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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Inquérito sobre Mobilidade Ciclável

Uma dissertação de Mestrado sobre Estratégias de Implementação da Mobilidade Ciclável, de um aluno da FCT-UNL do Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente, tem como base um inquérito presente em http://www.mobilidadeciclavel.net/, cujo objectivo é fazer um levantamento das deslocações diárias dos portugueses para depois comparar com a mobilidade em bicicleta.

O presente inquérito encontra-se relacionado com o Município de Almada, no entanto, todas as localidades estão abrangidas pelo mesmo, mesmo que não estejam directamente relacionadas com Almada. O inquérito é totalmente anónimo e a sua duração média é de 2 minutos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Aluguer de bicicletas em Dublin

Os sistemas de alugueres de bicicletas estão a tornar-se cada vez mais comuns nas cidades europeias, e Dublin, para além de não ser excepção, é um excelente exemplo.

O sistema de aluguer de bicicletas da capital irlandesa, com menos de 2 anos de existência, é um dos mais bem-sucedidos do mundo, contando já com 58 000 utilizadores registados e 2,2 milhões de alugueres. O sucesso do “Dublinbikes” é atribuído à receptividade dos cidadãos, à cuidadosa escolha dos locais onde é disponibilizado o serviço, à sua qualidade e à reduzida anuidade, que é de apenas 10 euros.

Dos trajectos já realizados 97% foram percorridos em menos de 30min, o que significa que foram gratuitos para os utilizadores registados que pagam 10 euros de anuidade para aceder ao serviço, que também está disponível para os turistas a um preço de 2 euros por um período de usufruto de 3 dias.

Actualmente, o sistema disponibiliza 550 bicicletas disponíveis em 44 estações perto de áreas onde há se concentram muitos locais de trabalho, serviços e transportes públicos. No entanto, já está prevista uma expansão para 300 estações que disponibilizarão um total de 5000 bicicletas, incluindo nos subúrbio da cidade, sendo ainda intenção da Câmara criar uma rede de ciclovias já que, no presente, muitas das zonas de circulação fazem parte das faixas BUS.



Fonte: Naturlink

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Notícias soltas #15

De acordo com os resultados preliminares do Inquérito ao Consumo de Energia no Sector Doméstico, divulgado esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mais de metade (51%) do consumo de energia foi, em 2010, absorvido pelos veículos de transporte individual. É a primeira vez, nos inquéritos do INE, que este valor é superior ao consumo de energia no alojamento.


Fonte: Ecosfera




Um relatório realizado pela ADEME (Agência Francesa de Gestão Energética e Ambiental) revela que Portugal é o país europeu com a frota que emite menos carbono por quilómetro percorrido. Note-se que já não é o primeiro ano que Portugal ocupa esta posição.

Fonte: Naturlink


Os utilizadores do carro eléctrico vão poder continuar a aceder de forma gratuita ao carregamento de baterias nas auto-estradas onde já existem postos de abastecimento com o sistema. Apesar de a fase experimental do programa português de mobilidade eléctrica, o Mobi-e, já ter terminado, a Galp vai manter o livre acesso aos pontos de abastecimento nas cinco áreas de serviço a nível nacional onde existe o serviço.

Fonte: Ecosfera

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Voo transatlântico a biofuel

Serão as plantas capazes de alimentar a indústria aeronáutica e permitir voos a jato intercontinentais? Tudo indica que sim, o que poderá ser um salto de gigante no campo das energias alternativas. Pela primeira vez, um voo transatlântico entre Nova Jérsia, nos EUA, e Paris, França, foi alimentado parcialmente a partir de uma planta. O biocombustível feito a partir da Camelina Sativa, uma planta utilizada para produzir óleo e que não compete com a indústria alimentar, foi utilizado para alimentar um dos motores Rolls-Royce do Gulfstream 450, um jacto executivo.

Esta primeira viagem de biocombustível através do Atlântico, juntamente com mais de uma dúzia de outros voos de teste comerciais e militares realizados até à data, demonstra que a Honeywell jet juel 'verde' mais do que atende aos requisitos exigentes para as viagens aéreas", garante Jim Rekoske, da multinacional norte-americana. "Estamos a um passo do uso comercial que irá ajudar a comunidade da aviação a reduzir a pegada de carbono e a dependência do petróleo", acrescenta o responsável.

A flutuação dos preços de combustíveis fósseis, com tendência de subida, combinada com um leque de maiores restrições nas emissões e da necessidade de poupança no consumo têm levado as grandes companhias de aviação a procurar soluções alternativas... mas ainda a medo. Isto apesar de alguns estudos apontarem para a redução das emissões de carbono a partir de jatos em cerca de 80% com o uso de biocombustível.



