumas perspectivas para o ano de 2012.


Os piores factos ambientais de 2011:


Desinvestimento nos Transportes Públicos


Continuação do Plano Nacional de Barragens


Planos de Região Hidrográfica


Falta de controlo no Nemátodo da Madeira do Pinheiro


Falta de fiscalização e ilegalidades na área dos Resíduos


Energia no Orçamento de Estado para 2012


Falta de recursos põe em causa a saúde pública


Transvases no rio Tejo


Acidente nuclear no Japão – Fukoshima


Os melhores factos ambientais de 2011:

Abandono de obras públicas com fortes impactes


Sobreiro é “Árvore Nacional”


Transposição da directiva sobre resíduos


Açores declara-se Zona Livre de Transgénicos


Hortas urbanas de regresso


Ano Internacional das Florestas em 2011

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tarifas 2012 para Micro e Miniprodução

A Direcção-Geral de Energia e Geologia publicou a actualização das tarifas para a microprodução e a miniprodução, no âmbito do regime bonificado, para 2012.

Assim, a Microprodução passa a ter uma tarifa de 326 €/MWh no primeiro período de 8 anos e de 185 €/MWh no segundo (7 anos), enquanto a Miniprodução passou a ter a tarifa de 215 €/MWh, em 2012.

A microprodução sofre, assim, uma redução na ordem dos 54euros/MWh para o primeiro período de oito anos, e de 35 MWh para o segundo período. Na miniprodução, o valor da redução anual da tarifa foi fixada em 14 por cento. Ao mesmo tempo, a DGEG estabeleceu que as quotas anuais de potência para a microprodução são de 10 MW (o equivalente a menos de 3000 instalações a nivel nacional), e de 30 MW para a miniprodução, já a partir de 2012.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Consumo de água na Junta de Freguesia de Queluz

No âmbito do Protocolo de Colaboração entre a Junta de Freguesia de Queluz e a AMES, e de acordo com o Plano de Actividades estabelecido, a AMES procedeu à análise do consumo de água no edifício-sede da Junta de Freguesia de Queluz, na sequência da implementação de economizadores de água nas torneiras do edifício.

Projecto Poupança de Água
Os economizadores de Água e Energia são peças complementares de torneiras, que ao serem substituídas pelo tradicional filtro de rede, reduzem o fluxo em aproximadamente 50%. A economia de energia é referente à fonte de aquecimento da água utilizada, que pode ser gás, gasóleo, electricidade, etc.

Neste contexto, a Junta de Freguesia de Queluz procedeu à instalação de economizadores nas torneiras do seu edifício-sede em Abril de 2011, após estudo e recomendação da AMES.

Resultados
Através das facturas de consumo de água no edifício-sede da Junta de Freguesia de Queluz obtiveram-se aos resultados esquematizados na Tabela 1, o que permite uma comparação entre os valores consumidos nos seis meses anteriores e posteriores à implementação de economizadores de água nas torneiras do edifício.


Esta tabela traduz-se nos seguintes gráficos:
Análise dos Resultados
Os economizadores de água nas torneiras do edifício-sede da Junta de Freguesia de Queluz foram instalados em Abril de 2011. Pela Análise da tabela e dos gráficos, é possível verificar as diferenças entre os seis meses anteriores e os seis meses posteriores a essa implementação: o consumo total desceu de 66,60 m3 para 57 m3 e a média mensal de 11,10 m3 para 9,50 m3. O facto de o último mês (Set/Out 2011) ter uma leitura nula de m3 consumidos, poderá referir-se a um acerto em relação às leituras anteriores mais elevadas relativamente a 2010.

Em Janeiro/Fevereiro de 2011 verificou-se o aumento do custo unitário da água de cerca de 85% (de 0,5362 € para 0,9919 €); este aumento deve-se à deliberação por parte da Autarquia de Sintra de que a Juntas de Freguesia passariam a ser abrangidas pela tarifa atribuída às autarquias. No entanto, o aumento nos gastos em água para a Junta de Freguesia foi de apenas 26%: no custo total, de 150 € para 188,77 €; da média mensal de 25 € para 31,46 €.

