segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Notícias soltas #16

Novo material de construção diminui os gastos associados à regulação da temperatura nos edifícios O material, que pode ser produzido em diferentes formas e tamanhos, absorve o excesso de calor quando a temperatura sobe e liberta energia térmica quando o termómetro desce no interior dos edifícios.


Portugal cumpre Quioto e tem margem para crescimento económico Portugal está a cumprir as metas do Protocolo de Quioto para as emissões, situação que se manterá mesmo num cenário de recuperação económica, garantiu Nuno Lacasta, director da Comissão para as Alterações Climáticas (CAC), no dia em que se celebraram cinco anos do Programa Nacional para as Alterações Climáticas. Nos últimos três anos, as emissões reais ficaram abaixo dos valores estimados aquando da aprovação do programa nacional.


ADENE apela a “Condução Eficiente”
A ADENE - Agência para a Energia iniciou a segunda fase da campanha “Condução Eficiente”, alertando os condutores de Lisboa e Porto para melhores comportamentos ao volante. No Guia da Condução Eficiente, desenvolvido pela entidade, são apresentadas várias medidas para aumentar a eficiência da condução, desde o estado dos pneus à velocidade. Por exemplo, a ADENE informa que, abaixo da pressão normal, os pneus podem aumentar o consumo de combustível até oito por cento.


Portugueses já separaram este ano mais de 290 mil toneladas de embalagens No primeiro semestre deste ano os portugueses separaram para reciclagem 290.613 toneladas de resíduos de embalagens, mais 5,2 por cento em relação ao período homólogo de 2010, revelou a Sociedade Ponto Verde.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Aluguer de bicicletas em Dublin

Os sistemas de alugueres de bicicletas estão a tornar-se cada vez mais comuns nas cidades europeias, e Dublin, para além de não ser excepção, é um excelente exemplo.

O sistema de aluguer de bicicletas da capital irlandesa, com menos de 2 anos de existência, é um dos mais bem-sucedidos do mundo, contando já com 58 000 utilizadores registados e 2,2 milhões de alugueres. O sucesso do “Dublinbikes” é atribuído à receptividade dos cidadãos, à cuidadosa escolha dos locais onde é disponibilizado o serviço, à sua qualidade e à reduzida anuidade, que é de apenas 10 euros.

Dos trajectos já realizados 97% foram percorridos em menos de 30min, o que significa que foram gratuitos para os utilizadores registados que pagam 10 euros de anuidade para aceder ao serviço, que também está disponível para os turistas a um preço de 2 euros por um período de usufruto de 3 dias.

Actualmente, o sistema disponibiliza 550 bicicletas disponíveis em 44 estações perto de áreas onde há se concentram muitos locais de trabalho, serviços e transportes públicos. No entanto, já está prevista uma expansão para 300 estações que disponibilizarão um total de 5000 bicicletas, incluindo nos subúrbio da cidade, sendo ainda intenção da Câmara criar uma rede de ciclovias já que, no presente, muitas das zonas de circulação fazem parte das faixas BUS.



Fonte: Naturlink

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Design ecológico

A entrada em vigor da nova directiva comunitária de concepção ecológica dos motores eléctricos e os consequentes níveis de eficiência energética podem gerar uma poupança equivalente a três anos de consumo de electricidade em Portugal. Este é o principal resultado de um estudo técnico, económico e ambiental, relativo ao EcoDesign de motores eléctricos e desenvolvido pelo Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que serviu de base à directiva comunitária que vai entrar em vigor no dia 16.

«O potencial de poupança estimado em 2020 é de 135 TWh [Terawatts/hora] de electricidade anuais (quase três vezes o consumo anual em Portugal), o que corresponde a uma redução nas emissões de CO2 de cerca de 60 milhões de toneladas», afirmou João Fong, um dos investigadores do ISR que integrou o grupo de trabalho. «O estudo avaliou o impacto ambiental ao longo do ciclo de vida dos motores eléctricos, estimou o potencial de poupança e propôs valores mínimos de eficiência para os novos equipamentos», refere uma nota de imprensa da UC.

«A nova legislação europeia é decisiva porque os motores eléctricos usam 75 por cento da electricidade consumida na indústria», sublinhou o investigador, realçando que a progressiva substituição por tecnologias mais eficientes – apesar de terem um custo inicial mais elevado - resulta em economias consideráveis de energia ao longo do ciclo de vida do equipamento. Em declarações à agência Lusa, João Fong explicou que as estimativas projectadas para 2020 apontam para uma altura em que sejam já diminutos os motores da anterior geração em funcionamento.

