quinta-feira, 31 de março de 2011

Sintra recebe Electric Tour

Sintra recebe o roadshow de automóveis eléctricos, nos próximos dias 1 e 2 de Abril, às 10h00, junto ao Palácio da Vila. Todos os munícipes que queiram experimentar um carro eléctrico, têm a oportunidade de realizar um test-drive e experimentar o sistema de carregamento da rede Mobi.E.


O objectivo deste road show é dar a conhecer o futuro da mobilidade aos cidadãos, permitindo o test-drive de uma viatura eléctrica (Peugeot ION) e do seu abastecimento nos pontos de carregamento da rede Mobi-E. Em Sintra o posto de carregamento situa-se na entrada do Jardim da Liberdade, na Volta do Duche.

O ‘Electric Tour' vai percorrer 25 cidades do território nacional até dia 28 de Maio, de forma a criar uma experimentação real do automóvel eléctrico e das potencialidades da rede de carregamento.


Dia 1 Abril:

11h30 - Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Fernando Seara 11h40 - Intervenção do Presidente da Peugeot Portugal

11h45 - Intervenção do Ministro francês da Industria, Energia e Economia, Eric Besson

11h55 - Intervenção do Secretário de Estado da Energia e da Inovação, Carlos Zorrinho

14h00-17h00 – Empresas locais

18h00- 22h00 - Para todos os cidadãos que pretendam experimentar a mobilidade eléctrica


Dia 2 Abril:

10h00-15h00 - Para todos os cidadãos que pretendam experimentar a mobilidade eléctrica.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Informação sobre consumo de energia

O Governo aprovou na passada quinta-feira em Conselho de Ministros, o decreto-lei que obriga à colocação de etiquetas e à elaboração de fichas de informação sobre o consumo de energia e de outros recursos essenciais de produtos que tenham impacto no consumo de energia. O principal objectivo da nova legislação é possibilitar a escolha de produtos mais eficientes energeticamente pelos utilizadores finais.

Na sequência da Estratégia Nacional para a Energia (ENE 2020), o diploma tem em vista a promoção da eficiência energética e dar um contributo significativo para os objectivos da política de combate às alterações climáticas, transpondo para a legislação nacional a Directiva n.º 2010/30/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho de 19 de Maio de 2010, relativa à indicação do consumo de energia e de outros recursos por parte dos produtos relacionados com a energia, por meio de rotulagem e outras indicações uniformes relativas aos produtos.


Fonte: AmbienteOnline


segunda-feira, 28 de março de 2011

Mobi-E em Sintra

Sintra receberá nos próximos dias 1 e 2 de Abril a visita de carros eléctricos, tipicamente citadinos, para que a sua população possa ter a experiência de uma condução ecológica. Durante estes dias, o volante fica à disposição dos sintrenses que queiram inscrever-se no stand montado no local por uma marca de automóveis europeia com tradição no mercado português.


Durante os próximos dois meses, 25 cidades portuguesas vão receber estes veículos, sendo que cada uma da cidades que acolhe este “road-show” em parceria com a MOBI.E (entidade coordenadora da Rede de Mobilidade Eléctrica) vai ter os pequenos automóveis à disposição durante dois dias. A experiência começou este fim de semana em Lisboa, no Parque das Nações, e teve como piloto o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho.


O lançamento da “Electric Tour” contou também com a presença da secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Fernanda do Carmo. A governante lembrou a infra-estrutura que está a ser criada e considerou estar em causa também “uma mudança de mentalidade”. A secretária de Estado considerou “da maior importância” para Portugal a mobilidade eléctrica, seja no transporte colectivo, seja no individual. A diminuição das emissões de dióxido de carbono, no âmbito do compromisso do Protocolo de Quioto, em matéria ambiental, a par da poupança para empresas e famílias foram alguns dos argumentos usados pela governante. O facto de o carro eléctrico ser silencioso foi também sublinhado como factor de melhoria da vida nas cidades..

A iniciativa lançada vai chegar às 25 cidades que integram a fase piloto da rede para a mobilidade eléctrica, onde existem postos de carregamento das baterias. Depois de Lisboa, os carros seguem para Cascais e chegarão a Sintra no início de Abril. O Governo lançou em 2008 o MOBI.E, estando em planeamento a segunda fase da rede, para o alargamento a mais cidades.