Conclusões

A poupança de água está relacionada com o consumo mensal e com o consumo (litros por minuto) de cada torneira. Através da análise dos resultados, é possível verificar que o consumo médio mensal diminuiu 14,4% (de 11,10 para 9,5 m3).

Assim, podemos extrapolar que a implementação dos economizadores permitiu poupar a diferença entre o aumento do custo unitário da água em 85% e o aumento do custo para a Junta de Freguesia de Queluz de 26% (59 pontos percentuais, ou seja, 30,6%) 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Notícias soltas #13

- Desenvolvida tinta que gera electricidade a partir da luz solar A inovadora tinta, que é composta por nanopartículas de dióxido de titânio revestidas por selenioreto ou sulfureto de cádmio suspensas numa solução de água e álcool, gera energia eléctrica ao ser espalhada sobre um material condutor transparente exposto à luz do sol, e pretende ser uma alternativa às convencionais células solares de silicone.

- Economia verde: não basta querer, é preciso saber São vários os estudos que demonstram o número de postos de trabalho que as economias verdes podem gerar, em cada país. No entanto, será que estas novas vagas laborais poderão ser ocupadas por quem perdeu o emprego na indústria convencional? Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado em Novembro, acredita que esta relação não é linear.

- Google investe de 94 milhões na energia solar A Google anunciou que investiu 94 milhões de dólares (71,8 milhões de euros) em quatro projectos de energia solar fotovoltaica em Sacramento, na Califórnia. O seu pacote de investimentos em energias “limpas” ascende agora aos 915 milhões de dólares (698 milhões de euros).

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas Festas 2011



Pinheiros em vasos, bacalhau, prendas sem demasiados embrulhos ou produzidas em Portugal e azevinho artificial para poupar o verdadeiro, que está em vias de extinção, fazem parte das 22 sugestões da Quercus para um Natal mais “verde” e económico.

Para um “Natal ambientalmente mais responsável e também económico, um factor fundamental na época de crise que vivemos”, a associação ambientalista sugere uma poupança de energia ao desligar a iluminação da árvore ou da varanda durante a noite ou quando não está ninguém em casa e a preferência por lâmpadas LED, mais eficientes.

A aplicação de alguns destes conselhos, relacionados maioritariamente com práticas de consumo sustentável, permitirá constatar que cuidar do ambiente é, muitas vezes, sinónimo de poupar no orçamento familiar”, escreve a Quercus, em comunicado nas vésperas de Natal.

Não compre azevinho [Ilex aquifolium] verdadeiro, "pois é uma espécie em vias de extinção". Esta espécie – que ocorre espontaneamente em bosques, sebes e regiões montanhosas de Trás-os-Montes, Minho, Beiras e serras de Sintra e Monchique – está protegida pelo Decreto-Lei 423/89, de 4 de Dezembro.

Fonte: Ecosfera

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Entrevistas


"Está mais que demonstrado que a eficiência energética tem grande viabilidade económica em termos de investimentos e deve portanto continuar a ser uma aposta prioritária." - Eduardo Maldonado n'O Instalador.

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"Pela primeira vez todos os países admitem que a resposta internacional a ameaça das alterações climáticas deverá passar por um quadro jurídico vinculativo para todos os países, a concluir até 2015 e a produzir efeitos a partir de 2020." - Nuno Lacasta, Coordenador da Comissão interministerial para as Alterações Climáticas.



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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Subida da electricidade

A despesa média com a electricidade vai aumentar, em média, mais 1,75 euros por mês numa factura que ronda os 50 euros, por causa do aumento em 4% da tarifa da electricidade em 2012, confirmou a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Para os 666 mil clientes que são abrangidos pela chamada tarifa social, o aumento médio mensal é de 57 cêntimos numa factura de 25,5 euros por mês. Neste caso, o aumento é de 2,3%, segundo as contas da ERSE, que apresentou a versão definitiva da proposta remetida ao Conselho Tarifário.

A nova subida entra em vigor a 1 de Janeiro e acontece apenas três meses depois do aumento do IVA de 6% para 23% na electricidade.