Fonte: EnergiasRenováveis

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Protocolo Siemens-RNAE



A RNAE - Rede Nacional de Agências de Energia e Ambiente e a Siemens assinaram no passado mês de Maio um protocolo de colaboração para a área da sustentabilidade. Num artigo na revista Diálogos, é referido que o acordo inclui não só a "promoção de projectos de sustentabilidade, mas também a ensibilização das comunidades para a importância da boa gestão de recursos nas cidades portuguesas."

O protocolo foi assinado durante o evento "Soluções Integradas para Cidades Sustentáveis", com o intuito de ser dado "um impulso importante à agenda da sustentabilidade nas cidades, uma vez que alia o conhecimento acumulado e as soluções tecnológicas da Siemens neta área, ao papel de planeamento e actuação local das ag~encias de energia. Aspectos como a eficiência energética, a mobilidade sustentável e as energias renováveis foram focados no evento e serão áreas de trabalho importantes na cooperação entre a Siemens e a RNAE."

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Smart Cities – Novas oportunidades de fundos europeus

A transformação dos sistemas energéticos da Europa para sistemas com elevada eficiência energética e incoporação crescente de energia renovável é o tema quente em Bruxelas. A União Europeia pretende não apenas atingir os objectivos “20-20-20” (redução de emissões de gases com efeito de estufa e aumento da eficiência energética e energia renovável) como dar um passo em frente de afirmação internacional no fornecimento de energia futuro.

A iniciativa “Smart Cities” aponta para medidas integradas, sustentáveis e inovadoras propostas pelas próprias cidades e comunidades e que actuem sobre o desafios da eficiência energética, energias renováveis e emissão de gases com efeito de estufa - e um total de 80 mil milhões de euros estará disponível.


As cidades e comunidades de toda a Europa poderão então candidatar-se a este fundo. Para serem elegíveis para o programa “Smart Cities”, terão que ser formadas equipas de pelo menos três cidades/comunidades de diferentes Estados-Membro. As equipas terão que identificar problemas comuns, trabalhando num plano de resolução desses problemas e colaborar na sua implementação. Os resultados devem ser visíveis em dez anos, incluindo um aumento na eficiência energética.


Exemplos já implementados
Projectos anteriores reflectem a abordagem de complementariedade entre eficiência energética e renováveis: Copenhaga, por exemplo, aponta para ser neutra em carbono em 2025 - apostando fortemente nas renováveis - e Roterdão tem aumentado a geração de energia renovável como parte do seu plano para se tornar na cidade portuária mais sustentável do mundo.


De facto, o timing para esta iniciativa é óptimo: permitirá às cidades e comunidades, que necessitam de se adaptar a novas exigências legislativas e de consequentemente investir em infra-estruturas e sistemas energéticos, beneficiar de fundos europeus para essas medidas. Além disso, o facto de serem uma “Smart City” e líderes na eficiência energética na Europa não deverá ser subestimado.


O prazo de submissão de candidaturas estende-se até 1 de Dezembro de 2011, o que significa que as cidades e comunidades interessadas devem começar a pensar no que poderão propor e com quem poderão formar equipa.


Mais informações aqui.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Projectos de energia com apoio europeu

A Comissão Europeia lançou, no passado dia 20 de Julho, cinco novos concursos para apresentação de propostas ligadas ao tema da energia. Os projectos deverão ser apresentados por consórcios internacionais e inserir-se nos requisitos do Programa Cooperação do 7º Programa-Quadro de I&DT da União Europeia.


Com data-limite para apresentação de candidaturas já a 25 de Outubro, a Comissão aceita propostas para Acções de Suporte e Coordenação e para Projectos de Investigação em Energia. Mais tarde, os concursos “Cidades e Comunidades Inteligentes” e “Edifícios Energeticamente Eficientes” encerram a 1 de Dezembro. Já as propostas para Projectos de Demonstração serão recebidas até dia 8 de Março do próximo ano.

Fonte: Naturlink

segunda-feira, 25 de julho de 2011

2% do PIB mundial para uma economia ecológica

Segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a transição para uma economia ecológica e sustentável respeitando o ambiente é possível se for investido anualmente até 2050 2% do PIB mundial em 10 sectores chave. Os 10 sectores chave citados pelo relatório são a agricultura, a construção, a energia, a pesca, a silvicultura, a indústria, o turismo, os transportes, a água e a gestão de resíduos.