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Fonte: Ecosfera

quinta-feira, 24 de março de 2011

A AMES na Semana Verde

A AMES marcou ontem presença na comemoração da "Semana Verde", uma iniciativa da Associação de Pais e Encarregados de Educação da EB1 Quinta da Fonteireira, em Belas, tendo dinamizado dois ateliês como Actividades de Tempos Livres: um sobre a energia eólica, com construção de moinhos, outro dedicado ao Trivial das Energias.

terça-feira, 22 de março de 2011

Dia Mundial da Água

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Comemora-se hoje, dia 22 de Março, o Dia Mundial da Água, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que este ano tem como tema "Responder ao desafio urbano".
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Portugal, com uma Lei da Água desde 2005 (Lei 58/2005), não está a conseguir cumprir os compromissos europeus no âmbito da Directiva Quadro que a referida Lei transpôs, havendo um incumprimento generalizado das tarefas que constituem o diploma legislativo aprovado pela Assembleia da República há seis anos atrás. A implementação do Programa para o Uso Eficiente ainda não avançou e a revisão dos Planos de Bacia Hidrográfica e do Plano Nacional da Água ainda está por fazer.

Recurso escasso
Portugal encontra-se entre os países que se apresentam com a pegada hídrica mais elevada por habitante, ocupando o sexto lugar entre um total de 140, diz o "Relatório Planeta Vivo 2008", da WWF - World Wildlife Fund, que tem os EUA à cabeça. Ao lado de Portugal estão quatro países da região mediterrânica - Grécia, Itália, Espanha e Chipre. O documento demonstra que o uso insustentável da água é um problema crescente e "o declínio dos ecossistemas hídricos é mais acentuado que o declínio da biodiversidade marítima e terrestre". Os responsáveis? O aumento das captações de água para a agricultura e o abastecimento urbano, as políticas de gestão da água e a perda de habitats devido à urbanização e à construção de infra-estruturas.

O abastecimento de água às populações corresponde a 8% do consumo total nacional, mas representa 46% dos custos efectivos de produção de água. Para este sector, o PNUEA prevê um aumento da eficiência na utilização de 20% em 10 anos, correspondendo a uma poupança estimada em 160 milhões de metros cúbicos por ano. No entanto, com a não aplicação do programa, não há dados sobre a eficiência no consumo, dados esses que permitiriam a selecção das medidas mais adequadas e com melhor eficiência de custo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial das Florestas

Neste ano tão especial para a floresta, em que se celebra o Ano Internacional das Florestas, declarado pelas Nações Unidas com o objectivo de consciencializar a sociedade civil para a importância das florestas e da sua gestão sustentável no mundo, o Comité Português para o Ano Internacional das Florestas, através do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e a Câmara Municipal de Lisboa juntam-se para promover hoje, dia 21 de Março, a comemoração do Dia Mundial da Floresta, em Monsanto, um espaço de eleição para celebrar a floresta portuguesa e dar a conhecer esta floresta-modelo aos portugueses.

A cerimónia, que terá início às 10h30, contará com as presenças do Ministro da Agricultura, António Serrano, do Secretário Geral das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro e do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.

Programa aqui.

sexta-feira, 18 de março de 2011

AMES junta-se ao Movimento Plantar Portugal

No próximo Sábado, 19 de Março, a AGROBIO inicia a Semana da Primavera Biológica no Mercado Biológico do Jardim de Algés, uma iniciativa do Movimento Plantar Portugal que pretende alertar para a importância das árvores e florestas, promovendo acções sustentáveis de protecção da Natureza e manuteção dos espaços verdes.
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No próximo dia 21 de Março, a AMES associa-se a esta iniciativa ao fornecer adubo orgânico para a plantação de canteiros no espaço exterior da Escola Oficial das Azenhas do Mar, numa acção de sensibilização para a importância da biodiversidade e do ecossitemas naturais.

quarta-feira, 16 de março de 2011

2ª Sessão de Esclarecimento sobre Microgeração

Queluz vai receber hoje, dia 16 de Março, a 2ª Sessão de Esclarecimento sobre Microgeração, dirigida a IPSS e ADUP mas também a todos os interessados no tema. Esta sessão decorrerá na Sala Multiusos Fernando Ribeiro Leitão, pelas 19h.

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  • A microgeração consiste na produção de electricidade por fontes de energia renovável através de instalações em baixa tensão e de pequena potência.


  • A recente legislação incentiva à microgeração por particulares através de uma simplificação do processo de registo, com maior transparência e em condições mais favoráveis.