Fonte: Expresso

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bufalino: Moto/Casa/Escritório

Esta não é uma casa como outra qualquer. Ela surge como uma alternativa para quem procura uma solução simples para um grande problema: a moradia. O Bufalino, como é chamado, é um projecto de um pequeno meio de transporte que, apesar da aparência, possui espaço suficiente para comportar um escritório, um quarto, cozinha (com direito a armários e pia), um tanque de água e um pequeno frigorífico. Apesar de ter um tamanho bastante reduzido, o Bufalino aproveita todos os espaços existentes - até a porta traseira se transforma num secador de roupas. O Bufalino foi criado pelo designer industrial Alemão Cornelius Comanns com base num Ape 50 da Piaggio. O conceito é, no mínimo, inovador.

Mais aqui.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mobilidade Sustentável - Copenhagen Wheel

Uma equipa de estudantes norte-americanos do MIT criou uma roda que, quando instalada numa bicicleta, permite gerar energia eléctrica ao pedalar, energia que depois é aproveitada quando o esforço é mais exigente para o ciclista, seja em subidas ou em distâncias longas.
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A inovação permite assim que um transporte mecânico se transforme, ainda que momentaneamente, num veículo eléctrico. A ideia, designada de “Copenhagen Wheel” por ter sido fruto de inspiração na cidade dinamarquesa, foi premiada pelo fomento ao transporte sustentável que acarreta, tornando a bicicleta um meio de transporte viável para cada vez mais pessoas.
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Fonte: i online.

Em antigas linhas de comboio, com vista para o mar, no meio da cidade ou na serra, conheça os melhores sítios para passear em duas rodas:

1. Beira Tejo Em Agosto de 2009, foram inaugurados os 7 km de percurso para bicicletas entre o Cais do Sodré e a Torre de Belém. O percurso é plano, sempre acompanhado pelo rio Tejo e não faltam sítios para comer gelados (a Artisani, nas Docas, por exemplo) ou para matar a sede (a esplanada do Café In).
2. Pedalar no Guincho Eis a solução para quem não tem bicicleta ou não está para a carregar até ao carro e viajar até Cascais: alugar uma BICA no centro da vila, mesmo ao pé da estação de comboios. Não tem de pagar nada, apenas levar o bilhete de identidade e vontade de pedalar - Cascais tem 34 km de área ciclável, além dos 7 km de ciclovia entre a Guia e a praia do Guincho. As bicicletas gratuitas têm um cesto onde pode levar a sua mochila com comida. Começando na estalagem do Farol, em frente à discoteca Coconuts, até à praia do Guincho, a ciclovia tem sempre vista para o mar. O percurso pode tornar-se penoso quando estiver contra o vento.
3. No pulmão de Lisboa Em Monsanto há 42 quilómetros para todo o tipo de ciclistas. Os aventureiros que gostam de BTT têm muitos percursos à escolha, pelo meio da vegetação do parque florestal. Quem procura um passeio mais calmo, pode começar a pedalar na ciclovia do skate park.
4. Recordar a Expo 98 Enquanto o Parque das Nações não tem uma ligação à ciclovia de Belém, existem pontos de aluguer de bicicletas espalhados pela zona (em frente ao Oceanário, no Pavilhão Atlântico ou na Praça Sony).
5. Ilha do Baleal Quando não há grandes ondas, os surfistas de Peniche trocam as pranchas por bicicletas e fazem-se à estrada, ou melhor à ciclovia que vai até à ilha do Baleal. O percurso é fácil, mas não espere ver o mar. As dunas preenchem a vista durante grande parte do passeio plano, ideal para pôr toda a família a fazer exercício. Antes de regressar a Peniche descanse numa esplanada com vista para a ilha do Baleal, assim chamada por ter sido um local de corte de baleias.
6. Frente Marítima de Gaia Entre o Cabedelo e a praia da Granja são 15 quilómetros sempre a pedalar. A ciclovia em frente ao mar abrange quase todo o percurso. Apenas um ou dois troços obrigam a um desvio para a rua, mas nada de grave. Pelo caminho, há bares, repuxos para matar a sede e bancos para grande felicidade dos mais fatigados. Nos dias de semana o percurso é menos concorrido e é ideal para quem gosta de pedalar em paz em frente ao mar, sem muitos obstáculos.
7. Passeio no Porto Pode parecer estranho que uma avenida tão central como a da Boavista possa ser um bom lugar para andar de bicicleta. Mas é verdade. Além de ser a maior avenida do país (com seis quilómetros), tem uma ciclovia em grande parte da sua extensão, a desembocar precisamente na paisagem do Castelo do Queijo. É certo que não se respira ar puro, mas se os fumos dos escapes o incomodarem, é só fazer um ligeiro desvio: o Parque da Cidade do Porto fica mesmo ali ao lado.
8. Serra de Santa Justa Pode ser perigoso, já que não há pistas marcadas, mas a Serra de Santa Justa, em Valongo, é cada vez mais um dos lugares de eleição para quem gosta de pedalar. A paisagem é de cortar a respiração, mas não se distraia e tenha atenção aos fojos. As covas de acesso às antigas minas de extracção de ouro existentes na serra têm entre 50 a 70 metros de profundidade e não estão vedadas.
9. Na linha do comboio Em 2006, o antigo ramal ferroviário de Mora foi transformado numa ecopista, que vai desde o bairro do Chafariz d'El Rei, em Évora, até ao limite do concelho, na Sempre Noiva (21 km). Quando for concluída a ecopista terá 60 km, desde Arraiolos até Mora.
10. Ecovia do Litoral A Ecovia do Litoral tem 214 km e vai desde o Cabo de São Vicente até Vila Real de Santo António. Muitos ciclistas que a percorrem queixam-se da falta de sinalização e da fraca ligação entre os troços. Mesmo assim, recomenda-se o percurso de 30 km entre Cabanas de Tavira e Olhão. Grande parte é em terra batida, sinalizado por pequenos postes com o topo pintado de amarelo. O caminho passa pelas salinas do Parque Natural da Ria Formosa e não é raro encontrar flamingos ou camaleões.
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Outros Locais
Ecopista do Rio Minho, 13 km Paralela ao rio Minho, resulta da reconversão da antiga linha ferroviária que ligava Monção a Valença.
Ciclovia Guimarães-Fafe, 15,3 km Em meados dos anos 80, a antiga linha ferroviária que unia Guimarães e Fafe foi desactivada e transformada em ciclovia.
Ecopista do Sever do Vouga, 6,2 km Segue sempre paralela ao rio Vouga e à EN16 até pouco depois da foz do Rio Mau, no Lugar da Foz.
Ciclovia da Estrada Atlântica, 21,1 km A extensa ciclovia liga Pataias às praias do Norte do concelho de Alcobaça.
Ciclovia Trafaria-Caparica, 5 km A ciclovia cria uma alternativa ao trânsito na ponte 25 de Abril. Muitos ciclistas trazem as bicicletas no barco e pedalam até às praias da Caparica.
Via Algarviana, 240 km O longo percurso entre Alcoutim e o cabo de São Vicente faz-se em grande parte pela serra algarvia. É ideal para os praticantes de BTT.
Ciclovia Urbana de Faro, 6,7 km A ciclovia une Faro em dois sentidos, Poente e Nascente. Estende-se pela Avenida Aníbal Cruz Guerreiro e pela Estrada do Moinho da Palmeira.
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Fonte: i online.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mobilidade Sustentável