Este relatório critica especialmente os subsídios e as subvenções que apenas prolongam a insustentabilidade dos recursos, como é o caso dos combustíveis fósseis, da agricultura, incluindo pesticidas, ou a pesca. Segundo os especialistas que redigiram o relatório, entre 1 e 2% do PIB mundial são gastos anualmente em subsídios.


“A maioria desses subsídios está envolvida na degradação do meio ambiente e da ineficácia da economia mundial. A sua redução ou a eliminação progressiva apresenta múltiplas vantagens e libertaria recursos para financiar a transição para uma economia verde." “Se investirmos cerca de 1,25% do PIB mundial anual em eficiência energética e em energias renováveis é possível diminuir a procura mundial de energia primária em 9% em 2020 e cerca de 40% em 2050", lê-se.

De acordo com o estudo, dos 950 mil milhões de euros necessários para a transição para a economia verde, a maior fatia seria destinada ao sector responsável pelo abastecimento de energia: mais de 260 mil milhões.


Fonte: Naturlink

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Notícias soltas #15

De acordo com os resultados preliminares do Inquérito ao Consumo de Energia no Sector Doméstico, divulgado esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mais de metade (51%) do consumo de energia foi, em 2010, absorvido pelos veículos de transporte individual. É a primeira vez, nos inquéritos do INE, que este valor é superior ao consumo de energia no alojamento.


Fonte: Ecosfera




Um relatório realizado pela ADEME (Agência Francesa de Gestão Energética e Ambiental) revela que Portugal é o país europeu com a frota que emite menos carbono por quilómetro percorrido. Note-se que já não é o primeiro ano que Portugal ocupa esta posição.

Fonte: Naturlink


Os utilizadores do carro eléctrico vão poder continuar a aceder de forma gratuita ao carregamento de baterias nas auto-estradas onde já existem postos de abastecimento com o sistema. Apesar de a fase experimental do programa português de mobilidade eléctrica, o Mobi-e, já ter terminado, a Galp vai manter o livre acesso aos pontos de abastecimento nas cinco áreas de serviço a nível nacional onde existe o serviço.

Fonte: Ecosfera

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Projecto Praia Energética

O projecto Praia Energética é promovido pela AMES em parceria com o Serviço Municipal de Informação ao Consumidor (SMIC) da Câmara Municipal de Sintra. Este projecto consiste numa iniciativa em espaço de praia que objectiva promover a utilização racional de energia junto da população em geral.


Marcaremos presença nas praias de maior afluência do concelho, oferecendo aos banhistas lembranças com conselhos práticos de utilização racional de energia juntamente com Guias de Eficiência Energética para que se recorde de todas as atitudes que deve tomar para reduzir a sua factura de energia.

A iniciativa irá decorrer nos seguintes dias e locais sempre durante a manhã:
Dia 22 de Julho – Praia Grande
Dia 25 de Julho – Praia Adraga
Dia 26 de Julho – Praia das Maçãs
Dia 27 de Julho – Praia Magoito
Dia 28 de Julho – Praia Grande
Dia 29 de Julho – Praia das Maçãs

No sentido de integrar jovens nesta iniciativa de caris ambiental e social como forma de ocupação dos seus tempos livres, a Divisão da Juventude e do Desporto da Câmara Municipal de Sintra colaborará neste projecto.

Enquanto não nos encontra deixamo-lo com conselhos importantes para a época do ano em questão.
Se vai para a praia…
1. Quando sai tenha a certeza que todas as luzes ficam desligadas.
2. Não deixe os aparelhos em stand-by ou modo de espera. Utilize fichas múltiplas que o ajudam a desligar grupos de equipamentos de uma só vez.
3. Se vai de carro e em grupo não leve mais do que os carros necessários. Seja organizado e distribua as pessoas pelo menor número de carros possível.
4. Se o carro viaja no peso máximo tenha em atenção se a pressão dos pneus é a adequada. Pressão a menos significa mais combustível gasto, que por sua vez é igual a mais emissão de gases poluentes!
Se vai de férias tenha em atenção todos os pontos anteriores e ainda os seguintes:
1. Aumente a temperatura do frigorífico uma vez que a porta não vai ser aberta durante um longo período. Se estiver a pensar em fazer uma limpeza no interior este é o momento! Faça-a e deixe o seu frigorífico desligado durante as férias.
2. Para evitar o sobreaquecimento da casa deixe todos os estores para baixo.
3. Se for possível, no local onde vai fazer férias circule a pé ou utilize uma bicicleta. Andar é um dos melhores exercícios para a saúde humana e ficará em melhor forma física.
4. Desista do carro para ir para a praia se a distância o permitir. Se for a pé lembre-se que quando chegar poderá dar um mergulho ou mesmo ficar deitado na areia a descansar.