  • Essa produção pode ser feita através de uma unidade mini-eólica, mini-hídrica ou solar fotovoltaico, sendo a tarifa bonificada de venda à rede subsidiada e fixada pelo Estado, durante 15 anos.


  • Benefícios fiscais: isenção de IRS até 5000€ anuais de rendimentos.


  • Período de retorno do investimento de 7-8 anos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Projecto Bem-Me-Quer


Na perspectiva de promover boas práticas ambientais e incutir uma cultura de eco-cidadania junto dos funcionários da Autarquia, a Agência Municipal de Energia de Sintra, a Câmara de Sintra e a ERP Portugal promovem a recolha de dois fluxos de resíduos específicos em ilhas ecológicas montadas em 5 edifícios municipais, constituídas por um óleão e um depositrão.


Deste modo, amanhã dia 15 de Março, Dia Mundial dos Direitos do Consumidor será efectuada a primeira sessão de esclarecimento no âmbito do projecto Bem-Me-Quer. Nela serão abordados os objectivos gerais da acção, o enquadramento político-ambiental e os benefícios ambientais associados à correcta deposição dos óleos alimentares usados e resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos.


O projecto divide-se em dois momentos, o primeiro de sensibilização junto dos funcionários, com pequenas palestras e distribuição de folhetos informativos, e um segundo momento em que são disponibilizados os equipamentos em 5 edifícios municipais para utilização directa pelos funcionários.

A AMES nas escolas

A AMES deslocar-se-á amanhã, terça-feira dia 15 de Março, à EB23 Fernando II para realizar uma acção de sensibilização dirigida a uma turma de 8º ano, sob o tema "Utilização de óleo alimentar usado no fabrico de biodiesel – a experiência de Sintra".
. A Câmara Municipal de Sintra utiliza, em alguns veículos da sua frota, biodiesel fabricado com recurso a óleos alimentares usados, recolhidos em alguns locais do Concelho, um exemplo pertinente de reutilização de recursos.

Na quinta-feira dia 17 de Março, terá lugar uma acção de sensibilização sobre o "Processo de introdução do carro eléctrico em Portugal" como acção de protecção ambiental e alternativa aos combustíveis fósseis, dirigida a uma turma de 9º ano.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Europa de baixo carbono

A Comissão Europeia aprovou no passado dia 8 de Março o primeiro roteiro para chegar a 2050 com uma redução de emissões de gases com efeito de estufa entre 80 e 95%. A missão “é possível” e prevê um investimento europeu de 270 mil milhões de euros anuais.

Segundo explicou Rosário Bento Pais, da Direcção-Geral europeia para o Clima, num encontro em Lisboa, este é apenas o primeiro passo. A comunicação apresentada ainda terá de ser debatida e aprovada pelos Estados membros. Estes, por sua vez, deverão elaborar estratégias a longo prazo de desenvolvimento nacional e regional de baixo carbono.

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A estes montantes, a Comissão Europeia contrapõe os benefícios de uma economia de baixo carbono: de acordo com a proposta, a Europa conseguirá uma poupança em combustível entre 175 e 320 mil milhões em média e anualmente, entre 2010 e 2050, bem como a diminuição das importações de petróleo e gás para metade, comparado com os níveis actuais, o que permitirá poupar 400 mil milhões de euros até 2050. Os benefícios para a qualidade do ar e saúde ascenderão aos 27 mil milhões em 2030. Além destes valores, a Comissão salienta o potencial de criação de emprego, nomeadamente na renovação de edifícios, produção de materiais de isolamento e indústria de renováveis.
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Má nota na eficiência energética
Mas aquilo que já não está tão bem é a meta para a eficiência energética. De momento, apenas se conseguiu 10% de poupanças energéticas. João Joanaz de Melo, presidente do GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), presente no encontro em Lisboa, lembrou que “a eficiência energética tem sido o parente pobre da intervenção no sector".

De acordo com Rosário Bento Pais, a eficiência energética será “crucial” para cumprir a meta dos 80 a 95% de redução de emissões, juntamente com a aposta nas energias solar e eólica, redes eléctricas inteligentes, armazenamento de carbono, casas baixo carbono e cidades eficientes.