Fonte: Público

Material inspirado no revestimento dos invertebrados é potencial substituto do plástico

Cientistas americanos, publicaram recentemente online na revista Advanced Materials, um artigo que dá a conhecer um inovador material com grandes potencialidades como substituto do plástico.


O "Shrilk" é um material inspirado pela cutícula que reveste o corpo dos artrópodes, como é o caso das aranhas, dos crustáceos e dos insetos, que é extremamente versátil porque pode ser rígido como é o caso da “carapaça” dos coleópteros, mas também elástico o suficiente para permitir a mobilidade necessária para que as articulações dos artrópodes cumpram a sua função.


Denominado "Shrilk" por ser constituído por proteínas da seda (Silk em inglês) e da quitina do revestimento dos insectos, é um material laminar que é forte, e pode ser, consoante se queira, rígido ou maleável.

Fonte: Naturlink

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Etiquetas energéticas mais exigentes

A partir de 1 de Dezembro, as etiquetas energéticas que indicam a eficiência de frigoríficos, televisores e máquinas de lavar louça e roupa passam a ser mais exigentes, no âmbito de uma directiva de 2010 sobre rotulagem energética.


Assim, as classes energéticas dos aparelhos domésticos que consomem energia foram reformuladas e passam a ser apenas de A (o menos eficiente) a A+++ (o mais eficiente). No último ano, a utilização da nova etiqueta teve um carácter voluntário e as classes variavam entre o A (a melhor) e o G (a menos eficiente).


Além dos frigoríficos e máquinas de lavar louça e roupa, também os televisores e os aparelhos para armazenagem de vinho passam a ter o rótulo. “O mundo está a mudar e as etiquetas têm de se actualizar. Dantes, o electrodoméstico que mais consumia energia era o frigorífico, mas agora os equipamentos de entretenimento têm um peso tão grande quanto esse”.

Fonte: Ecosfera

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ADENE e AMES promovem eficiência energética em Sintra

A ADENE - Agência para a Energia e a AMES - Agência Municipal de Energia de Sintra assinaram, no passado dia 5 de Dezembro, um protocolo para promover a eficiência energética no concelho de Sintra. No âmbito desta iniciativa, será oferecido um conjunto de lâmpadas fluorescentes compactas e brochura informativa sobre iluminação eficiente em casa aos munícipes que apresentem o respectivo certificado energético válido para a fracção onde residam, nos diversos pontos disponibilizados no Concelho de Sintra.

Para obter a informação de qual o local de entrega mais próximo da área de residência basta ligar para a linha de apoio Eco Conselho. Esta iniciativa realiza-se com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e das Juntas de Freguesia de Queluz, Mira Sintra, Monte Abraão, Rio de Mouro, São Martinho e Massamá, e será desenvolvida no âmbito das iniciativas previstas no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE).




O objectivo do acordo é a dinamização da Campanha “ A luz certa em sua casa": o Certificado Energético vale um conjunto de iluminação eficiente, que inclui lâmpadas economizadoras. O protocolo engloba um conjunto alargado de programas e medidas, reconhecendo entre outras prioridades, a necessidade de melhorar comportamentos sociais associados ao consumo energético, através de políticas e acções que incentivem os cidadãos às melhores práticas energéticas e ambientais, nomeadamente através do reforço da informação, divulgação de boas práticas em matéria de utilização de energia e à educação nestes domínios.


Através dos certificados emitidos até ao momento (cerca de 500 mil), verifica-se que quase dois terços das habitações portuguesas apresentam um enorme potencial de reabilitação urbana, especialmente as construídas nas décadas de 70 e 80, podendo melhorar a sua eficiência energética de 25% a 50%.
No Concelho de Sintra já foram emitidos 15.400 certificados, sendo a classe predominante a C (onde a letra G representa o pior desempenho e a A+ o melhor:








segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Microgeração no Cemintério de Queluz - 1º semestre de 2011

No âmbito do Plano de Actividades para 2011/2012 estabelecido no Protocolo de Colaboração entre a AMES e a Junta de Freguesia de Queluz, a primeira elaborou um relatório de análise ao comportamento da unidade de microgeração instalada no terreno adjacente ao Cemitério de Queluz. Este relatório teve como objectivo a comparação dos resultados do 1º semestre de 2011 com os do 1º semestre de 2010, sendo que a implementação desta unidade no Cemitério de Queluz se deu em 2009 com o Programa Renováveis na Hora.