Reflicta sem demora e ponha em acção!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Programa Europeu ELENA

ELENA – Assistência Europeia de ENergia Local
Os agentes locais são cruciais para a consecução dos objectivos da política energética da UE em energia sustentável e em eficiência energética em particular, uma vez que representam um investimento significativo para ser realizado sobretudo a nível local, trazendo benefícios para as economias locais, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos e pemitindo a mitigação das mudanças climáticas.
O Plano de Acção para a Eficiência Energética da União Europeia foi prioritário na criação do Pacto de Autarcas, o compromisso das cidades signatárias em irem além do objectivo 20-20-20 da UE, através da implementação de Planos de Acção da Energia Sustentável, elaborado pelas cidades signatárias.

A fim de facilitar a mobilização de recursos para investimentos em energia sustentável a nível local, a Comissão Europeia e o Banco Europeu de Investimento, financiado através do programa "Energia Inteligente para a Europa (IEE II), o programa ELENA cobre até 90% dos custos relacionados com a assistência técnica para a preparação de grandes programas de investimento em energia sustentável das cidades e regiões, que também podem ser elegíveis para financiamento do BEI.

Exemplos de programas de investimento que podem ser suportados pelo ELENA:

Eficiência Energética em edifícios públicos A região tem como objectivo apoiar os pequenos municípios no desenvolvimento de seus programas de eficiência energética.

Desenvolvimento de energia solar em edificios publicos Para aumentar a quota das energias renováveis em uma província no sul da Europa, a província tem identificado um investimento programa para instalar sistemas fotovoltaicos em seus edifícios públicos, e as possíveis formas de implementar os investimentos.

Transportes Públicos Limpos e eficientes energeticamente nas cidades A autoridade de transportes tem como objectivo melhorar os seus serviços, renovando a sua frota de autocarros públicos. A nova frota deve ser caracterizadapor um alto desempenho ambiental, superior não apenas ao da existente, mas também para as normas impostas pelos regulamentos da UE.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nova Directiva sobre Eficiência Energética

A Direcção-Geral de Energia da Comissão Europeia apresentou no passado mês uma proposta de directiva que apresenta medidas tendentes a aumentar a eficiência energética, a fim de recolocar a UE na trajectória desejada e de intensificar os esforços dos Estados-Membros no sentido de uma utilização mais eficiente da energia em todas as fases do seu ciclo – desde a transformação e a distribuição até ao consumo final.

Resumindo, a Comissão propôs medidas simples mas ambiciosas:

- Obrigação jurídica de instituir sistemas de poupança de energia em todos os Estados-Membros: os distribuidores de energia e as empresas de venda de energia a retalho serão obrigados a poupar anualmente 1,5% do volume de energia vendido, mediante a aplicação de medidas de eficiência energética junto dos consumidores finais, como o melhoramento da eficiência do sistema de aquecimento, instalando janelas de vidros duplos ou coberturas isolantes. Em alternativa, os Estados-Membros têm a possibilidade de propor outros mecanismos de poupança de energia, como, por exemplo, o financiamento de programas ou acordos voluntários que conduzam aos mesmos resultados mas não se baseiem em obrigações para as empresas de energia.

- O sector público deve liderar pelo exemplo: os organismos públicos impulsionarão a penetração no mercado de produtos e serviços energeticamente eficientes, mediante a obrigação jurídica de adquirirem edifícios, produtos e serviços energeticamente eficientes. Além disso, terão de reduzir gradualmente o consumo de energia nas suas instalações, efectuando todos os anos as necessárias obras de restauro em pelo menos 3% da área útil total.

- Importantes economias de energia para os consumidores: o acesso fácil e gratuito aos dados em tempo real e ao consumo histórico de energia, mediante uma medição individual mais exacta, permitirá agora aos consumidores gerirem melhor o seu consumo de energia. A facturação deve basear-se no consumo efectivo, reflectindo correctamente os dados da medição.