Como é preciso fazer mais, a UE adoptou a 4 de Fevereiro um Plano de Eficiência Energética com medidas adicionais. De acordo com este documento, o sector público deve dar o exemplo com metas de 3% para a reforma de edifícios públicos e critérios mais estritos de eficiência energética para os contratos públicos. Por seu lado, a indústria deverá adoptar requisitos de eficiência energética para equipamentos, auditorias energéticas e sistemas de gestão de energia. Além disso, há que melhorar a eficiência de geração de energia e calor e promover redes inteligentes de energia e contadores inteligentes.

O Roteiro será discutido no Conselho informal do Ambiente, em Budapeste a 26 de Março de 2011 e o debate com os estados membros deverá ficar concluído em Junho.
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Fonte: Ecosfera

quarta-feira, 9 de março de 2011

Minigeração

As regras para se ser miniprodutor de electricidade vão mudar em Abril, segundo o decreto-lei publicado em Diário da República ontem, que obriga a consumir pelo menos metade do produzido, caso contrário as coimas poderão ir até aos 44 mil euros.
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O Decreto-Lei n.º 34/2011 estabelece o regime jurídico aplicável à produção de electricidade por intermédio de instalações de pequena potência, designadas por unidades de miniprodução, a partir da energia do sol, do vento e da água. Quem não cumprir pode pagar coimas que vão dos 100 aos 3740 euros (caso seja em nome individual) e dos 250 aos 44.800 euros (empresas). As entidades interessadas em tornar-se miniprodutores devem inscrever-se na internet em www.renovaveisnahora.pt. Depois é-lhes indicada a quantidade de electricidade que podem produzir. Sendo que "a potência máxima atribuível para ligação à rede é de 250 kW”, lê-se no diploma.
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Para se ser produtor é necessário consumir uma quantidade de electricidade igual ou superior a metade da que se pretende produzir, não se podendo injectar na rede eléctrica mais do que metade da potência contratada para consumo com o fornecedor de eletricidade. O valor pago pela electricidade depende do regime escolhido pelo produtor: geral ou bonificado. No regime geral, o preço depende apenas das condições do mercado, não havendo interferência do Governo. Já no regime bonificado, o preço depende das fontes de energia usadas pela miniprodução (por exemplo, se usar energia solar recebe mais do que se usar energias não renováveis) e da potência produzida (as unidades de menor potência recebem uma tarifa pré-definida, as de maior potência recebem um valor mais baixo, negociado com o fornecedor de eletricidade).
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Grande parte das obrigações que o diploma veio agora criar serão taxadas. O pedido de registo da unidade de miniprodução, o pedido de reinspecção da unidade de miniprodução, o pedido de averbamento de alterações ao registo da miniprodução, com e sem emissão de novo certificado de exploração estão sujeitos a taxas, que deverão ser definidas em breve por portaria. No texto do decreto-lei fica-se a saber que até agora "o regime da produção com autoconsumo não teve a aceitação esperada, sendo muito poucas as unidades por ele actualmente regidas". Por isso decidiu-se revogar os diplomas que definiam a microprodução, apesar de as instalações já criadas continuarem a reger-se por aquela lei.
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Mais aqui.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ministério do Ambiente mais sustentável

As entidades tuteladas pelo ministério participam num concurso para eleger exemplos de boas práticas, com estratégias para melhorar a organização e aumentar a qualidade dos serviços, ao mesmo tempo que se reduzem custos e se opta por procedimentos amigos do Ambiente.
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No 1.º Fórum Boas Práticas Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território (MAOT), que decorreu no passado dia 4 em Lisboa, com a colaboração do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), foram apresentados os dez projectos desenvolvidos e que foram seleccionados de 17 candidaturas.
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Fonte: Ecosfera

quinta-feira, 3 de março de 2011

Contratos públicos para eficiência energética

Foi publicado, na segunda-feira, o Decreto-Lei nº 29/2011, que estabelece um regime de contratação pública para implementação de medidas de eficiência energética pioneiro em Portugal, uma vez que a empresa de serviços energéticos (ESE) é escolhida em função da maior economia de energia prevista para a entidade adjudicante.