Resultados
Através das facturas de compra e venda de electricidade da EDP disponibilizadas pela Junta de Freguesia, podemos analisar a produção mensal da unidade de microgeração presente no Cemitério de Queluz, assim como o consumo de energia eléctrica no mesmo local, e o crédito associado, ou seja, a diferença entre os dois. Estes dados são resumidos na Tabela 1:





Tabela 1: Consumo e Microprodução no Cemitério de Queluz.





Esta tabela corresponde aos gráficos seguintes:









Gráfico 1: Variação mensal da microprodução e do consumo de energia eléctrica nas instalações do Cemitério de Queluz no 1º semestre de 2011, em kWh.




Gráfico 2: Variação mensal da microgeração e do consumo de energia eléctrica nas instalações do Cemitério de Queluz no 1º semestre de 2011, em euros.





Gráfico 3: Variação mensal do crédito associado à diferença entre consumo e produção durante o 1º semestre de 2011, em euros.





Análise de resultados
Através da análise da Tabela 1 e dos gráficos podemos verificar que:



- A produção da unidade de microgeração do Cemitério de Queluz durante o 1º semestre de 2011 foi de 2515 kWh;



- A microprodução atingiu o seu máximo no período de Maio/Junho, com 556 KWh, o mínimo em Dezembro/Janeiro, com 169 kWh e o valor médio foi de 419 kWh;



- O rendimento financeiro da unidade de microgeração no 1º semestre de 2011 foi de 1550 €, aproximadamente, atingindo o máximo e o mínimo nos mesmos períodos do ponto anterior, com 343,33 e 104,36 €, respectivamente;



- O lucro mensal (diferença entre consumo e produção) excedeu sempre o gasto mensal em consumo energético das instalações do Cemitério, com os valores médios de 171,16 € e 86,88 € respectivamente;



Conclusões
O rendimento financeiro da unidade de microgeração no 1º semestre de 2011 foi de aproximadamente 1550 €, o que permite extrapolar para um valor anual, ou seja, cerca de 3100 €. Este valor estimado é exactamente igual ao valor real obtido em 2010, o que aponta para uma normalidade no comportamento da unidade de microgeração durante o 1º semestre de 2011.

O facto de o crédito associado à diferença entre consumo e produção durante o 1º semestre de 2011 ter sido sempre positivo permitiu à Junta de Freguesia anular as despesas com o consumo de energia eléctrica nas instalações do Cemitério.

O valor máximo de produção em Maio/Junho (556 kWh e 343,33 €) coincidiu com o lucro mensal máximo (301,62 €), uma vez que foi nesse período que se registou o consumo de energia eléctrica mais reduzido (202 kWh e 41,71 €) nas instalações do Cemitério.

Durante o período de Fevereiro/Março observou-se um consumo exageradamente alto (1224 kWh), cerca de 3 vezes superior à média dos meses restantes (394 kWh), aumentando a média para 532 kWh.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Comissão Europeia quer combustíveis mais limpos nos transportes

Nesta sexta-feira estará em discussão uma proposta de Bruxelas no âmbito da Directiva sobre Qualidade dos Combustíveis, de 2009, peça crucial para que a União Europeia consiga reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa.

A directiva “impõe às empresas que introduzem combustíveis no mercado a obrigação de reduzir em 6% a pegada carbónica dos produtos que comercializam entre 2010 e 2020”, diz a Quercus em comunicado. O sector dos transportes terá de reduzir as suas emissões em 60% até 2050.

Estudos recentes demonstram que o "processo de produção de gasolina a partir de areias betuminosas emite mais 18 a 49% de emissões de gases com efeito de estufa do que a produção de gasolina convencional na União Europeia”, diz a Quercus.

Fonte: Ecosfera