Mais bicicletas nos comboios A CP Lisboa e a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) trabalham em parceria no sentido de atrair os utilizadores de bicicletas aos comboios na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Além da gratuitidade do transporte sem quaisquer restrições de horários, a CP Lisboa tem agora um plano para alargar os estacionamentos das bicicletas junto às estações, de modo a incentivar as deslocações pendulares Casa/Escola, Casa/Trabalho ou Lazer, em bicicleta. Esta parceria está em vigor nas linhas de Sintra, Cascais, Azambuja e Sado.
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Fonte: Transportes em revista nº 82, Dezembro 2009, pp. 52

O exemplo de Burgos O uso de bicicleta nesta cidade espanhola aumentou 300%, sendo que há 140 bicicletas por hora nas ciclovias, que têm 39 kms. O uso de transportes públicos aumentou 8% em 4 anos, e a frota tem idade média de 2 anos. Algumas medidas que originaram esta tendência: restrição de acesso aos automóveis no centro histórico (mesmo cargas e descargas), reorganização do parqueamento, oito autocarros movidos a gás natural e 27 a biocombustível (por recolha de óleos usados), linhas e frequências de transporte melhoradas. Para além de tudo isto, vinte empresas aderiram ao transporte colectivo privado, tendo o sistema de car sharing, actualmente, 150 utilizadores e 45 viagens.

Fonte: Água&Ambiente nº 136, Março 2010, pp. 19

O exemplo de Vauban "Se quiser ter carro, tem de pagar cerca de 20 mil euros por um lugar", diz Andreas Delleske, um dos fundadores do projecto nesta cidade alemã, "mas perto de 57 por cento dos residentes venderam o carro que tinham para usufruir do privilégio de viver aqui". Consequentemente, a maior parte dos residentes anda de bicicleta ou no “tram” que liga Vauban ao centro de Freiburg. Se quiserem um carro para ir de férias ou para fazer mudanças, alugam um ou entram num esquema de carro partilhado.

Viver sem carros é apenas o começo daquela que é considerada uma das experiências ecológicas mais bem sucedidas na Europa e encarada como um projecto para o futuro. A não utilização de veículos motorizados é algo aceite por todos os que decidem ir viver em Vauban, uma cidade nova que só existe desde 2006. Outros projectos idênticos vão-se espalhando por vários locais do mundo, em especial nos Estados Unidos da América.

Fontes:

http://www.presseurop.eu/pt/content/article/43331-vauban-cidade-alema-sem-carros

Revista O Instalador, nº 165, Janeiro 2010, pp. 120