Este Decreto-Lei veio completar o quadro legal iniciado pelo Programa de Promoção da Eficiência Energética na Administração Pública – ECO.AP. Neste sentido, o que está realmente em causa são as poupanças efectivas no consumo energético e não, por exemplo, a implementação de sistemas de produção de energia. Ou seja, projectos de miniprodução ou de co-geração podem ser incluídos no caderno de encargos como parte da proposta a concurso, mas não são considerados como critério de adjudicação.
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Notícias soltas #12

  • Produção eólica cai em 2011 Nas primeiras seis semanas deste ano, a produção de electricidade em regime especial foi 3% inferior à produção registada no igual período em 2010. Desde 2007 que os parques eólicos fechavam Janeiro sempre a produzir mais que no ano anterior, mas em 2011 a tendência foi interrompida: a produção eólica – que mais contribui no bolo da produção de electricidade em regime especial – está a cair 9% este ano, comparado com o crescimento de 30% e 57% registado em idênticos períodos de 2010 e 2009.

  • Políticas mais verdes fazem crescer a economia Segundo o Programa da ONU para o Ambiente (PNUA), basta investir 2% do PIB global em dez sectores cruciais como a construção, energia e pescas, para o crescimento económico e a protecção do ambiente serem compatíveis: as políticas mais “verdes” prometem fazer crescer as economias e reduzir a sua pegada ecológica em cerca de 50% nos próximos 40 anos.

  • Primeiro corredor Europeu para automóveis eléctricos é ibérico Porto e Vigo estarão unidas, a partir de Outubro, pelo primeiro corredor transfronteiriço para veículos eléctricos na União Europeia. A autoestrada A3, em Portugal, terá oito postos de recarga rápida para veículos eléctricos, quatro em cada sentido, que se complementam com outras estações de recarga lenta na cidade espanhola.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Atelier das Energias Renováveis #5

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A turma da EB1 da Cortegaça, que visitou o Atelier das Energias Renováveis no passado dia 10 de Fevereiro, enviou-nos os resultados dos seus "trabalhos de casa" baseados na experiência, que podem ser visualizados aqui.




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Como exemplo o desenho do Tiago Neves:

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sessão de esclarecimento Microgeração

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Na próxima 4ª-feira dia 23 de Fevereiro, realizar-se-à a 1ª Sessão de Esclarecimento sobre Microprodução dirigida a IPSS e ADUP mas também a todos os interessados no tema.

Os temas a serem abordados são a legislação mais recente, os incentivos associados e os cenários para 2011.

Esta sessão decorrerá na Sociedade Montelavarense pelas 19h.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Reciclagem aumenta em 2010

Segundo a Sociedade Ponto Verde (SPVA), a quantidade de embalagens enviadas para reciclagem voltou a subir no ano passado e atingiu as 667 mil toneladas, um aumento de 11%, tendo o vidro sido o único material que ainda não chegou à meta definida de 60%, pois apenas se atingiram os 45%. Para 2011, a meta mantém-se nos 60%.

O papel e cartão foram os materiais mais reciclados, atingindo as 318.457 toneladas, mais 11% que em 2009, seguindo-se o vidro, com 191.681 toneladas, mais 6%. Foram retomadas 65.080 toneladas de plástico (mais 4,7%), 46.244 de metal (mais 20%) e 40.307 toneladas de madeira, o material que apresenta o maior crescimento anual, 40%.

O Sistema Ponto Verde abrange actualmente 99,7% da população portuguesa, 99,3% do território nacional e 97,4% dos concelhos, segundo informação desta entidade.

Assim, para este ano, o desafio da Sociedade Ponto Verde (SPV) é aumentar a taxa de reciclagem de embalagens de vidro. “O vidro é um material ideal para reciclagem, pois pode ser reciclado de forma praticamente infinita e com excelentes ganhos de poupança em termos de consumo energético e de matérias-primas primárias. Por isso, cabe a cada um de nós a missão de depositar as garrafas, frascos e boiões usados no ecoponto”, refere o director-geral da entidade, Luís Veiga Martins, citado num comunicado da SPV.

Ao contribuir para a reciclagem do vidro, os consumidores estão a impedir que este material seja colocado nos aterros, ao mesmo tempo que possibilitam a sua reutilização.

Fonte: Ecosfera

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Entrevista Revista Algébrica

Joaquim Borges Gouveia, Presidente da Direcção da RNAE – Associação das Agências de Energia e Ambiente – Rede Nacional

"Será necessária pelo menos mais uma década para atingir os principais objectivos de uma iluminação pública eficiente"

A RNAE, em parceria com o CPI – Centro Português de Iluminação e a Ordem dos Engenheiros, propôs recentemente a elaboração de um documento de referência para a eficiência energética na iluminação pública em Portugal. Em termos estratégicos, o que trará este documento ao panorama da iluminação pública?