- Indústria: Incentivos às PME para se sujeitarem a auditorias energéticas e divulgarem as melhores práticas, ao passo que as grandes empresas terão de efectuar auditorias dos seus consumos de energia para poderem identificar o respectivo potencial de redução.

- Eficiência na produção de energia: Monitorização dos níveis de eficiência das novas capacidades de produção de energia e estabelecimento de planos nacionais de aquecimento e arrefecimento como base para um bom planeamento de infraestruturas de aquecimento e arrefecimento eficientes, incluindo a recuperação de calor residual.

- Transporte e distribuição de energia: Obtenção de ganhos de eficiência, assegurando que as entidades nacionais reguladoras do sector da energia tomam em conta os critérios de eficiência energética nas suas decisões, designadamente aquando da aprovação das tarifas de rede.

Fonte: Comissão Europeia



Mais aqui.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Biomassa como fonte de energia renovável #2

Na sequência da publicação do estudo da Eurostat que determinou que metade da energia renovável consumida nos 27 países da União Europeia (UE) têm origem na madeira e resíduos florestais, embora existam grandes diferenças entre eles, variando entre os 16% do Chipre e os 97% da Estónia, é substancial o peso da biomassa no quadro da energia primária mundial (superior a todas as outras formas de energia renovável).


Portugal não é excepção: segundo os dados da DGEG, em 2009, 14% da energia primária foi proveniente da biomassa e resíduos. Nesse mesmo ano, a soma da energia eólica com a energia solar e a geotérmica (segunda coluna a contar da direita), chegava apenas a 3% da energia primária em Portugal (ver imagem). A energia proveniente da biomassa está sistematizada na coluna do lado direito no gráfico.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Óleos Alimentares Usados - 227 municípios ainda não cumprem as metas para 2011

Dos 308 municípios portugueses, 227 ainda não estão a cumprir as metas estabelecidas para este ano, no que diz respeito aos pontos de recolha de óleos alimentares usados disponibilizados ao público. A informação é apresentada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com recurso a dados de 2010 disponibilizados pelas autarquias.
Não obstante, existem 55 municípios que vão até mais longe na implementação da rede de recolha. Ou seja, estão já a cumprir o objectivo estabelecido para 2015 constante Decreto-Lei nº 267/2009.

Contas feitas, é preciso instalar mais 1309 pontos de recolha em Portugal para que as metas de 2011 sejam cumpridas. Já para cumprir as metas de 2015, o esforço terá que ser consequentemente maior, com a implantação de 2490 novos pontos de recolha. De acordo com os dados de 2010 agora disponibilizados pela APA, existem em Portugal 2374 pontos de recolha de óleos alimentares usados.

Oleões são a principal forma de recolha
Segundo a informação disponibilizada pelos municípios, 58 por cento dos pontos de recolha são oleões. Atrás ficam os pontos de recolha instalados em lares, escolas e instituições (com 23 por cento do total de equipamentos), e as instalações municipais (15 por cento).


Desde Agosto do ano passado que a rede de recolha de OAU em Sintra foi alargada, sendo a capacidade instalada cerca de 34000 litros, abrangendo todo o concelho de Sintra e contando com 80 óleões na via pública, 76 escolas e 47 cantinas e restaurantes aderentes.

Planos de valorização desta natureza permitem que este resíduo urbano tenha um destino adequado, ao evitar o impacte ambiental causado pela sua descarga poluente nas Estações de Tratamento de Águas Residuais Municipais (ETAR), contribuindo também para uma política de gestão e valorização de resíduos a nível municipal e para a real redução do consumo de combustíveis fósseis. Este projecto é dinamizado por um consórcio constituído pela AMES, a Higiene Pública Empresa Municipal (HPEM), a Câmara Municipal de Sintra (CMS), os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS), a Total Portugal e o Instituto Superior Técnico (IST).

Consulte a localização dos 80 oleões aqui.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Voo transatlântico a biofuel

Serão as plantas capazes de alimentar a indústria aeronáutica e permitir voos a jato intercontinentais? Tudo indica que sim, o que poderá ser um salto de gigante no campo das energias alternativas. Pela primeira vez, um voo transatlântico entre Nova Jérsia, nos EUA, e Paris, França, foi alimentado parcialmente a partir de uma planta. O biocombustível feito a partir da Camelina Sativa, uma planta utilizada para produzir óleo e que não compete com a indústria alimentar, foi utilizado para alimentar um dos motores Rolls-Royce do Gulfstream 450, um jacto executivo.