Entre as linhas de acção mais significativas que as agências de energia e ambiente nacionais têm vindo a levar a cabo, a linha de acção sobre a eficiência energética tem sido uma das mais importantes e com resultados já obtidos no terreno. Por isso, a RNAE tem vindo a trabalhar com as agências de energia e ambiente na promoção da utilização mais racional da energia e, em particular, na eficiência energética, especificamente, no que aos municípios diz respeito, já que são estes os principais responsáveis pela iluminação pública. A iluminação pública, assim como os seus respectivos custos, é da responsabilidade dos municípios e representa, em geral, entre 60 e 70% da factura de energia eléctrica das autarquias. Só este aspecto, por si só, já é mais do que suficiente para motivar uma análise mais aprofundada às instalações, equipamentos e tecnologias que garantem actualmente a iluminação das vias públicas, pois a missão das agências passa também pela melhoria da eficiência energética dos consumos da responsabilidade dos municípios.No entanto, aquilo a que se assiste numa grande parte das situações revela uma deficiente utilização da iluminação quer no que diz respeito ao projecto electrotécnico, quer à deficiente manutenção da instalação de iluminação, quer ainda pela utilização de tecnologias menos adequadas ou mesmo obsoletas. E depois, ainda, a desadequada concepção da iluminação para o espaço que se pretende iluminar, o que revela um projecto menos cuidado ou até sem qualquer estudo prévio que conduza a um projecto electrotécnico bem elaborado e de acordo com as normas internacionais e as boas práticas que hoje em dia o CPI promove.Com este documento tencionamos potenciar a melhoria da capacidade técnica na elaboração de projectos e/ou na requalificação de instalações de iluminação pública, nomeadamente no que aos engenheiros e projectistas diz respeito. E esta capacitação tem que ter o seu início na formação de base. A formação académica nestes domínios já não é a adequada, salvo raras e boas excepções e, portanto, a RNAE irá promover, conjuntamente com o CPI, as necessárias acções para minorar este aspecto que, para a RNAE, é de fundamental importância. Iremos promover, com a parceria do CPI, acções de divulgação e formação junto das universidades, institutos politécnicos e escolas tecnológicas que se manifestem interessadas.Também não descuraremos a formação dos profissionais (em parceria com as entidades adequadas) que hoje integram as equipas técnicas que desenvolvem a sua actividade em torno da iluminação pública – sejam eles operadores da rede eléctrica, técnicos municipais ou das Agências de Energia, comerciais e engenheiros de empresas, investigadores e até responsáveis autárquicos – e que devem tomar consciência da importância de um projecto adequado e em conformidade com os princípios inerentes a uma sustentabilidade energética.Portanto, não tenho dúvidas que este documento irá definir uma linha orientadora para que as nossas instalações de iluminação pública cumpram a sua principal função consumindo o mínimo de energia possível. E será essa linha que passará a constituir a relação entre quem paga (municípios) e quem faz a manutenção (distribuidor de energia) da iluminação pública de Portugal.

Este documento já mereceu uma boa aceitação pelo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento? Desta forma, poderá conduzir a uma intervenção de fundo em matéria de eficiência na iluminação pública?

Esta proposta foi apresentada pela RNAE à Secretaria de Estado da Energia e da Inovação do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento (SEEI/MEID), organismo que, pela consonância da proposta e do seu potencial, com os objectivos da Estratégia Nacional para a Energia, fomentou a criação de um Grupo de Trabalho para o desenvolvimento do referido documento.Coordenado pela RNAE, o Grupo de Trabalho contou ainda com a colaboração e envolvimento de outras entidades relevantes para o sector da iluminação pública em Portugal, nomeadamente, a ADENE – Agência para a Energia, a EDP Distribuição e o Lighting Living Lab (C. M. de Águeda), a Ordem dos Engenheiros, entre outras que prestaram também o seu contributo para o enriquecimento do documento. A Associação Nacional dos Municípios Portugueses acompanhou de forma activa a elaboração do documento, já que o mesmo, pelas razões já referidas, vai perfeitamente ao encontro do interesse dos municípios.O envolvimento da própria EDP Distribuição, actual responsável pela manutenção da rede de iluminação pública de praticamente todos os municípios de Portugal, comprova a estreita colaboração e a articulação que se verificou em redor do assunto.Por conseguinte, sem dúvida que este documento constituiu o primeiro passo para melhorar significativamente, e com escala, a eficiência energética da iluminação pública em Portugal.

Crê que poderia ser aplicada à iluminação pública um sistema de certificação algo semelhante àquele que é aplicado aos edifícios?

O documento pretende estabelecer, como referência, uma série de parâmetros técnicos que deve seguir um projecto de iluminação pública de modo a se obter uma maior eficiência energética desta tipologia de instalações. Na elaboração do documento tivemos esse aspecto em conta logo desde o início e o mesmo aponta para a classificação energética de uma instalação de iluminação pública com recurso ao já conhecido código de letras e cores das etiquetas energéticas. Pretendem-se criar as condições para uma posterior certificação do projecto e da instalação de iluminação pública.Esta classificação obtém-se através do cálculo de uma série de parâmetros e tendo em conta determinadas condições de projecto. Assim, e à semelhança do que acontece nos edifícios, uma boa classificação só se obtém se houver um bom projecto.A sensibilidade actual para a sustentabilidade dos municípios potenciará certamente que os mesmos apresentem alguma apetência pelas instalações mais eficientes, que lhes garantam menores consumos e menores custos com energia, pelo que, no entender da RNAE e, basicamente, de toda a parceria, há um enorme potencial para o desenvolvimento de um sistema de certificação também para este sector.

Uma forma de contornar perdas na iluminação pública será o recurso à aplicação de soluções tecnológicas para o controlo inteligente das luminárias?

Também. Hoje em dia existem no mercado diversas soluções e tecnologias que permitem melhorar a eficiência energética dos equipamentos existentes. Alguns sem grande inteligência, até! Basta que permitam reduzir o fluxo luminoso em determinado período da noite para que as luminárias, mesmo que tenham já alguns anos, sejam mais eficientes.Mas claro que há também outro tipo de soluções, essas sim, com inteligência, que tornam a iluminação pública uma área atractiva do ponto de vista da experimentação, da investigação e da optimização da funcionalidade. Refiro-me concretamente a diversos tipo de sensores que começam já a ser utilizados: detectores de movimento, de luminosidade, humidade, temperatura, entre outras. Mas a medida técnica que terá efeito significativo será a de instalar um sistema de monitorização, supervisão, controlo e gestão da iluminação pública. Hoje em dia já há soluções tecnológicas fiáveis e seguras que poderão ajudar os decisores técnicos e também os políticos a efectuarem uma gestão muito mais eficiente da iluminação pública sem qualquer perigo para a segurança, quer técnica, quer de acidentes pessoais, destas instalações cada vez de maior importância na vida dos cidadãos, nos espaços públicos.

Tem surgido um conjunto de alternativas, nomeadamente, às convencionais lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão. Entende que é possível adaptar as infra-estruturas existentes à utilização de tecnologias mais eficientes como o LED (Light Emitting Diode)?

Seria possível migrar todo o parque de candeeiros hoje instalado em Portugal para estas novas tecnologias?Os LEDs são uma solução interessante, mas não são ainda a solução! Muito menos para uma migração total! Por um lado, porque implicam a substituição dos equipamentos actuais e essa situação não é sustentável. Nem em termos energéticos, nem em termos ambientais. A grande maioria das luminárias existentes ainda tem algum tempo de vida útil que não deve ser descurado. Por outro, porque a própria tecnologia não está ainda num estado de maturação tal que permita obter ganhos tão significativos se se optar por uma substituição massiva. A própria eficiência lumínica dos LEDs está ainda abaixo das tecnologias convencionais mais eficientes, como o VSAP.E claro, não menos importante, há a questão do projecto de iluminação, da gestão e da manutenção dos equipamentos. O documento de referência, por exemplo, insere-se num quadro de utilização de materiais normalizados pelas autarquias, concessionárias das redes e/ou entidades com responsabilidade de implementar, operar e manter redes de iluminação pública. Os LEDs não fazem ainda parte desta tipologia de equipamentos.

Às soluções já apresentadas em diferentes projectos-piloto são apontados ganhos em termos de consumos que podem ultrapassar os 50%, de durabilidade, de reduzida manutenção e mesmo uma melhoria substancial da qualidade da iluminação. O que falta a estas iniciativas para passarem de projectos-piloto à consagração?