Esta primeira viagem de biocombustível através do Atlântico, juntamente com mais de uma dúzia de outros voos de teste comerciais e militares realizados até à data, demonstra que a Honeywell jet juel 'verde' mais do que atende aos requisitos exigentes para as viagens aéreas", garante Jim Rekoske, da multinacional norte-americana. "Estamos a um passo do uso comercial que irá ajudar a comunidade da aviação a reduzir a pegada de carbono e a dependência do petróleo", acrescenta o responsável.

A flutuação dos preços de combustíveis fósseis, com tendência de subida, combinada com um leque de maiores restrições nas emissões e da necessidade de poupança no consumo têm levado as grandes companhias de aviação a procurar soluções alternativas... mas ainda a medo. Isto apesar de alguns estudos apontarem para a redução das emissões de carbono a partir de jatos em cerca de 80% com o uso de biocombustível.



Fonte: Expresso

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ecoparque da Tratolixo

A empresa Tratolixo, que trata dos resíduos de 877 mil habitantes de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra, inaugura hoje a Central de Digestão Anaeróbica da Abrunheira, a poucos quilómetros de Mafra, para transformar 200 mil toneladas de resíduos em energia e adubo para jardins.


Por ano, os camiões municipais de recolha de lixo vão levar para a nova central 40 mil toneladas de Resíduos Urbanos Biodegradáveis (RUB) e 160 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) indiferenciados, segundo dados da Tratolixo. Assim, em vez de ser depositado num aterro, parte do lixo vai produzir 18,3 gigawatts/ano de energia, o suficiente para abastecer 2465 famílias, e 20.474 toneladas de composto, utilizado para adubar jardins.


A Tratolixo é o sistema multimunicipal de tratamento e valorização dos resíduos produzidos nos concelhos de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra e em 2010 recebeu 478 mil toneladas de resíduos. Até agora a Tratolixo enviava resíduos para a Valorsul, Amarsul e Valnor.



Fonte: Ecoesfera

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bufalino: Moto/Casa/Escritório

Esta não é uma casa como outra qualquer. Ela surge como uma alternativa para quem procura uma solução simples para um grande problema: a moradia. O Bufalino, como é chamado, é um projecto de um pequeno meio de transporte que, apesar da aparência, possui espaço suficiente para comportar um escritório, um quarto, cozinha (com direito a armários e pia), um tanque de água e um pequeno frigorífico. Apesar de ter um tamanho bastante reduzido, o Bufalino aproveita todos os espaços existentes - até a porta traseira se transforma num secador de roupas. O Bufalino foi criado pelo designer industrial Alemão Cornelius Comanns com base num Ape 50 da Piaggio. O conceito é, no mínimo, inovador.

Mais aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Geotermia pode aumentar produção de calor e electricidade até dez vezes

Um estudo divulgado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) revela que a energia geotérmica pode contribuir para aumentar em dez vezes a produção global de calor e electricidade até 2050.
Segundo o relatório, já há mais de um século que se efectua uma exploração activa da energia geotermal, mas os esforços para a extracção têm sido concentrados em zonas onde a água ou vapor surgem naturalmente, nomeadamente zonas vulcânicas.
Ora, a autora do estudo, Milou Beerepoot, nota que há ainda muitos outros locais por explorar, nomeadamente nos países em desenvolvimento e emergentes e que é necessário envidar esforços para remover todo o tipo de barreiras que continuam a “emperrar” o aumento da exploração nestes países.
O relatório afirma que, através de uma combinação de acções que impulsionem o desenvolvimento dos recursos geotérmicos inexplorados e das novas tecnologias, a energia geotérmica pode ser responsável por 3,5% da produção global anual de electricidade e por 3,9% de energia térmica em 2050 – um aumento substancial, considerando que os números actuais se situam nos 0,3 e nos 0,2 por cento, respectivamente.
«Seria um contributo importante para os esforços globais de redução das emissões de carbono, utilizando uma fonte de energia fiável, que está disponível em todo o mundo, todos os dias do ano e cuja disponibilidade não é vulnerável ao clima ou condicionada pelas estações do ano», afirmou o Director Executivo da IEA, Nobuo Tanaka, no lançamento do relatório “Roadmap Tecnológico: calor e energia geotermal”, numa conferência em Estocolmo.
Este estudo é o último de uma série de roadmaps tecnológicos publicados pela IEA, com o intuito de orientar os governos e a indústria pelas acções e metas necessárias para alcançar todo o potencial de uma gama completa de tecnologias de energia limpa.

Fonte: AmbienteOnline

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Revista Algébrica entrevista Susana Camacho

Entrevista de Susana Camacho, Administradora Delegada da S.energia – Agência Regional de Energia para os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, à Revista Algébrica

"A eficiência energética passa, também, pela alteração comportamental ao nível dos pequenos maus hábitos tidos como adquiridos"

A S.energia promoveu recentemente a Enerint 2011 – I Feira de Energia Inteligente. Iniciativas como esta, que definiu como público os sectores doméstico e serviços, visam dinamizar as acções de comunicação em torno de soluções energeticamente eficientes? A população, de uma forma geral, está sensibilizada para a necessidade de uma melhor energia enquanto premissa de uma maior economia?


Consistindo a missão da S.energia na dinamização da sociedade civil para o incremento da eficiência energética, para a utilização concertada dos recursos naturais e a mitigação das alterações climáticas, consideramos que o desenvolvimento de actividades tais como a ENERINT são um meio privilegiado para alertar os cidadãos da necessidade de se utilizar a energia de uma forma mais racional, responsável e consentânea, e para a premência da alteração dos seus comportamentos quotidianos no que concerne à utilização da energia. Temos sentido nestes últimos tempos uma maior disponibilidade e receptividade por parte dos cidadãos comuns, para as questões que se prendem com os procedimentos e as boas práticas a adoptar de forma a pouparem energia e a reduzirem, consecutivamente, a sua factura energética. Aferimos, no entanto, que esta situação é também fruto parcial da grave recessão económica em que o país se encontra actualmente.Após a elaboração da Matriz Energética dos concelhos que compõem a S.energia, a Agência elaborou o “Plano de Acção para a Energia – Linhas Orientadoras S.energia”.


Este documento permite identificar onde é prioritário “agir localmente” – no sector dos transportes, na iluminação pública, no edificado, nos edifícios públicos?


O “Plano de Acção para a Energia – Linhas Orientadoras S.energia” surgiu na sequência natural da elaboração da Matriz Energética, que permitiu a quantificação dos modos e da forma em que se processa o consumo de energia na área de intervenção da S.energia, compreendida pelos concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete. Define-se, neste documento, uma estratégia para a qual se deverá pautar a actividade quotidiana da S.energia, no sentido de apresentar medidas concretas de actuação para a redução dos consumos energéticos nos diferentes sectores consumidores identificados na Matriz Energética. O Plano de Acção estruturou-se em seis directrizes de intervenção, nomeadamente, câmaras municipais e respectivas dependências, sector dos serviços, sector residencial, mobilidade e transportes, indústria e agricultura. O objectivo final deste Plano de Acção será o incremento da utilização das energias renováveis e a redução dos consumos energéticos e emissões de Gases com Efeito de Estufa na área de intervenção da S.energia. Para que o Plano de Acção apresentado se venha a tornar definitivo carece de discussão conjunta com as diferentes Divisões e Departamentos das câmaras municipais, que podem vir a estar envolvidas na concretização de algumas das acções propostas e de debate com outros Actores Locais de Energia, no sentido de se identificarem medidas de acção que promovam o Desenvolvimento Sustentável de forma mais abrangente nestes quatro concelhos.


O nascimento das agências de energia veio facilitar a promoção de consumos mais conscientes, quer no âmbito das autarquias, quer na indústria e mesmo no sector residencial?


As agências de energia trabalham no sentido de sensibilizar a sociedade e as instituições para uma utilização mais racional da energia, apoiando a Política Energética e Ambiental ao nível europeu. Deste modo, a criação das agências de energia foi um passo extremamente importante, pois estas trouxeram para a agenda política e para a ordem do dia, as questões que se relacionam com a Sustentabilidade Energética e Ambiental, a redução das emissões de Gases com Efeito de Estufa e o combate às Alterações Climáticas. Em Portugal existem actualmente 26 agências de energia, algumas das quais foram criadas com o apoio do programa Energia Inteligente na Europa “Intelligent Energy Europe”, que permitiu dotar as autarquias, que abraçaram este desafio, de um serviço que se encontra em contacto directo e permanente com os munícipes, com apoio técnico específico para as questões energéticas, procurando criar sinergias entre os diversos actores locais e estabelecendo também uma ligação privilegiada com a Comissão Europeia.Por outro lado, as agências de energia têm realizado um trabalho inédito de uma enorme relevância, que se prende com a centralização da informação das despesas energéticas ao nível da iluminação pública, dos consumos eléctricos dos edifícios municipais, que nunca foram trabalhadas, e que estão patentes nas facturas energéticas que se encontrarem dispersas e sem qualquer análise do ponto de vista energético.As agências de energia vieram colmatar estas lacunas e sensibilizar as autarquias para as potencialidades de redução das facturas energéticas inerentes à análise dos contratos de fornecimento de energia eléctrica, encontrando-se situações de contratação de potências eléctricas acima das necessidades efectivas, sendo esta uma realidade completamente desnecessária.