Em qualquer área do domínio tecnológico a consagração passa sempre por projectos-piloto. No caso da iluminação pública já se fazem projectos-piloto há bastante tempo. Demasiado! Há sistemas e tecnologias que estão já muito testadas e cuja eficiência está mais que comprovada, mas assiste-se ainda a uma enorme dificuldade na concretização.A principal razão apontada deve-se à reduzida capacidade e/ou disponibilidade do operador de rede para introduzir outra tipologia de equipamentos na iluminação pública. Centrou-se este processo muito à luz dos chamados contratos de concessão e digamos que se perdeu um pouco a noção da evolução tecnológica e da necessidade de adaptação à realidade no campo da iluminação.Tanto a RNAE, como as agências e os municípios, sentem que não estão garantidas as condições adequadas para que projectos mais eficientes possam ser concretizados. Há ainda um grande entrave para que os equipamentos não incluídos nos equipamentos normalizados possam ser alvo de manutenção ao abrigo dos contratos de concessão. E esse risco os municípios não podem, nem estão dispostos a correr com excepção de acções pontuais, ou seja, em projectos-piloto onde sejam testadas as novas soluções e, depois de devidamente avaliadas, poder fazer delas a sua prática habitual. Mas ainda temos um caminho a percorrer. No entanto, queremos fazê-lo com a pressa dos audazes, mas com a certeza dos concretizadores.

Quais os desafios que se vislumbram nos próximos anos em termos de eficiência energética na iluminação pública? Quanto tempo será ainda necessário esperar para ter cidades mais eficientes nesta matéria?

Obviamente que o principal desafio é tornar as instalações actuais cada vez mais eficientes! Adequando, sempre que possível e de modo viável, as tecnologias existentes a outras que no conjunto permitam ganhos de eficiência. Neste campo há muito trabalho a fazer. Começando nos alunos e nas instituições de ensino, passando pelos gabinetes de projecto e pelas empresas da área da iluminação, não esquecendo todo o corpo técnico que trabalha diariamente na iluminação pública.Há ainda outro desafio que se prende com a adequação dos documentos normativos nesta matéria às possibilidades do mercado actual. Refiro-me concretamente à capacitação de todos os agentes para poderem tornar a iluminação pública efectivamente mais eficiente.Um terceiro desafio que pode ser apontado relaciona-se com a disponibilização de verbas e apoios financeiros que permitam incentivar o desenvolvimento de cada vez mais projectos em cada vez mais municípios ou regiões.Nesta área, surgem agora outros desafios adicionais que aparentam poder facilitar bastante a concretização de investimentos na área da energia e da eficiência energética por parte dos organismos públicos, como os municípios – são os chamados contratos do desempenho energético, conhecidos internacionalmente como “Contratos ESCO”.Quanto tempo? Diria que será necessária pelo menos mais uma década para atingir os principais objectivos de uma iluminação pública eficiente: aposta na formação, regulamentação adequada, promoção e sensibilização para alterações comportamentais, e fomento do desenvolvimento e evolução tecnológica.

Biografia
Joaquim Borges Gouveia assumiu a função de Presidente da Direcção da Associação RNAE – Rede Nacional das Agências de Energia e Ambiente em 2010, tendo exercido, entre 2005 e 2010, a função de Presidente do Conselho Coordenador. Professor Catedrático do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro, desde Outubro de 2001, Joaquim Borges Gouveia é, também, Director do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro, desde Janeiro último, e Membro do Conselho Científico da Universidade de Aveiro, desde 2010. É ainda Administrador não Executivo do Conselho de Administração da GALP SGPS, SA, desde Maio de 2008, e Presidente do Conselho de Administração da Energaia, Agência Municipal de Energia de Vila Nova de Gaia.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Diminuição do consumo de combustíveis fósseis

Segundo a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o consumo global de combustíveis fósseis, quando comparado com o período homólogo do ano anterior, continua a apresentar uma tendência de redução, iniciada em Novembro de 2008, sendo de -9,2%, em Novembro de 2010.
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Com excepção do gasóleo (+2,4%) e do coque de petróleo (+4%), todos os produtos apresentam uma redução nos consumos, sendo mais significativa as reduções apresentadas pelo fuel (-26,3%) e pelo carvão (-43,7%). A redução verificada no consumo do fuel deve-se principalmente à diminuição dos consumos deste produto nas centrais térmicas de produção de electricidade (-77,4%) e a do carvão ao elevado regime hidrológico verificado no corrente ano, o que levou a uma taxa de utilização menor das centrais térmicas a carvão.
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