Qual tem sido o papel da S.energia na certificação de edifícios públicos, por exemplo?


A S.energia desenvolveu os estudos para a certificação energética no âmbito do Sistema Nacional de Certificação Energética e Qualidade do Ar Interior (SCE) de oito edifícios municipais em 2010, nomeadamente os Paços do Concelho do Barreiro, Montijo e Alcochete, as bibliotecas municipais do Barreiro e da Moita, e as piscinas municipais da Moita, Montijo e de Alcochete. As auditorias energéticas permitiram caracterizar as condições de utilização de energia nos edifícios municipais, com o objectivo de determinar possíveis oportunidades de racionalização dos consumos. sApós as auditorias, a S.energia propôs medidas de eficiência energética para cada edifício, indicando as principais recomendações para a melhoria do comportamento térmico e energético do imóvel, de maneira a adequar o edifício aos pré-requisitos legais e aumentando a classe energética do mesmo. Para dar seguimento ao processo iniciado será necessária a existência de técnicos responsáveis pelo funcionamento, instalação e manutenção dos edifícios municipais, no âmbito dos requisitos legais subjacentes aos processos de auditorias energéticas.É um objectivo da agência realizar auditorias energéticas a todos os edifícios municipais na sua área de intervenção. Acrescento ainda que a S.energia tem candidatado propostas de projectos a programas de financiamento nacionais e europeus, com o objectivo de vir a promover um serviço de mini auditorias energéticas e ambientais, que possa ser realizado junto da comunidade escolar, associações, colectividades e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), mas também no sector residencial a pedido dos munícipes.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Três em cada cinco cidadãos de 24 países não querem energia nuclear

A energia nuclear perdeu adeptos com a crise que se arrasta há três meses na central de Fukushima, no Japão, devastada por um tsunami. Três em cada cinco cidadãos de 24 países não querem esta fonte de energia, revela uma sondagem do Ipsos.

Na lista das fontes de energia “preferidas” pelos inquiridos, o nuclear surge em último lugar (38 por cento de defensores), tendo à frente o carvão (48 por cento), gás natural (80 por cento), hidroeléctrica (91 por cento), eólica (93 por cento) e solar (97 por cento).

Os países onde o nuclear encontra mais opositores são a Itália, Turquia, México e Alemanha. Por seu lado, o apoio é mais elevado na Índia, Polónia e Estados Unidos.
Dos 62 por cento de inquiridos contra o nuclear, um quarto (26 por cento) diz ter sido influenciado por Fukushima. Os países que mudaram de opinião por causa da crise no Japão são a Coreia do Sul (66 por cento), o próprio Japão e a China (ambos com 52 por cento) e a Índia (50 por cento). “A energia nuclear é um tema controverso, mesmo nos tempos tranquilos. O desastre em Fukushima teve, claramente, um impacto negativo na forma como as pessoas olham para ela”, disse o director do Ipsos MORI Reputation Centre, Milorad Ajder, em comunicado.
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24.06.2011
Helena Geraldes – PÚBLICO

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Biomassa é metade da energia renovável consumida na Europa

O Eurostat revelou na passada quarta-feira que metade da energia renovável consumida nos 27 Estados-membros é proveniente de madeira e resíduos florestais. Portugal atinge os 60% da energia proveniente destes materiais.

A madeira e os resíduos florestais estão na origem de metade da energia renovável consumida nos 27 países da União Europeia (UE), embora existam grandes diferenças entre eles, variando entre os 16% do Chipre e os 97% da Estónia, diz a Lusa. O relatório divulgado pelo Eurostat mostra ainda que a floresta representa cerca de 40% da superfície europeia, ou seja, um total de 178 milhões de hectares, 4% da floresta mundial.